domingo, 1 de março de 2026

Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques dos EUA e de Israel

 

Ali Khamenei. Foto: Reprodução
Neste sábado (28), a mídia estatal iraniana confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, após os bombardeios coordenados entre os Estados Unidos e Israel. O anúncio foi feito pela agência de notícias Fars, que declarou que o líder foi “martirizado” e informou que o governo decretou 40 dias de luto nacional. Khamenei, que comandou o Irã por quase quatro décadas, foi um dos maiores responsáveis pela repressão aos opositores e pela política rígida do regime iraniano.

“O líder supremo da Revolução foi martirizado”, dizem as publicações. Segundo o veículo, o gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional. Segundo o texto, Khamenei foi morto em seu local de trabalho, enquanto cumpria os seus deveres no escritório: “Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o Líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia confirmado a morte de Khamenei mais cedo, em suas redes sociais. Trump afirmou que o líder iraniano não conseguiu escapar das forças de inteligência e rastreamento dos EUA, em colaboração com Israel, e afirmou que “não havia nada que Khamenei pudesse fazer” para evitar sua morte. Trump também classificou Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História”, destacando que sua morte traria justiça não apenas ao povo iraniano, mas também a outros países cujos cidadãos foram vítimas de suas políticas repressivas.

O governo de Israel, por meio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, também havia indicado a morte de Khamenei, citando a destruição de um complexo usado pelo líder supremo. Netanyahu confirmou que as forças israelenses desempenharam um papel crucial na operação, mas não chegou a confirmar diretamente a morte, deixando a situação em aberto. Contudo, veículos de imprensa israelenses e norte-americanos, com base em fontes não identificadas, trataram a morte de Khamenei como um fato consumado.

Trump, em sua publicação, afirmou que os ataques contra o Irã vão continuar, com o objetivo de alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo. Ele mencionou que muitos membros da Guarda Revolucionária e das Forças Armadas do Irã estariam procurando imunidade e se distanciando do regime, um reflexo do descontentamento interno e da crise de liderança do país. O presidente dos EUA também declarou que este seria o “maior momento” para o povo iraniano retomar o controle do próprio país, insinuando que uma mudança de regime seria iminente.

Fonte: DCM

Nenhum comentário:

Postar um comentário