
A filha, o genro e o neto do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foram mortos nos ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e Israel, conforme informado pela agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica. As identidades das vítimas não foram reveladas. Ainda não houve confirmação oficial por parte do governo de Teerã.
Poucas horas antes da confirmação da morte de Khamenei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o líder supremo do Irã estava entre as vítimas dos ataques. As autoridades iranianas inicialmente desmentiram a informação, tratando-a como parte de uma “guerra psicológica”. No entanto, por volta das 22h29 (horário de Brasília), a morte de Khamenei foi confirmada oficialmente por Teerã.
Além da família de Khamenei, o ataque também vitimou outros altos funcionários iranianos. A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, informou que entre os mortos estavam o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour; o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh; e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Mohammad Bagheri. Também faleceram quatro comandantes-chave de inteligência iraniana.
Entre os mortos, estão Javad Pourhossein, chefe da unidade de inteligência estrangeira; Mohammad-Reza Bajestani, chefe da unidade de segurança; Ali Kheirandish, chefe da unidade antiterrorismo; e Saeed Ehya Hamidi, conselheiro para a guerra com Israel. O ataque, que tem gerado grande comoção, não só atingiu os membros da cúpula política do Irã, mas também afeta diretamente a estrutura do governo iraniano.

A morte de Khamenei abre um vácuo de poder no Irã, levantando questões sobre a sucessão. O sucessor será escolhido pela Assembleia de Peritos, um colegiado composto por 88 clérigos que também tem o poder de fiscalizar e até destituir o líder supremo. Embora nunca tenha ocorrido a destituição de um líder, essa estrutura é crucial para a estabilidade do regime.
Os nomes mais cogitados como possíveis sucessores de Khamenei são seu filho, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, e o neto de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica, Hassan Khomeini, de 53 anos. Outro nome que circula entre os especuladores políticos é Alireza Arafi, membro do Conselho de Especialistas e clérigo influente no cenário iraniano.
Enquanto o governo iraniano tenta se reorganizar e lidar com os danos causados pelas perdas, uma liderança interina será estabelecida. O Conselho de Liderança Temporária, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholam-Hossein Mohseni-Ejei e outros clérigos do Conselho de Guardiões, assumirá as responsabilidades até a eleição do novo líder.
Com a morte de tantos membros-chave, a política interna do Irã está em um momento de grande instabilidade. O processo de escolha de um sucessor pode não ser simples, e a falta de consenso pode gerar disputas internas, potencialmente abalando a Revolução Islâmica. O impacto desse vácuo de poder no país poderá se estender ao Oriente Médio, com reflexos em toda a geopolítica regional.
Fonte: DCM com informações da agência iraniana Fars
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