domingo, 1 de março de 2026

Embaixador diz que Brasil tem plano para retirar brasileiros do Irã

Embaixador André Veras Guimarães confirma que Itamaraty tem estratégia de evacuação após ataques de Estados Unidos e Israel

Uma pessoa segura uma imagem do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante manifestação de iranianos em protesto contra os ataques dos EUA e de Israel, em Teerã, Irã, 28 de fevereiro de 2026 (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, afirmou neste sábado (28), em entrevista ao SBT News, que o Itamaraty já dispõe de um plano para retirar brasileiros do país caso haja uma escalada militar após o ataque coordenado por Estados Unidos e Israel.

Com o espaço aéreo iraniano fechado, o diplomata explicou que a embaixada acumulou experiência durante o conflito entre Israel e Irã, em junho do ano passado, quando cidadãos brasileiros foram deslocados por rotas terrestres. Segundo ele, as operações ocorreram pelas fronteiras com a Turquia e a Armênia. “Nós conhecemos bem, sabemos as rotas, e que não tem alvos que possam prejudicar o deslocamento”, declarou.

Guimarães ponderou, no entanto, que a comunidade brasileira residente no Irã é reduzida e composta majoritariamente por mulheres casadas com iranianos e com filhos no país. De acordo com ele, fatores culturais e legais podem dificultar eventuais saídas, já que, pela estrutura patriarcal local, homens em idade militar permanecem de prontidão para atender às determinações do regime dos aiatolás.

Apesar da ofensiva registrada mais cedo, o embaixador relatou que, no início da tarde, o cenário no norte de Teerã, onde reside, era “relativamente calma”. Ele observou que os ataques se concentraram na região sul da capital, área que reúne a maior parte dos edifícios governamentais.

Mesmo assim, o diplomata reconheceu a apreensão diante da possibilidade de novos desdobramentos nas próximas horas e recomendou cautela a brasileiros que tenham viagens marcadas para o Oriente Médio.

“É uma região que agora que acho que só se deve vir em caso de extrema necessidade. A nossa indicação é transferir [o voo], porque a situação é muito volátil e não sabemos o que pode acontecer em um futuro próximo”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário