sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mulher de Moro lidera pedido de prisão de Lulinha


  Rosângela e Sergio Moro. Foto: reprodução

A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP) protocolou na última quinta-feira (26) uma representação criminal no Ministério Público Federal solicitando a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido é assinado por outros 47 parlamentares e inclui ainda a solicitação para que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja inserido na difusão vermelha da Interpol e extraditado da Espanha para o Brasil. Com informações do Poder360.

No documento encaminhado ao MPF, assinado pela esposa do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), os congressistas afirmam que Lulinha seria um “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal articulador de fraudes na Previdência.

Segundo as alegações, revelações recentes indicariam que o filho do presidente teria recebido R$ 300 mil mensais do empresário, valor que, conforme a representação, teria sido destinado a “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”. Camilo Antunes está preso desde 12 de setembro de 2025.

Os parlamentares sustentam ainda que a permanência de Lulinha no exterior representa risco de evasão da Justiça brasileira. Ele vive em Madrid desde 2025.

Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: reprodução
“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição com o Brasil. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”, diz um trecho da representação.

Paralelamente, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou na mesma data a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha, ampliando a pressão política sobre o caso. A decisão foi considerada uma derrota para o governo federal, que tenta reverter o resultado e recorreu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), alegando erro no processo de votação.

Fonte: DCM com informações do Poder360

Nenhum comentário:

Postar um comentário