sábado, 28 de fevereiro de 2026

Lindbergh vai à PGR por anotação de Flávio que cita pagamento para retirada de candidatura

 

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Reprodução
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta sexta-feira (27) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República solicitando a abertura de investigação sobre uma anotação manuscrita atribuída ao senador Flávio Bolsonaro. O registro menciona que o deputado Marcos Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não disputar uma eleição em Mato Grosso do Sul.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o conteúdo revelado, a anotação faz referência ao valor e à eventual retirada de candidatura. O documento teria sido produzido no contexto de articulações políticas relacionadas ao pleito no estado.

No pedido encaminhado à PGR, Lindbergh solicita a preservação do documento original e a realização de perícia técnica para verificar autenticidade, autoria e circunstâncias do registro. O parlamentar requer ainda a adoção de medidas para esclarecer o contexto em que a anotação foi feita.

O deputado afirma, no requerimento, que a existência de um registro escrito com esse teor demanda apuração formal. Ele sustenta que a investigação deve examinar se houve prática de ilícito envolvendo negociação financeira ligada ao processo eleitoral.

A notícia de fato pede que o Ministério Público Federal avalie a abertura de procedimento investigativo, caso identifique elementos mínimos para tal medida. O documento também menciona a necessidade de coleta de depoimentos e análise de eventuais provas relacionadas ao caso.

Até o momento, não há decisão pública da PGR sobre a abertura de investigação. Também não foram divulgadas manifestações oficiais do senador Flávio Bolsonaro ou do deputado Marcos Pollon sobre o teor da anotação citada na reportagem.

Anotações de Flávio Bolsonaro expõem “valor” de Pollon para não se candidatar ao Senado. Foto: reprodução
A legislação eleitoral brasileira prevê regras específicas sobre financiamento de campanhas e condutas vedadas no período eleitoral. A eventual apuração caberá aos órgãos competentes, conforme os procedimentos previstos em lei.

O caso passa a integrar a agenda institucional da Procuradoria, que poderá definir os próximos encaminhamentos após análise preliminar da notícia de fato apresentada pelo parlamentar do PT.

Fonte: DCM com informação publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo

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