Fumaça no horizonte de Teerã após o ataque sofrido nesta manhã de sábado (28). Foto: Associated Press
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado (28). As primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital iraniana. Segundo a agência estatal Fars, também houve relatos de explosões em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Autoridades militares informaram que os ataques norte-americanos ocorrem por via aérea e marítima. O governo de Israel classificou a ação como preventiva. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a operação tem como objetivo “defender o povo americano”. Militares norte-americanos indicaram que a ofensiva pode se estender por dias.
Em resposta, mísseis iranianos foram lançados contra Israel. As Forças Armadas israelenses acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas regiões e suspenderam aulas e atividades presenciais. A autoridade aeroportuária de Israel anunciou o fechamento do espaço aéreo para voos civis.
De acordo com a Reuters, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi transferido para um local considerado seguro. Sete mísseis atingiram área próxima ao palácio presidencial e ao complexo do líder supremo, segundo relatos divulgados por agências internacionais.
A operação ocorre após semanas de negociações entre representantes dos Estados Unidos e do Irã sobre o programa nuclear iraniano. A última reunião foi realizada na quinta-feira (26), em Genebra, com previsão de novo encontro na segunda-feira (1). Washington defende a interrupção do enriquecimento de urânio. Teerã afirma que o programa tem finalidade energética.
Esta é a segunda ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, forças norte-americanas bombardearam estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano. Na ocasião, houve contra-ataque limitado contra uma base militar dos EUA na região e posterior cessar-fogo.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram porta-aviões, incluindo o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald R. Ford, além de ampliar a presença de aeronaves e navios de guerra no Oriente Médio. O Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e reforçou instalações consideradas estratégicas.
As tensões entre os dois países remontam à Revolução Islâmica de 1979. Desde então, as relações diplomáticas permanecem rompidas, com sucessivos episódios de sanções econômicas, confrontos indiretos e negociações interrompidas. O cenário atual ocorre em meio a dificuldades econômicas no Irã e a novos protestos internos registrados neste mês.
Fonte: DCM com informações da agência estatal Fars
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