sábado, 28 de fevereiro de 2026

CPI do INSS pede ao Coaf relatório com dados financeiros sobre Lulinha


       Presidente da CPMI do INSS, Senador Carlos Viana – Reprodução

A CPI do INSS notificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para enviar, em até cinco dias úteis, um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido foi encaminhado após a comissão aprovar 87 requerimentos, entre eles a quebra de sigilo do empresário. Com informações do jornal O Globo.

O envio ocorreu mesmo após questionamentos de parlamentares da base governista sobre a regularidade da votação. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que já encaminhou os requerimentos às autoridades competentes e que não aguardará eventual decisão da presidência do Senado para dar continuidade às medidas aprovadas.

Diante da controvérsia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia da Casa analisem imagens da sessão, registros oficiais e o regimento interno antes de decidir se mantém ou anula a deliberação. Governistas protocolaram pedido de invalidação, alegando erro na contagem dos votos.

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, de camiseta branca, sério
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha – Reprodução
Segundo relatos, Alcolumbre orientou que as alegações fossem formalizadas por escrito, com anexos como fotos e vídeos. A presidência informou que o material passará por análise técnica das áreas responsáveis pelo cumprimento das normas internas e pela segurança institucional. Não há prazo definido para a decisão.

A divergência teve início após a CPI optar por votar em bloco os 87 itens da pauta. A votação nominal registrou 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, houve deliberação simbólica. Governistas afirmam que 14 integrantes se manifestaram contra o pacote e defendem que o resultado deveria considerar o número de presentes no momento.

Carlos Viana sustenta que o quórum válido é o da primeira votação, com 31 parlamentares registrados, e que não houve maioria para rejeitar os requerimentos. Ele declarou que os atos já foram praticados e que a tramitação segue normalmente.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

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