quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TSE diz que filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão foi feita por representante do partido

 Campanha do candidato do PL afirma que vai pedir investigação da Polícia Federal após registro impedir candidatura

Flávio Bolsonaro -  Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, ao partido Missão foi realizada por um representante da própria legenda.

A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar a candidatura presidencial após constatar, nos sistemas da Justiça Eleitoral, que o senador aparecia como filiado ao Missão — partido que terá Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo a reportagem, os representantes de Flávio Bolsonaro afirmam que vão solicitar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar o caso. No sistema da Justiça Eleitoral, consta que o senador teria se desfiliado do PL na quarta-feira (12) e, em seguida, ingressado no Missão.

Integrante da equipe jurídica do candidato, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri se reuniu no início da tarde desta quinta-feira (13) com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Ao fim do encontro, ela afirmou que o ministro prometeu adotar as “providências cabíveis”.


O episódio ocorre em meio à tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro de formalizar a candidatura presidencial pelo PL. A presença do nome do senador em outra legenda cria obstáculo direto ao registro eleitoral, já que a filiação partidária é requisito essencial para a disputa.

A situação remete a um caso semelhante envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de 2024, Lula apareceu nos registros da Justiça Eleitoral como filiado ao PL, partido adversário do PT. À época, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a inserção dos dados.

Naquele caso, o então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou o envio de cópias dos autos à PF ao apontar indícios de crime. “Considerando a existência de indícios de crime a partir da inserção de dados falsos em sistema eleitoral, encaminhem-se cópia dos presentes autos ao diretor-geral da Polícia Federal para adoção de todas as providências cabíveis que deverão, oportunamente, ser informadas a este Tribunal Superior Eleitoral”, escreveu Moraes na decisão.

O TSE também afirmou, na ocasião, haver “claros indícios de falsidade ideológica”. Moraes restabeleceu a filiação formal de Lula ao PT, registrando que era “fato notório que é integrante do Partido dos Trabalhadores”, e cancelou o login responsável pela inclusão da informação falsa no sistema eleitoral.

No caso de Flávio Bolsonaro, a apuração deverá verificar quem inseriu a filiação no sistema e em quais circunstâncias o registro foi feito. Até o momento, de acordo com as informações divulgadas, a campanha do senador sustenta que houve irregularidade e busca providências junto à Polícia Federal.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário