Campanha do candidato do PL afirma que vai pedir investigação da Polícia Federal após registro impedir candidatura
O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, ao partido Missão foi realizada por um representante da própria legenda.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar a candidatura presidencial após constatar, nos sistemas da Justiça Eleitoral, que o senador aparecia como filiado ao Missão — partido que terá Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.
Segundo a reportagem, os representantes de Flávio Bolsonaro afirmam que vão solicitar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar o caso. No sistema da Justiça Eleitoral, consta que o senador teria se desfiliado do PL na quarta-feira (12) e, em seguida, ingressado no Missão.
Integrante da equipe jurídica do candidato, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri se reuniu no início da tarde desta quinta-feira (13) com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Ao fim do encontro, ela afirmou que o ministro prometeu adotar as “providências cabíveis”.
O episódio ocorre em meio à tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro de formalizar a candidatura presidencial pelo PL. A presença do nome do senador em outra legenda cria obstáculo direto ao registro eleitoral, já que a filiação partidária é requisito essencial para a disputa.
A situação remete a um caso semelhante envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de 2024, Lula apareceu nos registros da Justiça Eleitoral como filiado ao PL, partido adversário do PT. À época, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a inserção dos dados.
Naquele caso, o então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou o envio de cópias dos autos à PF ao apontar indícios de crime. “Considerando a existência de indícios de crime a partir da inserção de dados falsos em sistema eleitoral, encaminhem-se cópia dos presentes autos ao diretor-geral da Polícia Federal para adoção de todas as providências cabíveis que deverão, oportunamente, ser informadas a este Tribunal Superior Eleitoral”, escreveu Moraes na decisão.
O TSE também afirmou, na ocasião, haver “claros indícios de falsidade ideológica”. Moraes restabeleceu a filiação formal de Lula ao PT, registrando que era “fato notório que é integrante do Partido dos Trabalhadores”, e cancelou o login responsável pela inclusão da informação falsa no sistema eleitoral.
No caso de Flávio Bolsonaro, a apuração deverá verificar quem inseriu a filiação no sistema e em quais circunstâncias o registro foi feito. Até o momento, de acordo com as informações divulgadas, a campanha do senador sustenta que houve irregularidade e busca providências junto à Polícia Federal.
Fonte: Brasil 247
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