sábado, 8 de agosto de 2026

Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber visitas no Dia dos Pais

 Defesa pediu autorização excepcional para que três filhos encontrassem o ex-mandatário neste domingo

     Jair Bolsonaro  - Crédito: REUTERS/Diego Herculano

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido para que Jair Bolsonaro recebesse três de seus filhos no domingo (9), Dia dos Pais. A defesa pretendia obter uma autorização excepcional para o encontro familiar durante o período de suspensão das visitas ao ex-mandatário.

Moraes citou a decisão anterior que suspendeu por 30 dias as visitas a Bolsonaro. Permanecem autorizados os atendimentos permanentes de médicos e fisioterapeutas, além do acesso dos advogados.

A medida foi adotada após Moraes considerar que houve descumprimento das restrições judiciais impostas pelo STF.


● Defesa alegou caráter humanitário

No pedido encaminhado ao Supremo, os advogados solicitaram “em caráter absolutamente excepcional” a liberação das visitas de Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante a tarde de domingo. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal cassado que vive nos Estados Unidos, não foi mencionado na solicitação.

Ao justificar o pedido, a defesa destacou o caráter familiar da data alegando que “o pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar. Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”.

Os advogados também sustentaram que a autorização excepcional não interferiria nas determinações judiciais em vigor. Segundo o pedido, as visitas não comprometeriam “o regular cumprimento da pena ou das cautelares impostas”.

● Divulgação de carta motivou suspensão das visitas

A suspensão das visitas foi determinada após a divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.

Moraes entendeu que o episódio representou descumprimento da proibição imposta ao ex-mandatário de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.

O ministro também considerou que a divulgação do conteúdo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

Com isso, as visitas foram suspensas pelo período de 30 dias, ressalvadas as exceções estabelecidas na decisão.

Ao rejeitar a solicitação para o Dia dos Pais, Moraes manteve as condições já estabelecidas para Bolsonaro durante o período de suspensão.

Fonte: Brasil 247


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