terça-feira, 4 de agosto de 2026

Ministro da Justiça envia pedido de Fábio Luís à Corregedoria da PF para apurar vazamentos no inquérito do INSS

Defesa de Fábio Luís Lula da Silva acionou a pasta após notícias sobre posse de áudios sigilosos pela campanha de Flávio Bolsonaro

O ministro da Justiça, Wellington César Lima  - Crédito: Tom Costa/MJSP/ Flickr

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, despachou formalmente o pedido protocolado pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva que solicita a apuração do suposto vazamento de informações sigilosas vinculadas ao inquérito sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

A iniciativa da defesa ocorreu após interlocutores revelarem que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria acesso a áudios de conversas entre Fábio Luís e a empresária Roberta Luchsinger, que também é investigada no mesmo inquérito. A notícia sobre a posse do material sigiloso motivou uma reação imediata dos advogados do filho mais velho do presidente Lula (PT).


Segundo fontes do Ministério da Justiça, os defensores de Fábio Luís compareceram à sede da pasta na segunda-feira (3) e protocolaram a solicitação de maneira formal. Logo após o recebimento do documento, o ministro Wellington César Lima e Silva encaminhou o caso para a Corregedoria-Geral da Polícia Federal (PF), mantendo o trâmite e o fluxo institucional padrão adotados pela pasta em situações dessa natureza.

De acordo com interlocutores do ministro da Justiça, a orientação atual é aguardar a manifestação oficial da Corregedoria da PF. Se o órgão de controle interno da corporação identificar elementos e indícios suficientes que apontem para eventuais irregularidades ou vazamento ilícito de dados, uma apuração formal poderá ser instaurada.

Paralelamente ao requerimento entregue no Ministério da Justiça, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva também acionou diretamente a própria Corregedoria da PF, reforçando o pedido de investigação para identificar os responsáveis pelo repasse indevido das informações sigilosas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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