quarta-feira, 15 de julho de 2026

Lindbergh repudia ‘organização criminosa’ e afirma que é ‘espantosa a relação de Flávio Bolsonaro com Sicário, matador de aluguel’ (vídeo)

Deputado cobra explicações após foto do senador com homem apontado pela PF como integrante de grupo ligado a Daniel Vorcaro

Da esq. para a dir.: Lindbergh Farias, Sicário, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e, ao fundo, o Banco Master
Crédito: Reprodução/Redes Sociais I Reprodução I Agência Senado I Rovena Rosa/Agência Brasil

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou uma mensagem nesta quarta-feira (15) pela rede social com o objetivo de cobrar explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o pré-candidato à Presidência da República aparecer junto com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário e apontado pela Polícia Federal como integrante de um grupo ligado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Inacreditável. É espantoso. Mais um escândalo. Era uma organização criminosa. Sicário fazia parte de um grupo chamado A Turma, teve o Projeto DV. Quem estava no Projeto Daniel Volcano? Tiago Miranda, aquele que intermediou o encontro do Flávio Bolsonaro com o Volcano, Marcelão, publicitário, fazia parte do Núcleo Estratégico”, escreveu o parlamentar.

“Sicário é assassino de aluguel, matador de aluguel. Era o homem da violência, da ameaça, da pancadaria, fazia qualquer negócio. O suicídio dele é uma coisa que até agora tem que ser explicada. Vamos esperar a resposta do Flávio Bolsonaro”, acrescentou.

Nos documentos da Polícia Federal, Sicário aparecia com o codinome “Sicário”. Essa palavra significa matador de aluguel ou “pistoleiro”. Ele era descrito como integrante de um suposto grupo liderado por Vorcaro para monitorar e ameaçar adversários empresariais, ex-funcionários e jornalistas.

Mais escândalos

Em 25 de maio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o senador se encontrou com Daniel Vorcaro para buscar recursos destinados ao financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro (PL). Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão na investigação da trama golpista, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Na negociação com o ex-banqueiro, o parlamentar tratou de um aporte de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente transferidos para a produção do longa-metragem.

Vorcaro está preso no Distrito Federal depois de ter sido atingido pela Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de fraudes no sistema financeiro que teria movimentado, conforme os investigadores, pelo menos R$ 12 bilhões.

A Polícia Federal também abriu um inquérito para verificar se verbas provenientes de emendas parlamentares foram empregadas irregularmente no financiamento do filme. Paralelamente, a Controladoria-Geral da União instaurou uma auditoria sobre repasses feitos a organizações ligadas à empresária Karina da Gama, sócia da GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa. O objetivo da CGU é determinar se os recursos públicos foram utilizados de acordo com a finalidade estabelecida ou se houve desvio na aplicação das verbas.

Entre representantes do campo progressista, Lindbergh Farias iniciou uma campanha para aumentar a pressão sobre o parlamentar da extrema direita e cobrar explicações a respeito da produção cinematográfica.

O senador do PL passou ainda a ser questionado pela aquisição de uma mansão no Distrito Federal, registrada em nome de José Vicente Santini, coordenador de sua pré-campanha. A transação incluiu o pagamento de R$ 4 milhões como entrada e um financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo Banco de Brasília. A instituição é citada no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras calculadas em R$ 12 bilhões e relacionadas ao Banco Master.

Também teve repercussão o caso de uma propriedade avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, situada em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. O atacante Richarlison declarou ter pago pelo imóvel, afirmou em uma publicação que “simplesmente me tomaram” e marcou Flávio Bolsonaro na postagem.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário