Advogados dizem ao STF que arma estava regular e que equipe de segurança retirou percussor da pistola sem informar ao ex-mandatário
Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a pistola apreendida nesta semana no Distrito Federal estava em situação regular e que uma alteração realizada por integrantes de sua equipe de segurança ocorreu sem seu conhecimento. As informações são do jornal O Globo.
A manifestação foi apresentada ao ministro do STF Alexandre de Moraes após questionamentos relacionados ao armamento apreendido durante uma abordagem da Operação Lei Seca. Segundo os advogados, apesar da condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado de 2022, não houve decisão judicial determinando a entrega de armas registradas em seu nome nem o cancelamento de seus registros.
◎ Defesa sustenta que posse era regular
No documento encaminhado ao STF, os advogados afirmam que o ex-presidente não estava em situação irregular em relação ao armamento. "Bolsonaro, portanto, não se encontrava em situação irregular", sustentou a defesa na resposta enviada ao Supremo.
Os defensores também argumentam que, caso existisse qualquer determinação da Corte para a entrega da pistola, ela teria sido cumprida imediatamente. Segundo a manifestação, Bolsonaro não tem interesse em reaver a arma, que permanece sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
◎ Equipe teria retirado percussor sem conhecimento de Bolsonaro
Outro ponto central da defesa é a alegação de que a equipe de segurança do ex-presidente retirou o percussor da pistola, tornando-a incapaz de efetuar disparos. De acordo com os advogados, a medida teria sido adotada sem que Bolsonaro fosse informado. A defesa afirma ainda que a decisão foi tomada em razão das medicações psiquiátricas que estariam sendo administradas ao ex-presidente.
◎ Versão apresentada sobre a arma apreendida
A explicação apresentada ao STF dialoga com a versão do sargento que estava com a arma quando ela foi apreendida durante uma blitz da Lei Seca no início da semana. O militar declarou que transportava a pistola para realizar um reparo.
Segundo os advogados, Bolsonaro percebeu recentemente que havia uma falha mecânica no armamento ao acionar o ferrolho, sem necessidade de disparo. Sem conseguir identificar a origem do problema, ele teria entregue a pistola a um segundo-sargento do Exército para que verificasse o defeito.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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