quinta-feira, 5 de março de 2026

Salário médio no Brasil bate recorde e chega a R$ 3.652, diz IBGE


      Carteira de trabalho com notas de R$ 100. Foto: Reprodução

O salário médio dos trabalhadores no Brasil chegou a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor representa aumento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de R$ 3.466, e marca o maior patamar já registrado pela série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

De acordo com o levantamento, o rendimento médio habitual subiu 2,8% no trimestre e superou o recorde anterior, registrado em dezembro, quando havia atingido R$ 3.623. O resultado reflete a evolução dos rendimentos em diferentes setores da economia ao longo do período analisado.

Entre os segmentos com maior crescimento estão agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com aumento anual de 9%. Na sequência aparecem a construção, com alta de 5,9%, e os setores de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que tiveram avanço de 5,4%.

Também houve crescimento nos rendimentos de trabalhadores de serviços domésticos e da administração pública. No primeiro caso, a alta foi de 4,7%, enquanto no setor público o aumento chegou a 3,9%, considerando áreas como defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais.

Sede do IBGE. Foto: Reprodução
Entre os diferentes tipos de ocupação, os trabalhadores por conta própria registraram o maior avanço, com aumento de 7,8% na comparação anual. Também cresceram os ganhos dos empregadores (7,4%), dos trabalhadores informais (6,4%), dos empregados com carteira assinada (2,8%) e dos empregados do setor público (4,3%).

Com a elevação dos salários, a massa de rendimento real dos trabalhadores alcançou R$ 370,3 bilhões, também o maior valor da série histórica. O montante representa crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com aumento de R$ 25,1 bilhões.

Segundo analistas, o avanço dos rendimentos é acompanhado de atenção pelo Banco Central do Brasil, já que salários maiores podem estimular o consumo e influenciar os preços. Na última reunião do Comitê de Política Monetária, quando a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano, a ata destacou:

“O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”.

Fonte: DCM

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