Ao defender o presidente Lula, a ministra citou algumas estatísticas na área educacional, e mencionou três governos estaduais aliados de Bolsonaro
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou dados educacionais nesta terça-feira (17) para atacar os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Claudio Castro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG), ao mesmo tempo em que defendeu a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área da educação. A ministra afirmou que o avanço do ensino integral no país contrasta com o desempenho dos três estados governados por aliados de Jair Bolsonaro.
A titular da SRI comentou um levantamento divulgado pelo jornal O Globo, com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), para embasar suas críticas aos três governadores.
"Enquanto o país avança nas matrículas no ensino integral, com forte apoio de recursos do governo do presidente Lula, o número de alunos nesta modalidade despencou em Minas, no Rio e ficou estagnado em São Paulo entre 2022 e 2025. É o que informa o Globo, com base em dados do INEP: 232 mil matrículas a mais no Nordeste, e queda de 31 mil em MG e 6 mil no Rio”, escreveu Gleisi na rede social X.
“O que têm em comum estes estados da região mais rica do país são governadores bolsonaristas, Zema, Castro e Tarcísio, que não dão valor à educação. Mais um motivo para o Brasil não permitir a volta da extrema-direita bolsonarista ao governo", complementou.
Estatísticas
Os números citados por Gleisi revelam uma transformação significativa no ensino médio em tempo integral no Brasil. A proporção de estudantes nessa modalidade saltou de 19% para 26% entre 2022 e 2025. O Nordeste liderou esse avanço com folga: a região passou de 29% para 44% de cobertura, incorporando 232 mil novos alunos ao modelo de tempo integral. O Sudeste, por sua vez, registrou crescimento modesto, saindo de 21% para 22% no mesmo período.
O levantamento aponta forte concentração do ensino integral nos estados nordestinos. O Piauí lidera o ranking nacional, com 81% dos alunos do ensino médio em tempo integral. Na sequência aparecem Pernambuco (62%), Ceará (58%) e Paraíba (51%). Completam o grupo de maior cobertura o Espírito Santo (38%), a Bahia (34%), Sergipe (33%) e Alagoas (30%).
No extremo oposto, Santa Catarina registra apenas 4% de alunos no ensino integral, seguida por Roraima (5%) e Distrito Federal (7%). Os números expõem um quadro de desigualdade regional histórica no acesso a essa modalidade de ensino.
A fala da ministra insere-se em um contexto de acirramento político a menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, nas quais Tarcísio de Freitas é apontado como um dos principais nomes da oposição para disputar o Palácio do Planalto.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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