Estimativa sobe para 4,17% com impacto da guerra no Oriente Médio, enquanto Selic permanece em 12,5% e dólar segue estável
O mercado financeiro voltou a revisar para cima a projeção da inflação brasileira em 2026, indicando maior preocupação com o cenário internacional e seus reflexos nos preços. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23), a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,10% para 4,17%, reforçando a tendência de pressão inflacionária ao longo do ano. As informações constam no Boletim Focus, publicação semanal do Banco Central que reúne expectativas de analistas do mercado.
A revisão nas projeções ocorre em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, apontada como um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Há quatro semanas, a estimativa de inflação para 2026 estava em 3,91%, o que evidencia uma trajetória recente de alta nas expectativas do mercado.
Apesar do aumento na projeção inflacionária, os economistas mantiveram estável a expectativa para a taxa básica de juros. A Selic segue estimada em 12,50% ao ano para 2026, mesmo após a decisão recente do Banco Central de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual.
No campo da atividade econômica, houve leve melhora nas expectativas. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 passou de 1,83% para 1,84%, indicando um cenário de expansão ainda moderada da economia brasileira.
Já o câmbio permanece praticamente inalterado nas previsões. A estimativa para o dólar em 2026 continua em R$ 5,40, sem mudanças relevantes também nas projeções para os anos seguintes.
Para o médio prazo, o mercado projeta uma desaceleração da inflação. Em 2027, a expectativa é de que o índice fique em 3,80%, enquanto a taxa Selic deve recuar para 10,50%. Para 2028 e 2029, as estimativas indicam continuidade no processo de queda dos juros, embora de forma gradual, sinalizando um cenário de maior estabilidade monetária nos próximos anos.
Fonte: Brasil 247
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