quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PF avalia prisão preventiva de Vorcaro caso comprove financiamento de ataques ao Banco Central

O empresário teria bancado campanhas de desinformação contra agentes da entidade monetária para interferir nas investigações contra o Master

PF avalia prisão preventiva de Vorcaro caso comprove financiamento de ataques ao Banco Central (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal avalia a prisão preventiva de Daniel Vorcaro caso consiga provar que ele financiou influenciadores para atacar o Banco Central, informa a jornalista Daniela Lima, do UOL. O caso envolve a suspeita de que recursos ligados a Vorcaro bancaram campanhas de desinformação contra agentes da autoridade monetária, o que pode ser enquadrado como coação com o objetivo de interferir nas investigações contra o Banco Master..

As publicações analisadas até agora teriam como objetivo desacreditar o órgão regulador, atribuindo-lhe responsabilidade indevida no processo de liquidação da instituição financeira. Para os investigadores, esse tipo de ataque pode configurar o crime de difamação, ao atingir a reputação de um órgão técnico responsável pela supervisão do sistema financeiro nacional.

Além da difamação, a apuração também avalia a possibilidade de obstrução de justiça. Nesse caso, o foco da investigação é verificar se houve tentativa de influenciar o Poder Judiciário por meio da descredibilização do Banco Central, com o objetivo de interferir no curso das investigações criminais.

Com base no artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas, a tentativa de impedir ou embaraçar investigações pode ser punida com reclusão de três a oito anos, além de multa, mesmo quando a ação não alcança o resultado pretendido.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirma que “ele não tem em qualquer com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública. Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master”.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

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