A advogada argentina Agostina Páez, acusada de racismo no Rio de Janeiro, poderá deixar o Brasil após pagar R$ 98 mil às vítimas, conforme proposta da Promotoria. O caso ocorreu em janeiro, em Ipanema (RJ), quando, durante uma discussão sobre a conta de um bar, ela chamou um funcionário de “mono” (macaco, em espanhol) e imitou gestos de macaco em direção aos funcionários.
A denúncia foi registrada em vídeo. A defesa de Agostina negou que os gestos tivessem caráter racista, alegando que eram direcionados a amigas da própria argentina como uma brincadeira. A versão foi contestada pelo Ministério Público.
Durante a audiência de instrução e julgamento, foi proposta uma compensação de dez salários mínimos, o que totaliza R$ 194.520, a ser pago às três vítimas.

