quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Quem são os alvos da Megaoperação envolvendo PCC e a Faria Lima

Empresário Mohamad Hussein Mourad é apontado como epicentro de esquema criminoso envolvendo lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis

     (Foto: Reuters)

Uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Receita Federal foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) e visou desarticular um esquema criminoso de grande porte. A operação, que cumpre cerca de 350 mandados de busca e apreensão, está focada no envolvimento de empresas e figuras ligadas ao setor de combustíveis, à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e à famosa região da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. O empresário Mohamad Hussein Mourad, um dos principais alvos da operação, é apontado como epicentro do esquema, segundo o Metrópoles.

Mourad, que já era investigado por atividades ilícitas e possuía ligações com o PCC, é acusado de liderar uma rede criminosa que operava fraudulentamente dentro da cadeia de combustíveis. A investigação também revelou que ele e Roberto Augusto Leme, conhecido como "Beto Louco", foram responsáveis por orquestrar um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais envolvendo empresas de combustíveis e fintechs, além de manipular fundos de investimentos na Faria Lima. Os dois, segundo as investigações, agiam com o auxílio de contadores e profissionais especializados para blindar o patrimônio e ocultar os lucros ilícitos.

◈ A operação e os principais envolvidos

Entre os alvos da operação estão diversos empresários, contadores e diretores de empresas ligadas ao setor de combustíveis. Além de Mourad e Leme, a operação também mira Marcelo Dias de Moraes, presidente da Bankrow Instituição de Pagamento, e Camila Cristina de Moura Silva/Caron, diretora financeira da BK, fintech que operava como “banco paralelo” no esquema. O esquema envolvia, ainda, o desvio de metanol e a adulteração de combustíveis, prática que afetava diretamente o consumidor final, com a venda de gasolina adulterada.

O cerco policial e fiscal atingiu não apenas pessoas físicas, mas também uma série de empresas e instituições financeiras. As investigações revelaram que pelo menos 40 fundos de investimento, que somam mais de R$ 30 bilhões em ativos, eram usados para ocultar e movimentar o dinheiro oriundo das fraudes. Fundos como o Zeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios e o Atena Fundo de Investimento em Participações estavam entre os envolvidos. Além disso, empresas distribuidoras de combustíveis, como a Aster Petróleo e a Duvale Distribuidora de Petróleo, também estão entre os alvos da operação.

◈ Lista de principais alvos da megaoperação:

● Pessoas físicas

  • Mohamad Hussein Mourad – Empresário, epicentro do esquema criminoso
  • Roberto Augusto Leme – Apontado como operador central do esquema
  • Marcelo Dias de Moraes – Presidente da Bankrow Instituição de Pagamento
  • Camila Cristina de Moura Silva/Caron – Diretora financeira da BK, fintech usada para lavagem de dinheiro
  • Valdemar de Bortoli Júnior – Com vinculação às distribuidoras de combustíveis Rede Sol Fuel e Duvale
  • José Carlos Gonçalves, conhecido como “Alemão” – Ligado ao PCC
  • Lucas Tomé Assunção – Contador vinculado à GGX Global Participações e Usina Sucroalcooleira Itajobi
  • Marcello Ognibene da Costa Batista – Contador com indícios de fraude societária

● Empresas e instituições financeiras

  • BK Instituição de Pagamento S.A. 
  • Bankrow Instituição de Pagamento S.A. 
  • Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. 
  • Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. 
  • Altinvest Gestão de Administração de Recursos de Terceiros Ltda. 
  • BFL Administração de Recursos LTDA 
  • Banco Genial S.A. 
  • Actual Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. 
  • Ello Gestora de Recursos LTDA 
  • Libertas Asst S/A 
  • Banvox Distribuidora de Títulos e Valores LTDA 
  • Zeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios 
  • Brazil Special Opportunities Fund 
  • Atena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Olimpia Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado 
  • Minesotta Fundo de Investimento Imobiliário 
  • Pinheiros Fundo de Investimento Imobiliário FII 
  • Olsen Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada 
  • Mabruk II Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados 
  • Radford Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
  • Participation Fundo de Investimento em Participações em Cadeias Produtivas Agroindustriais 
  • Zurich Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Pompeia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Location Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Derby 44 Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado 
  • Los Angeles 01 Fundo de Investimento Imobiliário 
  • Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório Não Padronizado 
  • Hans 95 Fundo de Investimento Multimercado e Investimento no Exterior 
  • Celebration Fundo de Investimento em Participação Multiestratégia 
  • Keros Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Fundo de Investimento Imobiliário FII Enseada 
  • Fundo de Investimento Imobiliário Ruby Green 
  • Fundo de Investimento Imobiliário Green Eagle 
  • Pegasus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Paraibuna Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia 
  • Fundo de Investimento Imobiliário Toronto 
  • Mam ZC Tesouro Selic FI Renda Fixa DI Soberano 
  • Anna Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios 
  • Reag High Yield Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

● Distribuidoras e administradoras de postos de combustíveis

  • Aster Petróleo Ltda.
  • Safra Distribuidora de Petróleo S/A
  • Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda.
  • Arka Distribuidora de Combustíveis Ltda.
  • GGX Global Participações SA
  • Ciclone Gestão e Participações Ltda.
  • Latuj Participações Ltda.
  • Lega Serviços Administrativos SA
  • Vila Rica Participações Ltda.
  • Khadige Conveniência Ltda. (denominada Empório Express Ltda.)
  • Dubai Administração de Bens Ltda.

◈ A logística criminosa e a lavagem de dinheiro

A operação também revelou a complexidade do esquema, que envolvia diversas etapas, desde a importação ilegal de metanol até a distribuição de combustíveis adulterados. Segundo as investigações, o metanol era desviado do Porto de Paranaguá, no Paraná, e destinado a postos de combustíveis ligados ao grupo criminoso. Além disso, contadores atuavam diretamente na manipulação das transações financeiras e no uso de fintechs para dificultar o rastreamento do dinheiro. A utilização de fundos de investimento, muitos deles com vínculos na Faria Lima, foi outra estratégia empregada pelo grupo para ocultar o dinheiro oriundo das fraudes.

◈ PCC e a influência no mercado de combustíveis

A megaoperação desvendou ainda a forma como o PCC atuava diretamente no mercado de combustíveis. Investigadores apontam que donos de postos de combustíveis foram coagidos a vender seus estabelecimentos para integrantes do grupo criminoso. Em alguns casos, os vendedores não receberam os valores das transações e foram ameaçados de morte caso cobrassem o pagamento. Esse tipo de extorsão e manipulação econômica demonstram a grandeza e o alcance da organização criminosa, que usava a economia formal e instituições financeiras para ocultar seu patrimônio ilícito.

Ao todo, a operação impactou oito estados brasileiros: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O volume de recursos movimentados pela organização foi estimado em bilhões de reais, com a sonegação de impostos superando os R$ 7,6 bilhões. Com a deflagração da operação, autoridades esperam dar um golpe significativo em um dos maiores esquemas criminosos que afeta o mercado de combustíveis e sistemas financeiros do Brasil.

As investigações continuam, e novos desdobramentos podem surgir conforme mais informações sobre o funcionamento da rede de lavagem de dinheiro e fraude fiscal sejam reveladas. A ação representa um passo importante no combate ao crime organizado e ao tráfico de influências em setores estratégicos da economia brasileira.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Extrema direita atacou fiscalização do Pix para proteger lavagem de dinheiro Faria Lima-PCC

Operação policial revelou que o crime organizado se beneficiou da falta de regulamentação para lavar recursos ilegais por meio de fintechs

Nikolas Ferreira (Foto: Reprodução/X/@nikolas_dm)



A onda de desinformação propagada por políticos de extrema-direita que teve como alvo o Pix colaborou com a manutenção do esquema de lavagem de dinheiro que envolvia a facção criminosa PCC e fintechs, desmantelado por uma megaoperação policial nesta quinta-feira (28). A operação revelou que o crime organizado se beneficiou da falta de regulamentação para lavar recursos ilegais por meio dessas instituições.

A origem desse embate remonta a setembro do ano passado, quando a Receita Federal publicou a Instrução Normativa (IN) 2219/24. O objetivo era atualizar as regras para incluir as fintechs nas mesmas exigências que já se aplicavam aos bancos tradicionais. A medida determinava que movimentações financeiras superiores a R$ 5 mil, feitas por meio de Pix ou outros meios de pagamento como TED e cartões de débito, fossem informadas à Receita.

No entanto, a reação foi rápida e negativa, com a disseminação de fake news que distorceram o real propósito da normativa, acusando o governo de tentar taxar o Pix e invadir o sigilo dos pequenos negócios.

A onda de desinformação causou grande alarde entre a população, especialmente entre trabalhadores autônomos e microempresários, que temiam ser atingidos por uma possível "malha fina". A Receita Federal negou que o objetivo fosse punir os pequenos negócios, mas o governo, temeroso com o impacto político, decidiu revogar a IN, contrariando a posição da equipe econômica que defendia o fortalecimento do controle sobre as movimentações digitais.

Em janeiro, o governo ainda editou uma Medida Provisória (MP) para proibir os comerciantes de cobrarem taxas adicionais sobre pagamentos via Pix. Embora isso fosse contrário à prática comum do mercado, a medida não foi votada e perdeu a validade em junho. A revogação da IN, porém, gerou consequências mais profundas. Em comunicado, a Receita Federal apontou que a falta de regulamentação adequada das fintechs permite que organizações criminosas utilizem essas plataformas para ocultar o rastreamento de suas transações ilegais.

O cenário se agravou com a circulação de vídeos e mensagens, como o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que sugeriu que o governo poderia taxar o Pix no futuro. O conteúdo, que alcançou mais de 100 milhões de visualizações, aumentou a pressão sobre o Palácio do Planalto. Preocupado com o desgaste político e a reação popular, o governo convocou uma série de reuniões para tentar reverter a situação. Durante esse processo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua equipe de ministros, decidiu revisar a estratégia de comunicação do governo, escalando o publicitário Sidônio Palmeira para coordenar a resposta oficial.

 

Fonte: Brasil 247

VÍDEO: Presidente da Câmara de BC é chamado de “Xandão” e diz que Jair Renan “parece o Tiririca”


Jair Renan (PL) e Marcos Kurtz (Podemos), vereadores de Balneário Camboriú (SC). Foto: Reprodução

O presidente da Câmara Municipal de Balneário Camboriú (SC), Marcos Kurtz (Podemos), rebateu as provocações do filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan (PL), e afirmou que o vereador parece o deputado federal Tiririca (PL-SP). O chefe da Casa Legislativa disse que vinha sendo chamado de “Xandão de BC” e comparado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“O senhor pediu para discutir em plenário as coisas, mas o senhor não discute nada, vereador. Não abre a boca, só fala fora de hora e fica resmungando toda hora aqui. O senhor, na nossa discussão final, ficou me xingando de ‘Xandão de BC’. Ontem, o senhor veio e disse que o Hugo Motta estava se espelhando em mim”, disse Kurtz.

Na sequência, ele sugeriu usar um apelido para zombar do filho 04 de Bolsonaro. “Então, vereador, já que o senhor gosta tanto de fazer comparações, eu vou lhe comparar também: eu acho que o senhor é parecido com o Tiririca”, prosseguiu.

O presidente da Câmara de BC explicou o motivo do apelido: “Não fala, resmunga, tá aqui fazendo não sei o que. Eu acho que esse nome pegaria muito bem: Renan Tiririca, do PL de BC”.

Fonte: DCM

Câmara se preparou para votar PEC da Blindagem, mas recuou após alertas do STF

Ministros do STF entraram em contato com lideranças do centrão para alertar sobre a inconstitucionalidade do texto

Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados enfrentou um momento de grande tensão nos bastidores quando iniciou a mobilização para votar um projeto que propunha a blindagem de parlamentares, incluindo uma medida controversa que exigiria a autorização do Congresso para o início de ações penais ou investigações contra membros do Legislativo. O projeto rapidamente se tornou um foco de disputas internas e externas, conforme apurou o blog de Andréia Sadi, do g1.

Segundo fontes próximas ao processo, o relator original da proposta, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), começou a se distanciar do texto, alegando que não era mais esse o conteúdo que ele estava disposto a relatar. Esse movimento gerou confusão, com diferentes versões sobre quantos textos estavam sendo discutidos: a base governista indicou que havia pelo menos duas versões, enquanto o centrão afirmou que seriam quatro. O impasse em torno do conteúdo e da autoria do projeto foi um dos fatores que levaram à decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de recuar da votação.

Outro ponto crucial para a mudança de posição foi a intervenção de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ficaram alarmados ao serem informados sobre os termos da proposta. Quando tomaram conhecimento dos detalhes, pelo menos dois ministros entraram em contato com parlamentares do centrão para expressar sua surpresa. Um deles, em tom irônico, comparou a medida à proposta de um regime jurídico medieval, mencionando a "imunidade absoluta", onde parlamentares responderiam apenas a Deus. Essa ironia evidenciava a preocupação da corte com o impacto da proposta nas prerrogativas do Judiciário.

Os ministros do STF deixaram claro que, do jeito que a proposta estava sendo discutida, o projeto teria grandes chances de ser considerado inconstitucional pela corte. Essa declaração gerou um clima de frustração dentro do centrão, com deputados acusando a base governista de ter vazado essas informações, o que resultou em um bate-boca acalorado. Diante da pressão e da perspectiva de um possível desgaste jurídico, Motta e outros líderes da Câmara decidiram adiar o avanço do projeto.

Entretanto, o recuo não significa o fim da tentativa de alterar as prerrogativas de investigação e julgamento dos parlamentares. Informações de bastidores indicam que a estratégia do centrão e da base governista é apenas adiar o processo, com a intenção de retomar a discussão em outro momento, buscando uma nova forma de avançar na proposta.

O objetivo final seria a aprovação de medidas que poderiam, inclusive, garantir a anistia para figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestes a ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Eduardo Suplicy passa por cirurgia para implante de marcapasso no Rio de Janeiro

Deputado estadual de 84 anos se recupera bem após procedimento realizado no Hospital Niterói D’Or, em Niterói (RJ)

    Eduardo Suplicy (Foto: Divulgação)

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP), de 84 anos, passou por uma cirurgia de implante de marcapasso na noite da última quarta-feira, 27 de agosto. O procedimento, segundo a CNN Brasil, foi realizado no Hospital Niterói D'Or, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e, segundo boletim médico divulgado, ocorreu sem complicações. O parlamentar foi internado um dia antes, na terça-feira (26), após sentir um mal-estar enquanto estava em Maricá (RJ).

Inicialmente, Suplicy foi atendido no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, na cidade de Maricá. Contudo, devido à necessidade de um acompanhamento mais especializado, o deputado foi transferido para o Hospital Niterói D'Or, uma unidade privada em Niterói, onde o procedimento foi realizado. O quadro clínico do parlamentar foi diagnosticado como arritmia cardíaca, o que levou à indicação da cirurgia.

De acordo com a equipe médica, o deputado está se recuperando bem após a operação. Ele encontra-se lúcido, orientado e estável, além de estar se alimentando normalmente. No momento, Eduardo Suplicy segue sob observação e monitoramento clínico no hospital.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Mais de 70% dos brasileiros são contra a PEC da Blindagem

Pesquisa revela rejeição majoritária à proposta que limita investigações policiais contra parlamentares. Proposta é apoiada pelo Centrão e bolsonaristas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta - 6/8/25 (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

A PEC da Blindagem, que restringe a atuação da Justiça e da polícia em investigações contra parlamentares, tem gerado ampla controvérsia no Brasil. Pesquisa realizada pela Latam Pulse Brasil, em parceria com a AtlasIntel e a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (28) revela que mais de 70% da população se posiciona contra as medidas que visam blindar os membros do Congresso Nacional de processos e investigações. O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 25 de agosto de 2025 e entrevistou mais de 6 mil brasileiros.

A proposta, que já está sendo discutida no Congresso Nacional, tem como objetivo alterar as condições para investigações policiais contra os parlamentares, gerando preocupação em grande parte da população, que vê a medida como uma forma de enfraquecer o combate à corrupção e a transparência no poder Legislativo. Com o apoio do Centrão e de aliados de Jair Bolsonaro (PL), a PEC da Blindagem tem chances de avançar, apesar da forte rejeição pública.



PEC do fim do foro privilegiado

Embora o debate sobre a PEC da Blindagem tenha dominado as discussões políticas, outro tema importante, a PEC do fim do foro privilegiado, segue em segundo plano. Essa proposta, que visa limitar as prerrogativas dos parlamentares, tem como principal objetivo retirar o foro especial para parlamentares em casos de processos judiciais e permitir que tais processos sejam julgados pelas instâncias inferiores da Justiça. Porém, a PEC do fim do foro privilegiado não tem se mostrado viável no Congresso.

Fonte: Brasil 247

Para 55%, fake news são ‘ameaça à democracia’ e redes sociais devem ser reguladas

Maioria dos brasileiros apoiam uma regulação mais rígida das plataformas

     (Foto: Freepik)

A crescente disseminação de fake news (notícias falsas) nas redes sociais tem gerado preocupações quanto à sua influência sobre a democracia brasileira. Pesquisa do Latam Pulse Brasil, realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (28), apontou que 55% da população considera a desinformação uma ameaça grave à democracia no país. Este dado revela a crescente inquietação dos brasileiros diante do poder das redes sociais em moldar a opinião pública e influenciar os processos eleitorais e políticos.

A pesquisa, que contou com a participação de 6.238 pessoas entre 20 e 25 de agosto de 2025, também mostrou que 55% dos entrevistados são favoráveis à criação de uma legislação específica para regular as redes sociais, destacando um movimento crescente de apoio à supervisão mais rígida dessas plataformas. Além disso, 53,9% dos brasileiros acreditam ser necessária uma regulação mais severa para controlar o conteúdo disseminado, incluindo fake news.

◈ A regulação das redes sociais ganha apoio popular

O debate sobre a regulação das redes sociais tem se intensificado, com muitos brasileiros acreditando que as plataformas digitais devem ser mais responsabilizadas. De acordo com a pesquisa, 78% da população defende que as redes sociais devem ser obrigadas a verificar a identidade dos usuários para evitar a disseminação de notícias falsas, um movimento que visa aumentar a transparência e a responsabilidade no ambiente digital.

A pesquisa também destaca o apoio a propostas específicas de regulação, como a criação de leis para impedir a monetização de conteúdos que exploram a imagem de menores e a obrigatoriedade das plataformas de criar ferramentas para a supervisão do conteúdo compartilhado pelos pais, especialmente no que tange ao conteúdo destinado a crianças.

◈ Desafios à liberdade de expressão

Embora muitos defendam uma regulação mais rígida, a pesquisa também revela preocupações quanto ao impacto que uma intervenção governamental excessiva poderia ter sobre a liberdade de expressão. Para 37,7% dos entrevistados, os riscos de censura e de limitação das liberdades individuais são uma preocupação central no debate sobre a regulação das redes sociais. A necessidade de um equilíbrio entre controle de conteúdo e preservação das liberdades fundamentais é um dos principais desafios identificados pela população.

Fonte: Brasil 247

Ratinho Júnior registra novo recorde e aprovação chega a 85%, diz Paraná Pesquisas

É a terceira alta seguida na aprovação de Ratinho Júnior entre os eleitores paranaenses

      Ratinho Junior (Foto: Agência Estadual de Notícias do Paraná)


A gestão do governador Ratinho Júnior (PSD) no Paraná alcançou um novo recorde de aprovação junto aos paranaenses, chegando a 85% da população estadual. É o que aponta o mais recente levantamento conduzido pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta quinta-feira (28).

Essa é a terceira alta seguida na aprovação de Ratinho Júnior entre os eleitores paranaenses. Em maio, a proporção dos que aprovavam a sua condução do Paraná era de 80,5%, subindo para 81,4% em julho até chegar aos atuais 85% em agosto.

As maiores taxas de aprovação do governador estão entre os homens (87,5%), quem possui entre 45 e 59 anos (86,4%), mais de 60 anos (87,9%) e aqueles com ensino médio completo (86,8%). Em todos os recortes de gênero, idade e escolaridade o índice de aprovação supera os 81%.

Os números de Ratinho Junior contrastam com os do presidente Lula (PT) no Paraná. Na contramão do governador, o presidente segue sendo desaprovado pela maioria dos paranaenses: 65,4% dos entrevistados pela Paraná Pesquisas avaliam a gestão federal como negativa.

Os piores índices de Lula estão entre os paranaenses homens (69,5%), pessoas que têm de 25 a 34 e de 45 a 59 anos (68,4%) e aqueles com ensino superior (71,3%).

A Paraná Pesquisas entrevistou, de forma presencial, 1.550 eleitores paranaenses de 62 municípios de todas as regiões do estado entre os dias 23 e 27 de agosto. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 247

Justiça vê “grau máximo” de risco de fuga e mantém Carla Zambelli presa na Itália

Carla Zambelli no início da sessão no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025 – Foto: Reprodução

Carla Zambelli (PL-SP) continuará presa na Itália após decisão da Corte de Apelação nesta quinta-feira (28). O tribunal considerou existir o “grau máximo” de perigo de fuga caso a deputada bolsonarista fosse liberada, o que motivou a manutenção da prisão. A medida foi anunciada após audiência realizada com três juízes no país europeu.

No processo, foram analisados laudos médicos apresentados pela defesa da parlamentar. Os magistrados concluíram que Zambelli tem condições de permanecer sob custódia. Segundo o documento, o perito destacou que a equipe da unidade prisional garante “a administração correta de terapias farmacológicas, o monitoramento básico e especializado constante da saúde e a administração correta e consistente das terapias estabelecidas”.

O caso também envolve o pedido de extradição feito pelo Brasil. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, formalizou a solicitação, já que a deputada foi condenada duas vezes pela Corte.

Alexandre de Moraes sério, sentado
Alexandre de Moraes, ministro do STF – Foto: Reprodução

O processo está em análise pela Justiça italiana, que decidirá se autoriza ou não o retorno da parlamentar ao Brasil.

A defesa tentou que Zambelli aguardasse a decisão em liberdade, mas o pleito foi negado. Assim, ela permanecerá presa até que seja definida sua situação no processo de extradição. Segundo a Corte, não há motivos para alterar a medida diante do risco elevado apontado no julgamento.

Durante audiência, o advogado da deputada afirmou que o responsável pela perícia médica falou brevemente e concluiu que “Zambelli pode continuar em cárcere, não teve porque, como ou onde”.

A defesa contestou a avaliação, alegando falta de clareza nos argumentos apresentados pelas autoridades italianas.

Fonte: DCM

Foragido, Allan dos Santos ataca Moraes na Câmara: “Exijo que ele saia do STF”

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Foto: Reprodução

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira desde 2021, participou por chamada de vídeo de uma audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). O encontro foi promovido pela Subcomissão de Fiscalização e Direitos dos Presos do 8 de Janeiro, ligada à Comissão de Segurança Pública.

Atualmente nos Estados Unidos, Allan é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF): o das fake news e o das milícias digitais. Sua prisão preventiva foi decretada em 2021, acusado de integrar uma rede organizada que atuaria contra a democracia por meio das redes sociais.

Durante a audiência, Allan dos Santos defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e pediu anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Não desejo a morte, nem sequer a prisão de Alexandre de Moraes, mas exijo que ele saia do Supremo Tribunal Federal e seja julgado naquele devido processo legal que ele nunca usou contra os seus inimigos”, afirmou.

ministro Alexandre de Moraes sério, lendo folha de papel
O ministro Alexandre de Moraes, do STF – Reprodução

O foragido ainda acusou o ministro de arbitrariedades e pediu aos parlamentares que votem a favor da anistia.“Eu peço aos deputados, de todo o meu coração, que considerem a urgência de votar a anistia. Porque o único resquício de liberdade em democracia republicana que nós temos hoje no Brasil, é o Legislativo e o Executivo dos Estados. Porque o Poder Federal é cúmplice da tirania do STF, que rasga a Constituição, não respeita mais as leis e sequer respeita o Poder Legislativo”, declarou.

A audiência também contou com a participação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também está nos Estados Unidos. O parlamentar chamou Moraes de “gangster” e “mafioso” e afirmou que o ministro seria “o maior violador de direitos humanos da história do Brasil”.

Eduardo voltou a defender anistia para Jair Bolsonaro e para os condenados pelos atos do 8 de janeiro. A subcomissão em que Allan participou foi criada para apurar supostas violações de direitos humanos em processos relacionados à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.

Confira vídeo da comissão ao vivo:

Fonte: DCM

Segunda brasileira fugitiva dos ataques de 8/1 é deportada dos EUA


       Rosana Maciel, bolsonarista condenada pelo 8/1. Foto: reprodução

Rosana Maciel Gomes, 52 anos, foi deportada dos Estados Unidos nesta quarta-feira (27), após ser detida por imigração ilegal. Ela é a segunda brasileira envolvida nos ataques de 8 de janeiro a ser enviada de volta ao Brasil. Rosana, que foi condenada a 14 anos de prisão por crimes como golpe de Estado, associação criminosa e danos a patrimônio público, nega sua participação nos ataques e afirma que não destruiu qualquer bem no Palácio do Planalto. A defesa alegou que, ao ver o local danificado, Rosana ficou em estado de choque. Com informações da UOL.

A autônoma foi presa em janeiro de 2025 na fronteira entre os Estados Unidos e o México, após uma fuga que a levou a percorrer mais de 10 mil quilômetros por diversos países da América Latina, incluindo Uruguai, Argentina, Colômbia e México.

Ela foi inicialmente detida nos EUA por imigração ilegal e passou meses na penitenciária da Polícia de Imigração e Alfândega (ICE), onde alegou péssimas condições de detenção, como a omissão de socorro durante um problema de saúde. “Fiquei três dias passando mal com problema de pulmão. Quase morri. Eles não me deram socorro”, contou Rosana em entrevista ao UOL, em abril deste ano.

Polícia de Imigração e Alfândega (ICE). Imagem: reprodução

Apesar de diversos adiamentos, Rosana finalmente foi deportada no voo que a trouxe de volta ao Brasil, após a intermediação das autoridades brasileiras. Sua deportação era aguardada desde que, em maio de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia solicitado medidas urgentes para efetivar a extradição. A deportação de Rosana é a mais recente ação em uma série de esforços para trazer de volta ao Brasil aqueles envolvidos nos ataques, após fugirem para países vizinhos, como a Argentina.

Rosana Maciel Gomes não é a única envolvida a fugir do Brasil após os ataques. Dezenas de condenados e investigados pelos ataques de 8 de janeiro procuraram refúgio em outros países, como a Argentina, onde mais de 180 pediram asilo, alegando perseguição política.

Contudo, após a Argentina começar a prender os fugitivos com ordens de extradição, muitos, incluindo Rosana e outras fugitivas como Cristiane da Silva e Raquel de Souza Lopes, fugiram para outras nações. Alguns ainda se encontram em processo de deportação ou aguardam julgamento, com pelo menos uma fugitiva localizada no Chile, enquanto outros rumaram para países da América Central.

Fonte: DCM com informações do UOL

Pesquisa AtlasIntel indica 2º turno acirrado entre Lula e Tarcísio em 2026

O presidente e o governador estão tecnicamente empatados com cerca de 47,5% das intenções de voto

Lula e Tarcísio de Freitas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP)

Uma nova pesquisa LatAm Pulse, conduzida pela AtlasIntel para a Bloomberg News, revela um cenário muito acirrado para as eleições de 2026. O levantamento, publicado nesta quinta-feira (28), mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registra 48,4% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,6%. Esta virada representa uma mudança significativa em relação a julho, quando Lula liderava com cerca de quatro pontos de vantagem.

O estudo, realizado entre os dias 20 e 25 de agosto, ouviu 6.238 pessoas em todo o Brasil, com uma margem de erro de 1 ponto percentual e um nível de confiança de 95%.

Em outra simulação de segundo turno, que inclui Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível e à espera de julgamento por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, Lula empata com Bolsonaro, ambos com 48,3%. Já contra Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, Lula venceria por 48,8% a 47,9%.

Além disso, o levantamento apontou um declínio na popularidade do presidente Lula, que caiu para 48% em agosto, representando uma queda de dois pontos percentuais. Sua desaprovação, por sua vez, aumentou em um ponto, atingindo 51%.

Fonte: Brasil 247

PF e Receita Federal desmantelam esquemas criminosos no setor de combustíveis com operações simultâneas

Duas operações têm foco no combate à lavagem de dinheiro e atividades ilícitas envolvendo mais de R$ 23 bilhões

Bomba de combustível (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Federal, em colaboração com a Receita Federal, realiza nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas para combater atividades ilícitas no setor de combustíveis. Os esquemas investigados envolvem movimentações financeiras que ultrapassam R$ 23 bilhões e têm forte vínculo com organizações criminosas de âmbito nacional. As operações visam desarticular estruturas complexas de lavagem de dinheiro e fraude fiscal que impactam diretamente a cadeia produtiva de combustíveis no Brasil.

As investigações, que resultaram nas operações Quasar e Tank, buscam desestruturar grupos envolvidos em esquemas de ocultação de ativos, fraudes contábeis e adulteração de combustíveis. Ambas as operações têm como objetivo o desmantelamento dessas redes criminosas e a recuperação de recursos desviados, conforme apontado pelo Ministério da Justiça.

◎ Operação Quasar

A Operação Quasar foca no desmantelamento de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita. De acordo com as investigações, o esquema envolvia transações simuladas, como a compra e venda de ativos entre empresas do mesmo grupo, dificultando a identificação dos beneficiários reais. "O principal objetivo da organização era a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos", afirmou a Polícia Federal em nota.

A ação busca cumprir 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, além de sequestrar fundos de investimento utilizados nas transações fraudulentas. Também foram bloqueados bens e valores até o limite de R$ 1,2 bilhão, correspondendo ao montante das autuações fiscais realizadas até o momento. A Justiça Federal também determinou o afastamento de sigilos bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

◎ Operação Tank

Simultaneamente, a Operação Tank tem como foco um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro já identificados no estado do Paraná. O grupo criminoso, que atuava desde 2019, é acusado de movimentar mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis e distribuidoras. Estima-se que pelo menos R$ 600 milhões foram lavados por meio dessas empresas, usando diversas técnicas ilícitas, como depósitos fracionados, uso de "laranjas" e fraudes contábeis.

Além disso, os investigados são suspeitos de fraudar a comercialização de combustíveis, realizando adulteração de gasolina e utilizando a prática conhecida como "bomba baixa", onde o volume abastecido é inferior ao registrado. A investigação revelou também que pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba/PR estavam envolvidos nessas fraudes. A operação visa cumprir 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além de bloquear bens de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão.

Fonte: Brasil 247

Destino de Bolsonaro será Papuda ou PF – e não quartel

STF avalia alternativas para prisão de Bolsonaro após provável condenação, descartando quartéis e analisando cela da PF em Brasília ou sala na Papuda

Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em Brasília - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso condenado pela tentativa de golpe de Estado, não deverá ocorrer em instalações militares. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (28), a possibilidade de mantê-lo em um quartel do Exército é considerada mínima, diante do risco de novos acampamentos golpistas como os registrados em 2022, próximos ao QG do Exército em Brasília.

Diante desse cenário, duas alternativas ganharam força nos bastidores do Supremo: a custódia em cela especial na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal ou em sala reservada no Centro Penitenciário da Papuda. A Polícia Federal já preparou uma sala adaptada para eventual prisão preventiva, em condições semelhantes às que abrigaram o presidente Lula (PT) em Curitiba, durante os 580 dias de encarceramento ilegal na Lava Jato.

A cela da PF em Brasília conta com cama, mesa, televisão e banheiro privativo, oferecendo condições de isolamento individual. No caso da Papuda, apesar da crise de superlotação que se arrasta há mais de uma década — com déficit superior a 5 mil vagas e celas com até três vezes mais detentos do que o previsto — Bolsonaro teria direito a uma sala especial. O precedente mais recente é o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpriu prisão em espaço separado antes de obter prisão domiciliar por motivos de saúde.

A situação clínica de Bolsonaro, hoje com 70 anos, também pesa nas discussões. Ele apresenta crises de soluço acompanhadas de vômitos, além de infecções pulmonares, esofagite e gastrite detectadas em exames recentes. Um ministro ouvido pela Folha afirmou que a hipótese de prisão domiciliar não está descartada.

O julgamento do núcleo central da trama golpista começa na próxima terça-feira (2), com previsão de conclusão em 12 de setembro. Dos oito réus, seis são militares — cinco deles do Exército. Eventuais condenações poderão levar à perda de postos e patentes, já que, pela legislação, oficiais condenados a mais de dois anos de reclusão são considerados “mortos fictícios” pelas Forças Armadas, perdendo o benefício de prisão especial.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, tem dialogado com o ministro Alexandre de Moraes para acompanhar o processo, uma vez que dois terços dos réus têm origem militar. Até agora, porém, a Força não prepara celas especiais e aguarda a decisão do STF para definir como agir.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Clã Bolsonaro já sabota abertamente a candidatura presidencial de Tarcísio

Filhos de Jair Bolsonaro se articulam para conter avanço do governador de São Paulo

     Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução/YouTube/Esfera Brasil)

Às vésperas do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), a indefinição de Jair Bolsonaro sobre quem será seu herdeiro político em 2026 abriu uma disputa explícita entre seus filhos e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Como revelou a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro se movimentam de forma coordenada para sabotar o avanço de Tarcísio como potencial candidato à Presidência.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou um recado direto ao governador paulista ao criticar a antecipação da corrida presidencial. “A eleição será daqui a um ano e meio. Desconheço algum candidato à Presidência que tenha obtido sucesso ao antecipar tanto assim a disputa. Normalmente, ninguém aguenta tanto tempo de fritura e acaba se queimando”, afirmou. Segundo ele, “a chance de sucesso de um presidenciável diminui ao antecipar tanto assim a disputa”.

☉ Eduardo e Carlos atacam Tarcísio e defendem hegemonia da família

O deputado Eduardo Bolsonaro, radicado nos Estados Unidos desde fevereiro, acusou de “chantagem” setores da direita que pressionam por um sucessor para seu pai. Em postagens nas redes sociais, afirmou que a pressa em definir nomes teria como objetivo “forçar Bolsonaro a tomar uma decisão da qual não possa mais voltar atrás”. Eduardo já sinalizou a aliados que pode deixar o PL e disputar a Presidência por outra legenda caso Tarcísio aceite o convite para se filiar ao partido.

Carlos Bolsonaro, por sua vez, foi ainda mais agressivo. Criticou governadores de direita que, segundo ele, “fingem normalidade” diante do julgamento do ex-presidente e insinuou que a candidatura de Eduardo deveria ser priorizada em detrimento de Tarcísio. Em outro ataque, disse que há “completa falta de humanidade” na postura de lideranças que teriam esquecido quem os “possibilitou alçar voos” — em referência direta ao pai.

☉ PL dividido e Valdemar Costa Neto na defensiva

As disputas internas também atingiram o comando do PL. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, declarou que trabalha para trazer Tarcísio para os quadros do partido, irritando Eduardo Bolsonaro. Diante da pressão, Valdemar recuou e disse que o candidato do PL em 2026 “é Jair Bolsonaro ou quem ele, e só ele, escolher”. A declaração foi lida como tentativa de apaziguar a crise, mas nos bastidores dirigentes do partido avaliam que a movimentação tem aval do próprio Bolsonaro.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Jair Bolsonaro e Eduardo tiveram discussões ásperas antes de serem proibidos de manter contato pela Justiça. Em uma das conversas, o ex-presidente chamou o filho de “imaturo” e elogiou Tarcísio, o que aprofundou a desconfiança entre ambos.

Para aliados próximos, Bolsonaro ainda vê em Tarcísio um nome viável, capaz inclusive de conceder eventual indulto caso o ex-presidente seja condenado. Ao mesmo tempo, figuras como o pastor Silas Malafaia seguem pressionando para que a família mantenha a hegemonia da direita, descartando o governador paulista como alternativa.

O resultado é um quadro de sabotagem aberta: enquanto Tarcísio ensaia discursos de pré-campanha e busca consolidar sua imagem como alternativa ao presidente Lula, o clã Bolsonaro se mobiliza para preservar seu espaço político e não permitir que o governador paulista assuma a liderança da oposição.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo