Defesa de Ruth Machado dos Santos afirma que ela tem 32 anos de carreira sem punições e diz que não há motivação política ou ideológica em sua atuação
A servidora pública da Receita Federal Ruth Machado dos Santos, alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), negou ter acessado informações fiscais da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação busca esclarecer se houve motivação política ou financeira no suposto vazamento de dados sigilosos envolvendo ministros da Corte e seus familiares. As informações são da CNN Brasil.
Segundo os advogados, Ruth não teria cometido qualquer irregularidade e mantém histórico funcional considerado irrepreensível.
Em nota assinada pelo advogado Diego Soares de Oliveira Scarpa, a defesa ressaltou a longa trajetória profissional da servidora, destacando sua conduta ao longo de mais de três décadas no serviço público. “Ao longo de mais de três décadas de exercício, jamais respondeu a qualquer procedimento disciplinar, sindicância ou investigação, mantendo reputação ilibada e reconhecida por colegas e superiores hierárquicos”, diz o comunicado.
A defesa também rejeitou qualquer hipótese de envolvimento político, alegando que a servidora não possui histórico de militância ou ligação partidária que pudesse indicar motivação ideológica. “Cumpre-nos ressaltar que a profissional não possui qualquer vínculo político-partidário, histórico de militância ou engajamento ideológico que pudesse, ainda que em tese, sugerir motivação de natureza política. Trata-se de atuação técnica, apartidária, e de uma vida funcional distante de disputas ou alinhamentos dessa natureza”, afirma o texto.
Os representantes de Ruth Machado disseram ainda estar confiantes de que a apuração ocorrerá de forma equilibrada e sustentaram que a servidora não praticou crime. Conforme a nota, a defesa se declarou “confiante que a apuração dos fatos ocorrerá com serenidade” e reforçou que não houve infração penal.
◈ Operação mira vazamento de dados fiscais de ministros do STF
A operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares contra suspeitos de terem vazado informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e de seus familiares, utilizando sistemas internos da Receita Federal.
A ordem para a ação foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A investigação foi instaurada no contexto do inquérito das fake news, que segue em tramitação no STF.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, com diligências realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Segundo a apuração, os alvos trabalham na Receita Federal e são suspeitos de acessar informações protegidas por sigilo e repassá-las de forma irregular.
◈ Inquérito das fake news e nova apuração determinada por Moraes
O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, por iniciativa própria, sem solicitação formal da PF ou da Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator do caso.
De acordo com as informações divulgadas, Moraes determinou em janeiro a abertura de uma nova investigação para apurar se houve quebra ilegal de sigilo fiscal envolvendo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal, com foco em integrantes da Suprema Corte e seus familiares.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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