segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Família de Marielle acompanha julgamento no STF oito anos após crime

Parentes da vereadora estarão na Primeira Turma do Supremo para sessão que analisa acusados de mandar matar Marielle Franco

"São três anos de muita dor e tristeza. Não é fácil saber que alguém planejou a morte de seu filho. A dor que sinto é a dor de todas as mães que perderam seus filhos", lamentou Marinete Silva (Foto: Reprodução)

Oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, familiares da parlamentar estarão no Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o julgamento dos acusados de serem os mandantes do crime. A sessão ocorre nesta terça-feira (24), e quarta-feira (25), na Primeira Turma da Corte.As informações foram publicadas pela Coluna do Estadão.

Ao menos cinco integrantes da família estarão presentes no auditório do STF: o pai de Marielle, Antônio; a mãe, Marinete; a filha, Luyara; a irmã, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; e a viúva, Mônica Benicio, vereadora no Rio de Janeiro.

Após o encerramento do julgamento, previsto para quarta-feira, os familiares retornarão ao Rio de Janeiro. Na quinta-feira (26), será realizada uma caminhada pública na Cinelândia, região central da capital do estado. O local ficou marcado pelos primeiros atos públicos realizados depois da execução de Marielle e Anderson, em 14 de março de 2018, período em que o estado vivia intervenção federal na segurança pública.

No último sábado (21), a família participou de uma missa em homenagem à vereadora na Igreja da Penha, no Rio de Janeiro. Em nota, o Instituto Marielle Franco, responsável pela organização da cerimônia religiosa, afirmou: “Seguimos com fé, coragem e compromisso, atravessando esse tempo com a certeza de que a justiça por Marielle e Anderson é um marco histórico que o país precisa viver”.

◎ Supremo julga acusados de serem mandantes

A Primeira Turma do STF analisará a responsabilidade de cinco réus apontados como mandantes do assassinato: o ex-deputado federal Chiquinho Brazão; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o ex-policial Ronald Paulo de Alves Pereira; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

A sessão terá início com a leitura do relatório do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentará a acusação. Cada defesa terá o prazo de uma hora para sustentar seus argumentos na tribuna antes do início da votação pelos ministros.

◎ Condenação dos executores em 2024

Em outubro de 2024, a Justiça do Rio de Janeiro condenou os executores confessos do crime. O ex-policial Ronnie Lessa, responsável pelos disparos, recebeu pena de 78 anos e 9 meses de prisão. Em razão de acordo de delação premiada, ele poderá progredir ao regime semiaberto em 2037.

Já Élcio Queiroz, que dirigia o veículo utilizado na execução, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Também colaborador da Justiça, ele poderá deixar o sistema prisional em 2031.

O julgamento no Supremo representa mais uma etapa no processo judicial que busca responsabilizar todos os envolvidos na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, caso que se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do país.

Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela Coluna do Estadão

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