Parentes da vereadora estarão na Primeira Turma do Supremo para sessão que analisa acusados de mandar matar Marielle Franco
"São três anos de muita dor e tristeza. Não é fácil saber que alguém planejou a morte de seu filho. A dor que sinto é a dor de todas as mães que perderam seus filhos", lamentou Marinete Silva (Foto: Reprodução)
Oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, familiares da parlamentar estarão no Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o julgamento dos acusados de serem os mandantes do crime. A sessão ocorre nesta terça-feira (24), e quarta-feira (25), na Primeira Turma da Corte.As informações foram publicadas pela Coluna do Estadão.
Ao menos cinco integrantes da família estarão presentes no auditório do STF: o pai de Marielle, Antônio; a mãe, Marinete; a filha, Luyara; a irmã, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; e a viúva, Mônica Benicio, vereadora no Rio de Janeiro.
Após o encerramento do julgamento, previsto para quarta-feira, os familiares retornarão ao Rio de Janeiro. Na quinta-feira (26), será realizada uma caminhada pública na Cinelândia, região central da capital do estado. O local ficou marcado pelos primeiros atos públicos realizados depois da execução de Marielle e Anderson, em 14 de março de 2018, período em que o estado vivia intervenção federal na segurança pública.
No último sábado (21), a família participou de uma missa em homenagem à vereadora na Igreja da Penha, no Rio de Janeiro. Em nota, o Instituto Marielle Franco, responsável pela organização da cerimônia religiosa, afirmou: “Seguimos com fé, coragem e compromisso, atravessando esse tempo com a certeza de que a justiça por Marielle e Anderson é um marco histórico que o país precisa viver”.
◎ Supremo julga acusados de serem mandantes
A Primeira Turma do STF analisará a responsabilidade de cinco réus apontados como mandantes do assassinato: o ex-deputado federal Chiquinho Brazão; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o ex-policial Ronald Paulo de Alves Pereira; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.
A sessão terá início com a leitura do relatório do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentará a acusação. Cada defesa terá o prazo de uma hora para sustentar seus argumentos na tribuna antes do início da votação pelos ministros.
◎ Condenação dos executores em 2024
Em outubro de 2024, a Justiça do Rio de Janeiro condenou os executores confessos do crime. O ex-policial Ronnie Lessa, responsável pelos disparos, recebeu pena de 78 anos e 9 meses de prisão. Em razão de acordo de delação premiada, ele poderá progredir ao regime semiaberto em 2037.
Já Élcio Queiroz, que dirigia o veículo utilizado na execução, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Também colaborador da Justiça, ele poderá deixar o sistema prisional em 2031.
O julgamento no Supremo representa mais uma etapa no processo judicial que busca responsabilizar todos os envolvidos na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, caso que se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do país.
Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela Coluna do Estadão
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