Secretaria abriu inquérito sobre acusação de perseguição, enquanto ex-ministro aponta divergência de horários em justificativa policial
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que análises preliminares de imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais não indicaram “indícios de abordagem” ao carro utilizado pelo candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT), tampouco “interação de equipes policiais com o candidato ou membros da sua equipe” na noite da última terça-feira (11). As investigações, que contam com inquérito policial instaurado na quinta-feira (13), apuram a denúncia do petista de que seu veículo foi perseguido por uma viatura da Polícia Militar e o motorista constrangido por agentes armados com fuzis após o desembarque do político, relata o Metrópoles.
O episódio relatado por Haddad ocorreu no retorno de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o ex-ministro, a viatura da PM teria mirado um facho de luz contra o automóvel no instante em que ele chegava à sua residência, na zona sul da capital. Imagens de segurança mostram a passagem de uma viatura pela rua momentos antes da chegada do carro do candidato, que estaciona acompanhado por um veículo preto para que Haddad desembarque e entre no prédio.
Após deixar o político em casa, o motorista prosseguiu com o percurso. Haddad relatou que o funcionário continuou sendo acompanhado pelos policiais por cerca de cinco quilômetros e, ao notar a permanência da viatura após estacionar em frente a um hotel, foi questionar os agentes. De acordo com o relato apresentado pelo candidato e confirmada pelo seu advogado, Hélio Silveira, os policiais, armados com fuzis, teriam mandado o trabalhador “vazar” após uma abordagem que teria durado cerca de 40 minutos. O petista classificou a ação como “intimidadora, agressiva e fora do padrão”.




