quarta-feira, 3 de junho de 2026

Governo de Ibaneis contratou por R$ 5 milhões ONG ligada ao filme “Dark Horse”

 

O Governo do Distrito Federal firmou um contrato de R$ 5 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização ligada à produtora do filme “Dark Horse”, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O acordo foi assinado em 22 de dezembro de 2023, durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), para implantação do programa Steam Maker na rede pública de ensino do DF. Com informações da Globo.

O projeto tinha como objetivo integrar Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática ao currículo escolar por meio da instalação de laboratórios de criatividade em 16 unidades da rede básica. O contrato previa a aquisição de equipamentos como kits de robótica, impressoras 3D e computadores. Inicialmente firmado por R$ 4 milhões, o acordo recebeu um aditivo de R$ 1 milhão um mês depois e teve sua vigência prorrogada até dezembro de 2025.

Homem perseguido por Zambelli faz vaquinha para processá-la

Jornalista perseguido por Carla Zambelli em 2022 busca R$ 32 mil para contratar advogado e pedir R$ 2 milhões por danos morais

       Carla Zambelli (Foto: Reprodução/Twitter)

 O jornalista Luan Araújo, perseguido por Carla Zambelli (PL) durante a campanha eleitoral de 2022, iniciou uma campanha de arrecadação pela internet para viabilizar a contratação de um advogado e levar adiante uma ação de indenização por danos morais contra a ex-deputada, informa a Folha de São Paulo.

Na ação apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, Araújo pede que Zambelli seja condenada a pagar R$ 2 milhões por danos morais. A vaquinha tem como meta arrecadar R$ 32 mil. Até a tarde desta terça-feira (2), o jornalista havia conseguido R$ 22,9 mil.

"Noite das astronautas": entenda como foi a farra de Vorcaro com políticos brasileiros

Planilha apreendida pela PF aponta gastos de R$ 11,9 milhões em eventos de Daniel Vorcaro com políticos em Nova York

           Representação de festa em Nova York (Foto: Gerada por IA)

A chamada “noite das astronautas”, festa temática atribuída a Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, integrou uma sequência de eventos de luxo realizados em Nova York para entreter políticos e autoridades brasileiras, com gastos que chegaram a pelo menos R$ 11,9 milhões em valores de 2024, segundo documentos citados pela Polícia Federal. A programação incluiu degustação de uísques e charutos, jantar e uma confraternização em suíte presidencial com mulheres vestidas como astronautas, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Os valores constam de uma planilha apreendida no celular de Vorcaro e incluída na representação da PF que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 26 de maio. A operação teve busca e apreensão contra o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e outros sete alvos.

Farra de Vorcaro para autoridades brasileiras com russas e ucranianas em Nova York custou quase R$ 12 milhões

Planilha apreendida pela PF no celular do dono do Banco Master aponta gastos milionários com festas, jantar, uísques, charutos e eventos para autoridades

Farra de Vorcaro para autoridades brasileiras com russas e ucranianas em Nova York custou quase R$ 12 milhões (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, gastou pelo menos R$ 11,9 milhões, em valores de 2024, em uma sequência de eventos luxuosos em Nova York para entreter políticos e autoridades brasileiras. As despesas incluem degustação de uísques e charutos, jantar em restaurante badalado e uma festa com mulheres russas e ucranianas vestidas com fantasias prateadas, episódio que ficou conhecido como a “noite das astronautas”.

As informações são da jornalista Malu Gaspar, em reportagem publicada no O Globo, com base em documentos da Polícia Federal incluídos na representação que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no último dia 26. A investigação mirou o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e outros sete alvos ligados ao caso.

Ao comentar o tarifaço, Lula chama filhos de Bolsonaro de "traidores" e diz que são "piores que o pai"

Presidente relaciona nova tarifa de 25% proposta pelos EUA sobre produtos brasileiros a articulações da família Bolsonaro junto ao governo Trump

       Presidente Lula, 2 de junho de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas contra os filhos de Jair Bolsonaro e atribuiu à atuação da família a nova tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante evento em Catalão (GO).

Segundo a revista Veja, Lula afirmou que os filhos de Bolsonaro teriam atuado para estimular a interferência de um país estrangeiro em assuntos internos do Brasil. "Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria, foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores. […]. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?", declarou.

Anvisa manda recolher lote de água Crystal após encontrar mesma bactéria do caso Ypê


Produtos Crystal. Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento e a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A mesma bactéria também foi encontrada recentemente em um lote de produtos Ypê.

A medida envolve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). A empresa integra o Sistema Coca-Cola, responsável pela marca Crystal, comercializada a partir de diferentes fontes minerais no país.

Segundo informações encaminhadas pela fabricante à Anvisa, o lote tem 374,4 mil garrafas de 500 mililitros. As unidades foram produzidas em 20 de janeiro de 2026 e têm validade até 20 de janeiro de 2027.

'Tariflávio', 'o PIX é nosso' e 'Bolsonaros inimigos do Brasil': as hashtags que dominaram as redes após o tarifaço dos EUA

Expressões ganharam força nas redes após governo Trump propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

'Tariflávio', 'o PIX é nosso' e 'Bolsonaros inimigos do Brasil': as hashtags que dominaram as redes após o tarifaço dos EUA (Foto: IA / Brasil 247)

Hashtags críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e à família Bolsonaro ganharam força nas redes sociais após o anúncio da nova tarifa de 25% proposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o jornal O Globo, parlamentares, dirigentes partidários e apoiadores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a relacionar a medida dos EUA às articulações políticas dos filhos de Jair Bolsonaro.

Nas plataformas digitais, expressões como "o PIX é nosso", "Tariflávio" e "Bolsonaros inimigos do Brasil" figuraram entre os assuntos mais comentados. A hashtag "o PIX é nosso", utilizada inicialmente em 2025 após o anúncio de investigações do governo estadunidense sobre o sistema brasileiro de transferências financeiras, voltou a circular com força depois de uma publicação do Partido dos Trabalhadores (PT) nesta terça-feira (2).

Haddad: “Flávio Bolsonaro foi beijar as mãos de Trump enquanto ele taxa empresas brasileiras e ataca o PIX”

Ex-ministro critica aproximação do senador com Trump após EUA proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e mirarem o PIX em investigação

              Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad (Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Diogo Zacarias/MF)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta terça-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu após o governo dos Estados Unidos propor uma tarifa de 25% sobre as importações brasileiras e incluir o PIX entre os temas de uma investigação comercial aberta por Washington.

Em publicação nas redes sociais, Haddad afirmou que Flávio Bolsonaro teria se alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto Washington adota medidas contra interesses brasileiros. "Flávio Bolsonaro foi beijar as mãos do Trump enquanto ele taxa as empresas brasileiras e ataca o PIX", disse.

EUA propõem nova tarifa de 12,5% contra o Brasil alegando trabalho forçado


            Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo de Donald Trump anunciou uma nova rodada de sobretaxas contra parceiros comerciais dos Estados Unidos e incluiu o Brasil entre os países sujeitos a uma tarifa adicional de 12,5%. A medida foi proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) após investigação sobre importação de produtos supostamente fabricados com trabalho forçado.

A decisão foi divulgada um dia depois de o mesmo órgão recomendar tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras em outra investigação comercial. As duas apurações foram conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado por Washington para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio estadunidense. Ainda não está claro se as duas taxas poderão ser somadas.

"Tariflávio": rejeição ao novo tarifaço chega a 81% e gera onda de críticas aos Bolsonaro

Postagens nas redes registraram críticas ao clã Bolsonaro e defesa da soberania nacional

           Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump (Foto: Reprodução)

O possível novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros provocou forte reação nas redes sociais, ampliou o desgaste político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e impulsionou manifestações em defesa do Pix e da soberania nacional, informa o jornal O Globo.

De acordo com levantamento da consultoria Ativaweb DataLab, o tema gerou 8,6 milhões de menções entre 8h e 13h de terça-feira (2). O monitoramento analisou a repercussão do anúncio de que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias nacionais.

A análise apontou predominância de publicações críticas à medida anunciada pelos Estados Unidos. Segundo a consultoria, 67,8% das manifestações tiveram teor negativo em relação ao anúncio norte-americano. Quando o recorte foi feito especificamente sobre as tarifas, o índice de rejeição chegou a 81%.

“Estuprador não é pai” explode nas web após decisão do Senado contra crianças vítimas de abuso


             Ato em defesa das mulheres. Foto: reprodução

A expressão “estuprador não é pai” entrou entre os assuntos mais comentados do X desde a noite desta terça-feira (2), após o Senado aprovar, em menos de 2 minutos, um projeto que suspende os efeitos de uma resolução do Conanda sobre acesso de crianças e adolescentes ao aborto legal. A votação simbólica e remota foi concluída em 1 minuto e 42 segundos.

Nas redes sociais, a decisão provocou reação imediata de parlamentares, movimentos sociais e usuários que acusaram o Congresso de impor um retrocesso no atendimento a vítimas de violência sexual. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) foi uma das principais vozes dos protestos virtuais, usando também a frase “criança não é mãe”.


Chamado de “petista”, Rizek rebate bolsonaristas após ataques no Maracanã: “Gente limitada”


                         André Rizek, apresentador do Sportv. Foto: reprodução

O jornalista André Rizek, apresentador do Sportv, respondeu aos ataques sofridos no Maracanã durante a cobertura do amistoso entre a Seleção Brasileira e Panamá no último domingo (31). Enquanto comandava o programa “Fechamento” após a partida, ele foi chamado de “petista” e ainda ouviu um coro ofensivo de torcedores bolsonaristas.

“O que eu lamento de gente intolerante e limitada assim é a total incapacidade de conviver com quem pensa diferente deles – e que automaticamente vira ‘petista’. A seleção não é de direita, nem de esquerda. É de todos os brasileiros. Que essa Copa possa trazer um pouco de união para o país, na alegria ou na tristeza”, escreveu Rizek.

terça-feira, 2 de junho de 2026

“O caminho vai ser dialogar para que não ocorra”, afirma Alckmin, sobre ameaça de taxação dos EUA a produtos brasileiros

Vice-presidente também diz que Pix é patrimônio nacional e não entra em negociação com EUA

     Geraldo Alckmin (Foto: Cadu Gomes/VPR)

Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou como “extremamente injusta” e “totalmente descabida” a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob a chamada Seção 301.

Alckmin adiantou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhará para que a recomendação seja revertida antes que seja formalizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Em entrevista coletiva, nesta terça-feira (2), em Brasília, Alckmin defendeu o Pix, criado pelo Banco Central do Brasi, em 2020 e garantiu que este ponto está fora da negociação com os Estados Unidos porque “não prejudica ninguém e é altamente benéfico à população brasileira”.

“O Pix é um patrimônio nacional, é uma conquista do povo brasileiro, a tecnologia a serviço da sociedade e da economia, sem nenhum custo para as empresas e para a população. O Pix não tem a menor lógica entrar nisso porque ele não prejudica ninguém”, disse o vice-presidente ao descartar qualquer negociação em torno do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Com faixa em defesa do Pix, Lula diz que novo tarifaço de Trump se baseia em "mentira"

Após investigação comercial, governo dos EUA propõe tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e amplia tensão bilateral

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO, 2 de junho de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (2), em Catalão (GO), que a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi baseada em uma "mentira". Durante o evento, no qual segurou uma faixa com a frase "O Pix é do Brasil", Lula também declarou que aguarda um contato do mandatário estadunidense Donald Trump para esclarecer os rumos das negociações comerciais entre os dois países.

A manifestação de Lula ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação comercial contra o Brasil e recomendar a adoção de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções para determinados produtos. Ao comentar a medida, Lula associou a iniciativa a críticas feitas pelo governo estadunidense ao Pix.

"De forma intempestiva, anunciaram o aumento da taxação das coisas brasileiras para 25%. Com base numa mentira. A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as chamadas empresas de cartão de crédito deles", afirmou. O relatório do USTR cita o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, além de questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento, corrupção e decisões judiciais envolvendo plataformas digitais.

Desesperado, Flávio envia carta aos EUA e implora para Trump desistir de tarifas


Flávio Bolsonaro se encontra com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta terça (2) uma carta enviada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o governo americano não avance com a proposta de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi sugerida após a conclusão de uma investigação comercial conduzida por Washington.

No documento, redigido em inglês, Flávio argumenta que o Brasil enfrenta dificuldades econômicas e fiscais e que novas barreiras comerciais poderiam atingir diretamente a população. O senador menciona o nível da dívida pública e o endividamento de famílias e empresas como fatores que agravariam os efeitos de uma eventual taxação.

A carta também registra agradecimento à decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. A medida vinha sendo defendida por integrantes do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Trecho da carta de Flávio Bolsonaro a Marco Rubio. Foto: Reprodução

Após tarifaço, 'traição ao Brasil' explode nas redes com 78% contra Trump e clã Bolsonaro

Estudo da AtivaWeb DataLab registrou 15 milhões de interações e identificou forte mobilização em defesa da soberania nacional

Levantamento aponta 78% de rejeição a Trump e aos Bolsonaros nas redes após ameaça de tarifas contra o Brasil (Foto: Reprodução Truth Social @realDonaldTrump)

A proposta do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros gerou ampla rejeição nas redes sociais, segundo levantamento da AtivaWeb DataLab. O estudo mostra que 78% das interações sobre o tema tiveram sentimento negativo em relação ao mandatário estadunidense e à família Bolsonaro. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Segundo o monitoramento, o tema acumulou 15 milhões de interações até a tarde desta terça-feira (2). Do total, 78% das manifestações apresentaram sentimento negativo em relação a Trump e aos integrantes da família Bolsonaro. As menções positivas corresponderam a 11,7%, enquanto 10,3% foram classificadas como neutras.

Governo Lula diz que Pix é inegociável e vai discutir tarifas com EUA


    Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert

O governo Lula avalia que existe margem para negociar a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas considera o Pix um tema fora de qualquer discussão. Integrantes da equipe econômica afirmam que o sistema de pagamentos instantâneos é visto como um patrimônio nacional e não será alterado para atender às demandas apresentadas pela Casa Branca.

O Pix aparece 20 vezes no relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que o classifica como exemplo de prática comercial considerada “irrazoável”. O documento sustenta que o sistema favoreceria empresas brasileiras em detrimento de concorrentes estrangeiras.

Auxiliares do governo brasileiro ouvidos pelo UOL avaliam que os Estados Unidos “jogaram para cima” ao propor a tarifa de 25%, numa tentativa de pressionar o país a rever políticas consideradas problemáticas por Washington.

Em nota oficial, o governo afirmou que “não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o Pix, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares”. O texto aponta que o sistema é uma infraestrutura pública operada pelo Banco Central e que empresas norte-americanas já participam do mercado brasileiro de pagamentos.

Lula relembra agradecimento de Flávio Bolsonaro a Trump por ataques ao Brasil (vídeo)

Presidente afirma que aliados de Bolsonaro comemoraram tarifaço dos EUA e diz que Brasil defenderá minerais e terras raras

     Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou, nesta terça-feira, (2), o agradecimento atribuído a Flávio Bolsonaro a Donald Trump no dia em que os Estados Unidos anunciaram uma taxação contra o Brasil. A declaração foi feita durante a inauguração da nova sede definitiva do campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), em Goiás.

O evento marcou a entrega de uma obra vinculada ao Novo PAC, com custo total de R$ 8,9 milhões, dos quais R$ 6,5 milhões vieram do programa federal. Segundo o IF Goiano, a nova estrutura substitui o imóvel anteriormente alugado, que custava R$ 23 mil por mês, e amplia a capacidade de atendimento da unidade.

Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil respondeu às pressões do governo norte-americano por meio da diplomacia e da defesa da verdade. O presidente disse que, diferentemente dos Estados Unidos, o país não atua com instrumentos militares, mas com argumentos políticos, econômicos e institucionais.

“Como eu não tenho navio para fazer as guerras de Trump, bomba atômica ou poderio militar, a minha guerra é da verdade contra a mentira, contra as narrativas. Quando o Brasil foi taxado em 50% mandei cartas ao governo americano dizendo que eles estavam mentindo, porque eles não têm déficit com o Brasil. Quem tinha que aumentar a taxação somos nós, e não eles”, afirmou Lula.

O presidente também criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que seus filhos comemoraram a taxação norte-americana contra o Brasil. Lula citou Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao tratar do episódio.

“O que fizeram os meninos do Bolsonaro? Um deles, que é candidato a presidente, disse em 9 de julho de 2025, no dia em que Trump taxou o Brasil: ‘Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo’. Hoje Flávio diz que não dfalou nada, mas ele está mentindo, assim como Eduardo Bolsonaro também agradeceu quando o Brasil foi taxado”, declarou.

A postagem:



Relatório dos EUA tem 16 páginas sobre o Pix: “Injusto”


          Pix. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Pix aparece 20 vezes no relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que propõe a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O documento conclui uma investigação aberta em julho de 2025 e classifica determinadas práticas comerciais do Brasil como “irracionais ou discriminatórias”.

Em um relatório de 107 páginas, o USTR dedica 16 páginas a ataques ao sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Segundo o órgão, o principal problema seria o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como regulador do setor e operador do Pix, o que criaria um conflito de interesses e vantagens para o sistema brasileiro.

O documento afirma que regras adotadas pelo Brasil favoreceriam o Pix em relação a empresas privadas estrangeiras. Entre os exemplos citados estão a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas, a exigência de destaque ao meio de pagamento nos aplicativos bancários e a gratuidade para pessoas físicas.

Requião Filho: "Vamos com tudo para desmascarar Moro, que renegou o Paraná”

Pré-candidato do PDT critica Sérgio Moro, defende o fim da escala 6x1 e promete campanha baseada em propostas

Requião Filho e Sergio Moro (Foto: Orlando Kissner/Alep | Geraldo Magela / Agência Senado)

O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2026, afirmou que pretende travar um confronto político direto com o senador Sérgio Moro (PL), seu principal adversário na disputa estadual. Em entrevista concedida à jornalista Denise Assis, da TV 247, o parlamentar sustentou que o ex-juiz da Operação Lava Jato construiu sua trajetória política a partir de um projeto pessoal de poder e acusou o senador de ter abandonado o estado ao tentar consolidar sua carreira política em São Paulo.


Governo Lula reage a novo tarifaço dos EUA e vê proposta como “ideológica e inconsistente”


O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação

Integrantes do governo Lula avaliam como “ideológica” e “inconsistente” a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. A medida foi divulgada na noite de segunda-feira (1º) e ainda depende de decisão do presidente Donald Trump para entrar em vigor. Com informações da CNN.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o debate comercial corre o risco de ganhar contornos políticos. Auxiliares do governo demonstram preocupação com a possibilidade de que o tema seja incorporado ao cenário eleitoral brasileiro, ampliando tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.

A orientação do presidente Lula é que os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa busquem canais de negociação com o governo estadunidense. A estratégia adotada pelo Planalto é priorizar o diálogo para evitar o agravamento da disputa comercial.

Mário Frias enviou R$ 154 mil da cota parlamentar à produtora de “Dark Horse”


A dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), Karina Gama, e o deputado Mário Frias. Foto: Reprodução

O gabinete do deputado federal Mário Frias (PL-SP) destinou ao menos R$ 154 mil da cota parlamentar à Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa citada na investigação da Polícia Civil sobre suspeitas de irregularidades em contratos entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Prefeitura de São Paulo.

O ICB é presidido por Karina Gama, sócia da produtora Go UP, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na segunda-feira (1º), a Polícia Civil deflagrou uma operação para investigar o contrato da entidade com a gestão Ricardo Nunes (MDB).

Dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados mostram que a Complexsys recebeu R$ 154 mil do gabinete de Frias entre setembro de 2024 e abril de 2026. Antes disso, entre abril de 2023 e agosto de 2024, a GTrend recebeu R$ 115,6 mil do mesmo gabinete.

Dino amplia investigação sobre ONG que recebeu R$ 1 milhão de Mário Frias


         O ministro Flávio Dino. Foto: Divulgação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a obtenção de informações complementares sobre a destinação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares enviadas pelo deputado Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade passou a ser alvo de atenção após ser atingida por uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades em contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

O repasse está sob análise do STF em um procedimento que apura a aplicação dos recursos em um projeto que, segundo questionamentos apresentados à Corte, poderia não ter sido executado conforme previsto. Antes de qualquer conclusão, Dino aguarda dados de auditorias e informações dos órgãos responsáveis pela fiscalização da utilização das emendas parlamentares.

O Instituto Conhecer Brasil tem como presidente Karina Ferreira da Gama, que também comanda a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. As duas organizações funcionam no mesmo endereço, fato citado nos autos do processo analisado pelo Supremo.

Michelle tenta registrar marca Bolsonaro para armas, mas processo emperra

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Divulgação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) o registro de dezenas de marcas associadas ao sobrenome Bolsonaro e a variações ligadas à família. Entre os 76 pedidos apresentados, dois enfrentam exigências adicionais do órgão: os relacionados a armas, munições, explosivos e combustíveis.

De acordo com documentos do processo, o Inpi pediu que ela comprove o exercício efetivo de atividades compatíveis com os produtos indicados nos pedidos. A exigência foi feita porque os registros foram protocolados por pessoa física para categorias que envolvem armamentos, explosivos e distribuição de combustíveis.

Novo embaixador dos EUA é amigo de Rubio e amplia pressão sobre governo Lula


     Donald Trump e seu indicado à embaixada dos EUA no Brasil, Daniel Perez – Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta segunda-feira (1º) o deputado estadual Daniel Perez, presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, para assumir a embaixada norte-americana no Brasil. Caso seja aprovado pelo Senado e receba o agrément do governo brasileiro, Perez se tornará o primeiro embaixador americano em Brasília desde a saída de Elizabeth Bagley, no início de 2025.

Aos 38 anos, Perez é filho de imigrantes cubanos e uma das principais lideranças republicanas da Flórida. É o popular “gusano”, termo em espanhol que significa “verme”. Assim são chamados os cubanos e descendente que tentam há décadas derrubar o regime em Cuba.

Nascido em Nova York, mudou-se ainda criança para o sul do país e construiu sua trajetória política alinhado ao movimento “Make America Great Again” (MAGA), liderado por Trump.

O parlamentar tem histórico de defesa de políticas rígidas de imigração, combate ao narcotráfico e enfrentamento a governos de esquerda na América Latina. Em janeiro de 2025, celebrou a aprovação da chamada “TRUMP Act” na Flórida, legislação voltada ao endurecimento das medidas contra a imigração irregular.

Quartas de final: onde assistir ao próximo desafio de João Fonseca em Paris


        O tenista João Fonseca. Foto: Divulgação

Os fãs de tênis poderão acompanhar nesta terça-feira (2) o confronto entre João Fonseca e Jakub Mensik pelas quartas de final de Roland Garros. A partida está marcada para as 15h15, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN, na TV por assinatura, e pelo streaming Disney+. O duelo será disputado na quadra Philippe-Chatrier, principal palco do torneio francês.

Kalil se aproxima de Aécio em Minas e "solução caseira" ganha força no PT

Ex-prefeito de BH evita garantir palanque a Lula, negocia com PSDB e amplia pressão por candidatura própria petista em Minas

          Alexandre Kalil (Foto: Reprodução X @alexandrekalil /IA / Brasil 247)

Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de Minas Gerais, evitou garantir apoio imediato ao presidente Lula (PT) em 2026 e mantém abertas negociações com partidos como o União Brasil e o PSDB de Aécio Neves, movimento que aumenta a pressão dentro do PT por uma candidatura própria no estado, a chamada “solução caseira”, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.

A resistência de Kalil foi manifestada durante uma conversa com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, no último sábado (30). O encontro tratou dos caminhos possíveis para a sucessão estadual mineira e da necessidade de Lula contar com uma base forte no segundo maior colégio eleitoral do país.

Prejuízo dos Correios chega a R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Resultado negativo quase dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior e pressiona plano de reestruturação da estatal

Os trabalhadores dos Correios querem a suspensão de qualquer medida que afete a qualidade dos serviços ou os direitos dos empregados (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que aprofunda a crise financeira da estatal e amplia a pressão por medidas de reestruturação. O déficit é quase o dobro do verificado nos três primeiros meses de 2025, quando a empresa havia encerrado o período com resultado negativo de R$ 1,7 bilhão.

As informações foram divulgadas pela Sputnik Brasil, com base em dados financeiros dos Correios e em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. Segundo a apuração, um dos principais fatores que pesaram no balanço foi o reconhecimento de uma dívida potencial de R$ 1,06 bilhão relacionada a ações trabalhistas.

Esses valores, de acordo com a reportagem, não haviam sido lançados pela administração anterior dos Correios no balanço da empresa. A ausência do registro levou a questionamentos de órgãos de controle, entre eles o Tribunal de Contas da União (TCU), e passou a integrar o conjunto de problemas contábeis e financeiros enfrentados pela estatal.

Senado defende Vieira em ação movida pela família de Moraes

Senado defende Alessandro Vieira em ação da família de Alexandre de Moraes e alega imunidade parlamentar contra pedido de indenização

Alessandro Vieira e Alexandre de Moraes (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado | Rosinei Coutinho/STF)

A Advocacia do Senado Federal apresentou contestação à ação movida pela esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e pelos filhos do magistrado, Giulliana e Alexandre, que também integram o escritório da família, contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado. Segundo o Metrópoles, o senador pediu para ser representado pelos advogados da Casa, que sustentaram que suas declarações estão amparadas pela imunidade parlamentar.

Mulheres desconfiam da polícia e da Justiça, diz Datafolha

Pesquisa mostra que só 17% das mulheres confiam muito na Justiça em casos de violência de gênero

                 Manifestação contra violência de gênero (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A maioria das mulheres brasileiras demonstra baixa confiança na atuação da polícia e da Justiça em casos de violência de gênero, enquanto a percepção de aumento da violência contra a mulher no país é quase unânime. Pesquisa Datafolha encomendada pelo Movimento Mulher 360 mostra que apenas 17% das mulheres dizem confiar muito na Justiça e 19% afirmam ter alta confiança na polícia nesse tipo de ocorrência.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil, entre os dias 6 e 11 de abril. Segundo a pesquisa, 89% dos entrevistados afirmaram acreditar que os casos de violência contra a mulher aumentaram no último ano.

PGR decide nesta terça sobre incluir Bolsonaro e Flávio em inquérito

PGR avalia se Bolsonaro e Flávio devem entrar em investigação sobre Eduardo Bolsonaro, Dark Horse e pressão nos EUA


      Paulo Gonet (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem até esta terça-feira (2) para se manifestar sobre a possibilidade de incluir Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades dos Estados Unidos, em meio a suspeitas de coação e tentativa de obstrução de Justiça, informa o Metrópoles.

A manifestação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para ampliar o alcance da investigação. Moraes determinou, em 25 de maio, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisasse o caso em até cinco dias úteis. O Ministério Público foi intimado da decisão no dia 26 de maio.

O pedido de Lindbergh busca levar ao mesmo inquérito possíveis conexões entre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, e negociações atribuídas a Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A petição sustenta que há elementos que justificariam a ampliação das apurações.