Integrantes do governo Lula avaliam como “ideológica” e “inconsistente” a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. A medida foi divulgada na noite de segunda-feira (1º) e ainda depende de decisão do presidente Donald Trump para entrar em vigor. Com informações da CNN.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o debate comercial corre o risco de ganhar contornos políticos. Auxiliares do governo demonstram preocupação com a possibilidade de que o tema seja incorporado ao cenário eleitoral brasileiro, ampliando tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
A orientação do presidente Lula é que os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa busquem canais de negociação com o governo estadunidense. A estratégia adotada pelo Planalto é priorizar o diálogo para evitar o agravamento da disputa comercial.
Segundo integrantes do governo, existe receio de que os Estados Unidos retomem argumentos já utilizados anteriormente em discussões econômicas envolvendo o Brasil. Entre os temas citados internamente está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos frequentemente mencionado em debates sobre competitividade e mercado financeiro.

O documento divulgado pelo USTR prevê a aplicação das tarifas sobre as importações brasileiras, com exceção dos produtos classificados como sujeitos às chamadas tarifas de segurança nacional. A proposta ainda será analisada pela Casa Branca.
No governo brasileiro, a leitura é que a iniciativa pode provocar impactos econômicos e diplomáticos caso seja confirmada. Por isso, a equipe responsável pelas relações exteriores e pelo comércio exterior acompanha o tema de forma permanente.
Além das negociações diplomáticas, integrantes do Planalto defendem que o caso seja utilizado para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. Auxiliares do presidente também discutem a possibilidade de associar a proposta à recente viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
Fonte: DCM com informações da CNN Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário