domingo, 14 de dezembro de 2025

O que levou Zambelli à renúncia antes do desfecho no STF

Carla Zambelli. Foto: Divulgação

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, comentou neste domingo (14), a renúncia de Carla Zambelli ao mandato parlamentar. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a decisão foi tomada como parte de uma estratégia jurídica diante das decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o deputado, a renúncia ocorreu antes da conclusão do processo de cassação e teria como objetivo preservar direitos da agora ex-deputada. “Foi uma decisão estratégica diante de uma decisão vergonhosa do STF, que ignorou o devido processo legal e avançou sobre as garantias constitucionais básicas”, declarou Sóstenes.

Na avaliação do líder do PL, a saída antecipada do mandato amplia as possibilidades de defesa de Zambelli. De acordo com ele, a medida evita consequências mais severas decorrentes de um julgamento que classificou como “claramente politizado”.

Sóstenes afirmou ainda que, com a renúncia, Zambelli passa a ter mais espaço jurídico para atuar fora do país. Segundo o deputado, a decisão garante à ex-parlamentar “margem jurídica para buscar liberdade e permanecer na Itália”.

O líder do PL também rejeitou a interpretação de que a atitude represente fuga. “É cálculo jurídico em um ambiente de exceção. Quando a Corte perde a imparcialidade, a estratégica passa a ser a única forma de proteção contra o arbítrio”, afirmou.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. Foto: Divulgação
A renúncia foi confirmada oficialmente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também neste domingo. A decisão de Zambelli ocorreu após determinação do STF para que o suplente assumisse a vaga no prazo de 48 horas.

Em nota, a Câmara informou que a deputada comunicou formalmente a renúncia à Secretaria-Geral da Mesa Diretora. “Em decorrência disso, o presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso (PL-SP), para tomar posse”, informou a Casa.

Zambelli está fora do país desde que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal e teve o mandato questionado pela Corte. A situação levou à aceleração dos trâmites na Câmara e à convocação imediata do suplente após a formalização da renúncia.

Com a saída definitiva de Zambelli, Adilson Barroso, primeiro suplente do PL em São Paulo, passa a ocupar a cadeira na Câmara dos Deputados, encerrando o impasse institucional em torno do mandato da ex-parlamentar.

Fonte: DCM


Avenida Paulista é tomada por manifestantes contra anistia e pautas anti-povo do Congresso

Outros atos também ocorrem nas principais cidades do país

      Ato na Paulista (Foto: Florestan Fernandes JR)

Manifestantes ocupam a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde deste domingo (14), em protesto contra a aprovação, na Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria — projeto que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. Outros atos também ocorrem nas principais cidades do país.

Os manifestantes também pautam medidas do Congresso como o uso do orçamento secreto e da imediata aprovação de projetos que de fato beneficiem a população, como o fim da escala 6x1.
Veja imagens do ato:

 


 

 

 


Fonte: Brasil 247

Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF e Motta convoca suplente


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Foto: Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informou neste domingo (14), que a deputada federal Carla Zambelli renunciou ao mandato. A decisão foi comunicada após determinação do Supremo Tribunal Federal para que o suplente assumisse o cargo no prazo de 48 horas.

Em nota oficial, a Câmara informou que a parlamentar comunicou formalmente a renúncia à Secretaria-Geral da Mesa. “Em decorrência disso, o presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso, para tomar posse”, afirmou a Casa.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que a decisão fez parte de uma estratégia articulada pela defesa para impedir a cassação da deputada.

Zambelli está presa desde julho na Itália, país para onde fugiu após ser condenada pelo STF. A deputada havia se licenciado do mandato entre maio e outubro, mas, desde o retorno formal, passou a acumular ausências nas sessões plenárias.

A Constituição prevê a perda do mandato parlamentar quando há ausência em mais de um terço das sessões legislativas ao longo do ano. A situação dela passou a ser analisada pela Câmara após sucessivas faltas registradas desde o fim da licença.

A deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A Justiça italiana deve analisar na próxima quinta-feira (18), o pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras.

Carla Zambelli presta depoimento na CCJ da Câmara. Foto: Divulgação

Em junho, a Primeira Turma do STF já havia decidido pela perda do mandato de Zambelli e comunicou oficialmente a Câmara. Na ocasião, Hugo Motta optou por encaminhar o caso à Comissão de Constituição e Justiça, atendendo a pressões da oposição.

Após meses de análise, a CCJ deu aval à cassação do mandato, mas a votação no plenário não atingiu o número de votos necessários para confirmar a perda do cargo. Diante disso, o ministro Alexandre de Moraes considerou o ato da Câmara nulo.

Em resposta, Moraes determinou a perda imediata do mandato e fixou o prazo de 48 horas para a posse do suplente. A decisão foi confirmada por unanimidade na Primeira Turma do STF, e a Câmara foi oficialmente notificada na sexta-feira (12).

Com a renúncia, a vaga passa a ser ocupada por Adilson Barroso (PL-SP), primeiro suplente do partido no estado. Desde as eleições, ele já assumiu o mandato em outras três ocasiões, sempre na condição de suplente.

Fonte: DCM

VÍDEOS – Brasileiros saem às ruas para protestar contra o PL da Dosimetria

 

Duas imagens de manifestações em Natal e Florianópolis
Imagens de manifestações em Natal e Florianópolis – Reprodução/X
As manifestações contra o projeto de lei da dosimetria começaram neste domingo (14) em diferentes regiões do país, reunindo movimentos sociais, organizações populares, militantes de esquerda e artistas em atos convocados sob o mote “Congresso inimigo do povo”.

As mobilizações foram organizadas ao longo da última semana, após a Câmara dos Deputados aprovar, na madrugada de quarta-feira (10), o projeto que reduz penas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Os protestos estão previstos em mais de 40 cidades e ocorrem em locais simbólicos, como a avenida Paulista, em São Paulo, e a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. A proposta aprovada pela Câmara é o principal alvo das manifestações, que têm como objetivo pressionar o Senado a barrar o avanço do texto. Organizadores avaliam que a mobilização popular pode influenciar a tramitação da matéria, repetindo o que ocorreu em setembro, quando protestos levaram ao arquivamento da chamada PEC da Blindagem.

O cenário das manifestações deste domingo retoma o formato adotado nos atos realizados em 21 de setembro, convocados após a Câmara aprovar uma proposta que condicionava investigações contra parlamentares à autorização do próprio Legislativo. Naquela ocasião, os protestos foram articulados em curto prazo e reuniram dezenas de milhares de pessoas, segundo levantamentos independentes, com presença significativa de artistas e lideranças culturais.

Em São Paulo, a avenida Paulista volta a ser palco de atos políticos e apresentações musicais, enquanto no Rio de Janeiro artistas também participam das atividades previstas para a tarde. As mobilizações são organizadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que reúnem entidades como o MST, o MTST e a CUT, e têm usado as redes sociais para convocar participação e divulgar a programação ao longo do dia.

As imagens que seguem registram o início das manifestações, a ocupação dos espaços públicos, as faixas e cartazes levados pelos participantes em locais como Brasília, Belo Horizonte, Natal, Florianópolis e Manaus:

 

Fonte: DCM

Lula e Janja visitam Roseana Sarney durante tratamento contra câncer de mama


          Roseana Sarney entre Luiz Inácio Lula da Silva e Janja – Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, Janja, visitaram neste sábado (13) a deputada federal Roseana Sarney (MDB-MA), que está em tratamento contra um câncer de mama. A visita foi divulgada nas redes sociais da parlamentar e do partido, com a publicação de uma foto do encontro.

Na postagem, o MDB informou que a visita foi marcada por manifestações de apoio e solidariedade. Roseana Sarney tem utilizado as redes sociais para atualizar o público sobre seu estado de saúde e compartilhar etapas do tratamento, iniciado após o diagnóstico anunciado em agosto.

A ex-governadora do Maranhão informou que enfrenta um câncer de mama triplo negativo. Em vídeos publicados entre outubro e novembro, ela apareceu com a cabeça raspada em razão da quimioterapia e agradeceu mensagens de apoio. Em um dos registros, destacou a importância do diagnóstico precoce durante a campanha do Outubro Rosa.

O câncer de mama triplo negativo representa cerca de 15% dos casos da doença no mundo. Segundo o Instituto Oncoguia, trata-se de um tipo que não apresenta receptores hormonais nem a proteína HER2, o que limita opções de tratamento e torna a quimioterapia uma abordagem frequente.

De acordo com o médico Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or, esse grupo de tumores exige acompanhamento específico por não responder a terapias hormonais ou anti-HER2.

Fonte: DCM

VÍDEO: Organizadores falam em 100 mil contra o PL da Dosimetria em BH


        Ato contra o PL da Dosimetria neste domingo, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação

Manifestantes realizaram neste domingo (14), um ato em Belo Horizonte contra a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria. A mobilização começou por volta das 9h, na Praça Raul Soares, na região central da capital mineira, sob sol forte, e foi organizada por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda. Os organizadores falam em 100 mil nas ruas da capital mineira.

O protesto reuniu famílias, idosos e muitas mulheres, além de representantes de torcidas organizadas de clubes mineiros. Três trios elétricos conduziram os participantes pelas ruas do Centro, em um trajeto que seguiu em direção à Praça Sete.

Entre os presentes estava a artista Luciene Lemos, que defendeu a ocupação das ruas como forma de pressão popular. “O povo tem que vir para a rua, o povo tem que lutar, porque o Congresso passou de todos os limites. E está achando que a população vai aceitar tudo calada. Então, chama as pessoas para esse, venha, e outros que tiverem também. Vamos ocupar a rua”.

A professora Fabiane Barros participou do ato acompanhada dos dois filhos pequenos. Para ela, levar as crianças é uma forma de ensinar desde cedo o valor da democracia. “É ensinar o que é a verdadeira democracia, né? A gente está do lado certo e lutar por ele, independente de quem esteja por trás de qualquer negociação, né? Saber que é a vida da gente que está em jogo. Hoje sou eu, amanhã eles continuam esse legado, e a gente saber que a vida é uma luta mesmo, né?”.

Além de Belo Horizonte, manifestações contra o PL da Dosimetria ocorreram em outras 11 cidades de Minas Gerais, como Juiz de Fora, Uberlândia e Montes Claros. Os atos fizeram parte de uma mobilização nacional convocada por movimentos sociais e partidos ligados à esquerda.


Na capital mineira, os participantes exibiram cartazes com frases como “sem anistia” e “não à impunidade”. O protesto também incorporou outras pautas, como críticas à privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa, e manifestações de apoio ao deputado federal Glauber Braga, que teve o mandato suspenso por seis meses.

O Projeto de Lei da Dosimetria foi aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada da última quarta-feira, 10. O texto permite a redução de penas de condenados por atos golpistas ao impedir a soma das punições para os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito quando praticados no mesmo contexto.

Atualmente, o Supremo Tribunal Federal entende que esses crimes podem ocorrer simultaneamente, o que autoriza a soma das penas. Esse foi o critério adotado nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e também no julgamento da trama golpista.

O projeto, apresentado pelo deputado Paulinho da Força, altera esse entendimento. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes. Pela dosimetria atual, ele recebeu oito anos e dois meses por golpe de Estado e seis anos e seis meses por abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Segundo cálculos divulgados pela equipe do relator, caso o projeto seja sancionado, Bolsonaro permaneceria em regime fechado por mais dois anos e quatro meses, o que motivou os protestos realizados neste domingo em Belo Horizonte e em outras cidades do país.

Fonte: DCM

Sertanejos Matheus & Kauan anunciam fim da dupla: “Não existe próximo capítulo”


      A dupla sertaneja Matheus & Kauan – Divulgação

A dupla sertaneja Matheus & Kauan publicou no sábado (13) um vídeo nas redes sociais em que comenta o momento atual da parceria. Na gravação, os artistas afirmam que não há continuidade prevista para a trajetória conjunta. “A gente não sabe explicar um ponto final, mas a verdade é que não existe um próximo capítulo pra essa temporada”, disseram.

No vídeo, a dupla afirma que decidiu se manifestar após especulações recentes. Segundo o relato, a conversa foi feita sem roteiro, com referência aos anos de convivência profissional, turnês e apresentações. Os cantores mencionam que, ao longo do tempo, situações foram adiadas ou ignoradas, o que acabou gerando desgaste interno.

“Às vezes em forma de silêncio e às vezes em forma de tempestade mesmo quando a vida insistia em nos empurrar para lados diferentes, mas também existe aquilo que nunca muda, aquilo que sempre será parte da nossa história: a parceria, o respeito o riso antes do show o olhar no palco que dispensa palavra aquela certeza de que, custe o que custar a gente marcou a vida um do outro e a de vocês também. No meio disso tudo A gente também entendeu que errou, errou tentando acertar, errou calado, errou falando demais, mas se Deus é quem perdoa, quem somos nós pra julgar, só temos que aceitar”, refletiram os amigos.

Fonte: DCM

Após derrota no caso Zambelli, Câmara decide mandatos de Eduardo e Ramagem


       Carla Zambelli e Eduardo Bolsonardo. Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

A Câmara dos Deputados entra numa semana decisiva após a derrubada, pelo STF, da decisão que havia mantido o mandato de Carla Zambelli. Agora, os deputados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos nos Estados Unidos, precisam apresentar suas manifestações nos processos que podem levar à cassação. As notificações já foram enviadas, e os prazos para resposta se encerram nos próximos dias. As informações são do Metrópoles.

Eduardo Bolsonaro corre risco de perder o mandato por excesso de faltas. Autoexilado desde março, ele já ultrapassou o limite de ausências permitido pela Constituição. O processo administrativo foi aberto na última terça-feira. Se o deputado não responder dentro do prazo, caberá à Mesa Diretora decidir pela perda automática do mandato.

Eduardo Bolsonaro em evento nos EUA. Foto: Mandel Ngam/AFP
No caso de Alexandre Ramagem, condenado pelo STF no processo sobre tentativa de golpe de Estado, o processo foi instaurado porque ele está foragido e a condenação transitou em julgado. A Câmara informou que o plenário votará seu caso na quarta-feira (17/12), sem passar pela CCJ, em rito abreviado. Ramagem tem até cinco sessões para apresentar defesa após ser notificado.

Nos EUA, Ramagem ataca Moraes, cobra bancadas do Congresso e defende anistia
A tensão entre Congresso e Supremo voltou a crescer depois que a Câmara decidiu preservar o mandato de Zambelli, contrariando a determinação anterior do STF. Alexandre de Moraes anulou a votação e ordenou que o suplente fosse empossado em 48 horas. O episódio reacendeu o debate sobre limites e atribuições entre os Poderes.

Aliados de Hugo Motta avaliam que o presidente da Câmara terá de cumprir integralmente a ordem do STF para evitar novos confrontos institucionais. Com esse cenário, cresce a expectativa de que Motta cancele a votação sobre Ramagem, seguindo a linha de obediência imediata ao Supremo.

O caso de Zambelli permanece como pano de fundo da crise. Condenada a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, ela fugiu do país antes do julgamento e está presa na Itália, aguardando decisão sobre extradição. O desfecho do processo dela pressionou diretamente a agenda da Câmara e abriu caminho para a semana decisiva envolvendo Eduardo e Ramagem.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Nova pesquisa Quaest avalia Lula após lançamento da candidatura de Flávio


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Divulgação/PR

A pesquisa Genial/Quaest com cenários eleitorais para a eleição presidencial de 2026 será divulgada na quinta-feira (18), com uma mudança em relação às rodadas anteriores. Com informações da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

Pela primeira vez em 2025, o levantamento não inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nem os nomes de Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL). O único integrante da família testado é o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na véspera, quarta-feira (17), a Quaest divulga os dados sobre a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coleta foi iniciada na quinta-feira passada e se encerra nesta segunda-feira (15). Ao todo, são entrevistados presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país.

senador Flávio Bolsonaro (PL) falando e gesticulando
O senador Flávio Bolsonaro (PL) – Reprodução

No levantamento divulgado em novembro, Lula liderou todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Naquela rodada, porém, o nome de Flávio Bolsonaro não fazia parte das simulações eleitorais apresentadas aos entrevistados.

Sobre a avaliação do governo, a pesquisa anterior indicou uma interrupção na trajetória de aumento da aprovação do presidente registrada desde maio. Os dados foram divulgados após a realização de uma operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, ocorrida no período analisado pelo levantamento.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Roberto Carlos sofre acidente durante gravação de especial da Globo


     Roberto Carlos em especial de Natal de 2025 — Foto: Reprodução/TV Globo

Roberto Carlos sofreu um acidente durante as gravações de um especial de fim de ano da Globo em Gramado, na Serra Gaúcha. O episódio ocorreu quando o carro dirigido pelo cantor apresentou falha no freio durante uma tomada. A emissora informou que Roberto e três integrantes de sua equipe precisaram ser levados ao hospital.

Segundo a nota divulgada pela Globo, todos passaram por exames e foram liberados ainda na madrugada deste domingo. O incidente aconteceu enquanto o artista conduzia um Cadillac 1960 em uma ladeira usada na gravação.

O veículo começou a descer de ré após a pane mecânica e acabou colidindo com outros três carros da produção. A descida terminou quando o Cadillac atingiu uma árvore, o que provocou danos, mas não deixou feridos graves.

As filmagens fazem parte do tradicional especial anual do cantor, que costuma reunir plateia e convidados. A produção estava instalada em diferentes pontos de Gramado e seguia cronograma previsto para o fim de semana.



Fontes da equipe afirmam que, apesar do susto, Roberto Carlos está bem e manteve o compromisso com a gravação após receber alta. O artista teria conversado com integrantes da produção para entender o que ocorreu com o carro antigo.

A Globo informou que a investigação sobre a falha mecânica será conduzida pela própria equipe técnica. A emissora reforçou que o especial seguirá sendo produzido normalmente.

Fonte: DCM

Rui Falcão: “Nem anistia nem meia-pena aos golpistas, nunca mais”

Deputado afirma que projeto articulado no Congresso busca reduzir punições e interfere no Judiciário

       Rui Falcão (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A entrevista concedida pelo deputado Rui Falcão ao Boa Noite, da TV 247, trouxe um alerta sobre a articulação em curso na Câmara dos Deputados para alterar o tratamento jurídico dado aos responsáveis pelos ataques golpistas de 8 de janeiro. Falcão concentrou sua análise na proposta apelidada de “dosimetria”, patrocinada por Paulinho da Força e avalizada por lideranças do centrão, que pretende reavaliar punições já fixadas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de reabrir julgamentos concluídos e beneficiar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eles estão puxando o golpe de 2016, puxando o Bolsonaro para 2026”, afirmou o deputado ao situar o movimento em uma lógica de continuidade política.

☉ Pressões e negociações de bastidores

O parlamentar relacionou o avanço da proposta a negociações recentes envolvendo figuras centrais da direita. “Ontem à noite houve uma reunião entre o Rueda, o Ciro Nogueira, o Flávio Bolsonaro, o 01, e o Valdemar”, disse. Para ele, essa articulação resultou na decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de pautar o projeto sem debate amplo: “Uma reunião na calada da noite colocou o Hugo Motta para pautar esse projeto.” Falcão atribuiu a mudança de posição de setores do PL à pressão da família Bolsonaro. Ele relembrou a frase usada pelo senador Flávio Bolsonaro: “Ao contrário do Martin Luther King, que disse que tinha um sonho, ele falou: ‘Eu tenho um preço’.” Segundo o deputado, esse “preço” diz respeito à redução das penas impostas pelo STF ao pai e a militares condenados.

☉ Interferência no Judiciário e riscos constitucionais

O deputado classificou o projeto como uma afronta direta ao Supremo Tribunal Federal. Para ele, a Câmara não pode legislar para modificar sentenças já fixadas. “Eles estão interferindo, fazendo recursos em processos que não se concluíram ainda”, declarou. Ele citou o caso do general acusado de planejar atentados contra autoridades, ainda em julgamento, como exemplo de interferência indevida: “O julgamento ainda não terminou.”Também criticou a inclusão de dispositivos que alteram regras de execução penal, como permitir remição de pena para quem cumpre prisão domiciliar. “Como o Bolsonaro se espera que vá para prisão domiciliar, eles estão mudando isso também”, afirmou.Falcão apontou ainda a tentativa de unificar crimes distintos para reduzir penas: “Eles querem juntar o golpe de Estado com a tentativa de atentado ao Estado democrático de direito. São dois crimes diferentes, com penas diferentes.” Ele lembrou que essa tese já foi rejeitada pelo STF.

☉ Impacto sobre militares condenados

O deputado advertiu que, caso o projeto avance, grande parte dos condenados poderá obter redução expressiva de pena, inclusive militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Muitos militares [...] vão ter suas penas reduzidas em dois terços”, afirmou ao comentar o dispositivo que beneficia acusados sem papel de liderança direta.Ele alertou ainda para o risco de impunidade no Superior Tribunal Militar, responsável por julgar a perda de patente após condenações definitivas. “Qual será o resultado desse julgamento no STM? Será que vão perder as patentes?”, questionou.

☉ Consequências políticas e necessidade de mobilização

Falcão avaliou que a aprovação da proposta reabre a porta histórica da impunidade no país. “Quando terminou a ditadura militar, os torturadores não foram punidos. [...] Na nossa história, há sempre uma porta aberta para que os golpes se sucedam.” Para ele, permitir nova flexibilização estimula reincidências futuras.O parlamentar também destacou que a discussão está diretamente ligada às negociações eleitorais. Segundo seus cálculos, a eventual aprovação garantiria ao ex-presidente uma redução drástica de pena: “O Bolsonaro cumpriria em regime fechado, pelos cálculos que nós fizemos aqui, de dois a três anos.” Ao final, Falcão defendeu ação coordenada da sociedade e do Parlamento para impedir o retrocesso. “Nós temos que apelar numa campanha grande de esclarecimento para que a população também se manifeste”, afirmou, ressaltando que pesquisas recentes indicaram rejeição popular ao perdão dos golpistas.O deputado encerrou reafirmando sua posição e a necessidade de barrar qualquer tentativa de anistia ou redução de pena: “Anistia para golpista ou meia anistia para golpista nunca mais.” Assista:

 

Fonte: Brasil 247