Cláudio Castro, ex-dirigentes do Rioprevidência e empresas estão entre os alvos de operação sobre fraudes bilionárias
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (26) a oitava fase da Operação Compliance Zero, que mira supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Os relatos foram publicados no Metrópoles.
Também estão na lista de alvos Ricardo Siqueira Rodrigues, apontado como lobista e empresário; Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor do órgão; Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência; e Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de controle interno e auditoria do RioPrevidência.
As ordens de busca e apreensão foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A nova etapa da investigação apura um investimento considerado suspeito feito pelo Rioprevidência em ações ligadas à instituição financeira. O valor mencionado na apuração é de R$ 3 bilhões.
Agentes cumpriram mandados cumpridos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal em investigação sobre aportes do Rioprevidência no Banco Master. A PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão nesta fase da operação. As diligências ocorreram no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
◍ Investigação apura aportes bilionários no Banco Master
A força-tarefa investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Nesta etapa, a apuração se concentra em movimentações ligadas ao fundo previdenciário dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.
A PF também apura aplicações de cerca de R$ 970 milhões feitas pelo Rioprevidência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. A instituição financeira posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelo Banco Central.
◍ Empresas também são alvos da PF
Duas empresas também aparecem como alvos da investigação: Mídias Promotoras Ltda e Planner Corretora de Valores S.A. Para os investigadores, as companhias podem ter desempenhado papel relevante na movimentação dos recursos sob apuração.
“A empresa desempenhou função relevante na engrenagem financeira dos ilícitos, atuando como instrumento de operacionalização e, em tese, de ocultação e dissimulação das vantagens indevidas decorrentes da captação irregular de recursos previdenciários”, escreveu o ministro André Mendonça.
◍ Defesa de Cláudio Castro diz que aguarda acesso às decisões
O advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, afirmou que a defesa ainda não teve acesso às decisões que fundamentaram a operação. Segundo ele, o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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