Governo federal atua com urgência e começa a mudar o cenário de violência contra as mulheres
O Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, de acordo com dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No cenário nacional, o Paraná aparece em uma posição crítica, ocupando o terceiro lugar entre os estados com o maior número de mortes motivadas por questões de gênero. Por outro lado, é o período de maior enfrentamento à violência de gênero por parte do governo federal, especialmente com as ações efetivadas pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio que tem apresentado mudança positiva neste cenário cruel para as mulheres.
Os números consolidados nos primeiros três meses deste ano representam o primeiro trimestre mais letal da história do país desde 2015, quando o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) iniciou os registros oficiais.
Radiografia dos primeiros meses e o ranking dos estados
A análise mensal detalhada mostra que o mês de janeiro foi o mais violento deste primeiro trimestre, com 142 vítimas notificadas. Na sequência, fevereiro registrou 123 ocorrências e março fechou o período com 134 casos. Quando comparado ao mesmo trimestre de 2025, que teve 371 mortes, o índice nacional de feminicídios saltou cerca de 7,5%.
No mapeamento por unidades federativas, São Paulo lidera o ranking nacional com 86 assassinatos. O Paraná aparece na terceira posição, com 33 casos, atrás apenas de Minas Gerais. Veja os estados com os maiores índices absolutos no período:
Dados: Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)
Importante também destacar que as estatísticas atuais refletem os boletins de ocorrência emitidos pelas Polícias Civis de todo o país que tipificaram o crime dessa forma. No entanto, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública faz um alerta importante:
“É provável que o número real de feminicídios seja superior ao que conseguimos medir via registros policiais.”
Segundo a entidade, a sub-notificação ocorre porque a classificação correta do crime depende diretamente da capacidade técnica das autoridades locais em reconhecer a motivação de gênero no momento do registro do caso.
Governo Federal mobiliza ações e começa a reverter o avanço da violência contra as mulheres
Para conter o avanço da violência de gênero, o Governo Federal coordena o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, uma iniciativa que busca integrar os Três Poderes da República.
Nos últimos 100 dias, as ações focaram na celeridade das medidas protetivas de urgência; ferramentas judiciais essenciais para afastar o agressor e mitigar o risco de morte iminente da vítima.
Passados pouco mais de três meses desde o lançamento do programa em 2026, o balanço ministerial aponta avanços, tais como:
· Agilidade jurídica: O tempo médio de análise dos pedidos de medida protetiva no Judiciário despencou de 16 para cerca de 3 dias. Atualmente, 90% dessas ordens são concedidas em, no máximo, 48 horas.
· Prisões: Um mutirão policial de âmbito nacional resultou na prisão de 6.328 agressores no período.
· Acolhimento: Cerca de 148 mil mulheres receberam atendimento na rede de acolhimento das Casas da Mulher Brasileira, que hoje contam com 12 unidades em funcionamento pelo país.
Em um ano marcado por definições políticas, em que a sociedade civil escolherá os novos representantes para os poderes Executivo e Legislativo, é preciso inserir no debate eleitoral nos estados o compromisso com as políticas federais que integram ações no país e a necessidade de pautar e cobrar, tanto das candidaturas ao legislativo e, principalmente do Executivo, a efetividade e execução de leis de proteção de gênero, trazendo à tona o questionamento central sobre quais medidas práticas estão sendo tomadas para estancar a violência contra a mulher.
Fonte: PT/PR (Redação Elas por Elas Paraná)
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