terça-feira, 26 de maio de 2026

Os ex-bolsonaristas que viraram a casaca e vão apoiar Lula nas eleições


     Soraya Thronicke e Lula. Foto: Reprodução

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) declarou apoio à reeleição do presidente Lula durante evento realizado no assentamento Monjolinho, em Anastácio (MS). Ex-bolsonarista, a parlamentar afirmou que mudou sua visão política após experiências vividas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e elogiou a atuação do atual mandatário.

“Eu senti na pele o que é o descaso [durante o governo Bolsonaro], e não tive medo de mudar de lado, porque eu não tenho compromisso [com nenhum político]. Eu tenho mil motivos para dizer do lado de quem eu estou. O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir”, afirmou.

Aliada do governo federal em Mato Grosso do Sul e candidata à reeleição ao Senado em 2026, Soraya citou sua participação em comissões parlamentares de inquérito para justificar a mudança política. “Em todas as CPIs e CPMIs que eu participei, e eu participei de todas, em todas, todos os [apoiadores] do Lula apareceram, do Bolsonaro, nenhum compareceu. Isso é uma vergonha e é este motivo”, disse.

A senadora não é a única que abandonou o barco dos bolsonaristas e passou a apoiar o petista. O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), ex-vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, passou a defender diálogo institucional com o Palácio do Planalto e atribuiu sua aproximação a políticas sociais voltadas à população de baixa renda.

Otoni de Paula e Lula. Foto: Reprodução
Outro caso é o de Alexandre Frota, eleito deputado federal em 2018 após apoiar Bolsonaro e que rompeu com o governo já em 2019. Em 2022, declarou voto em Lula no segundo turno e posteriormente integrou a equipe de transição do novo governo na área cultural.

Alexandre Frota com boné de Lula, durante a campanha eleitoral de 2022. Foto: André Porto/UOL
O humorista ex-“Casseta” Marcelo Madureira também declarou apoio a Lula nas últimas eleições presidenciais. Ele escolheu Bolsonaro em 2018 e, quatro anos depois, classificou a escolha como “um dos maiores equívocos políticos” da sua vida.

“diante do cenário que se apresentou no segundo turno, achamos importante declarar apoio ao Lula contra o Bolsonaro e o bolsonarismo. Com o Lula, a gente tem segurança de que o maior patrimônio deste país, a nossa democracia, seguirá viva. As críticas que eu fiz e faço aos governos do PT não me impedem de buscar convergência no que eu acho correto”, disse na ocasião.

Lula e Marcelo Madureira. Foto: Reprodução
João Amoêdo, ex-presidente do Partido Novo, se declarava “antipetista” em 2018, quando foi candidato à Presidência, e decidiu apoiar Bolsonaro no segundo turno. No ano seguinte, se distanciou do governo e passou a detonar sua gestão.

Três anos depois, em 2022, Amoêdo declarou publicamente voto em Lula no segundo turno. Na ocasião, ele disse que a manifestação era uma medida de “defesa institucional” contra o projeto de reeleição de Bolsonaro.

João Amoêdo. Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil
O ex-deputado federal Julian Lemos, um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro no Nordeste em 2018 e considerado o “braço direito” do ex-presidente na região, foi outro que abandonou o clã. Ele, que vem detonando a extrema-direita nos últimos anos, se declarou para o petista em fevereiro deste ano: “Eu não estou apaixonado, eu estou louco por Lula. I love you, Lula”.

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Fonte: DCM

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