quarta-feira, 8 de abril de 2026

Servidor do TST é flagrado por aluna em aulas de matemática: "beijos e mão na coxa"

Técnico judiciário de 63 anos é acusado de importunação sexual e ameaças. Adolescente de 16 anos gravou os abusos com celular

Servidor do TST é flagrado por aluna em aulas de matemática: "beijos e mão na coxa" (Foto: TST/Divulgação)

Em Águas Claras (DF), um caso de violência sexual rompeu a tranquilidade aparente dentro de um ambiente educacional. O que deveria ser um reforço escolar de matemática para uma adolescente de 16 anos se transformou em uma rotina de toques indesejados, assédio e medo. Diante da situação, a família da jovem procurou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que investiga as acusações contra um servidor do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que também atuava como professor particular, informa Carlos Carone, do Metrópoles.

Sentindo que seus limites estavam sendo violados, a aluna decidiu agir por conta própria: passou a gravar os encontros com o celular, dentro da sala de estudos do próprio prédio onde mora. As imagens flagraram o técnico judiciário Elmer Catarino Fraga, de 63 anos, lotado no Núcleo de Policiamento Ostensivo do TST. O que parecia uma relação profissional nos primeiros dois anos de aula – iniciadas em setembro de 2023 – sofreu uma mudança drástica no final do segundo semestre de 2025.

A postura do professor tornou-se invasiva e lasciva. De acordo com as investigações, ele passou a ocupar o espaço pessoal da jovem de forma intimidadora, com toques constantes. As gravações, já entregues à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), são classificadas como “perturbadoras” pela família. Nelas, o servidor é visto passando as mãos pelas coxas da estudante, acariciando seu pescoço e deslizando os dedos pela nuca, além de manter conversas de teor sexual explícito – chegando a perguntar se a garota consumia conteúdo erótico na internet.

“Minha filha conseguiu gravar todo o comportamento do abusador. Trata-se de um caso extremamente sério que precisa de visibilidade para que não haja impunidade”, relatou o pai da vítima.

O quadro se agravou quando, após os atos de cunho sexual, o servidor passou a ameaçar a adolescente por meio de áudios no WhatsApp. Nas mensagens, Elmer teria proferido ameaças de morte e cobrado silêncio absoluto, ordenando que ela não contasse nada aos pais. A estratégia de intimidação, no entanto, falhou. Munida das provas, a jovem procurou a família, que imediatamente acionou as autoridades.

Procurado, o Tribunal Superior do Trabalho se manifestou por meio de nota: “O TST não identificou nenhuma informação sobre o caso nas unidades competentes, mas conta com estruturas e procedimentos administrativos para tratar da questão internamente caso a denúncia se concretize”. O servidor não foi localizado, e o espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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