A três dias da Conclat 2026, centrais sindicais intensificam mobilização para ato em Brasília com pauta de empregos, direitos e democracia
A mobilização para a Conclat 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) entra em sua fase decisiva a três dias do evento, com centrais sindicais intensificando os preparativos para a marcha em Brasília. O ato, previsto para 15 de abril, deve reunir milhares de trabalhadores na capital federal em torno de uma agenda que inclui empregos, direitos, democracia e melhores condições de vida.
De acordo com informações divulgadas pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a manifestação foi convocada de forma unificada por diversas centrais sindicais e terá como ponto central a apresentação da “Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2026” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A programação começa às 8h, com concentração em frente ao Teatro Nacional Claudio Santoro, onde ocorrerá a plenária da Conclat até as 11h. O espaço será destinado ao debate e à consolidação das propostas elaboradas ao longo dos últimos meses. Após a plenária, os participantes seguirão em marcha até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
Com o lema “Empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”, o movimento pretende dar visibilidade às principais demandas da classe trabalhadora e ampliar a pressão por avanços em políticas públicas. A expectativa das entidades organizadoras é de que o ato fortaleça a unidade sindical e amplie a capacidade de incidência política do setor.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou a dimensão política da mobilização. “Brasília será palco de uma vigorosa Marcha da Classe Trabalhadora”, afirmou. Ele também ressaltou o caráter abrangente das reivindicações: “São reivindicações que dialogam com a luta dos povos por paz, soberania e autodeterminação”.
Entre as principais pautas defendidas estão o fim da escala 6×1, com redução da jornada sem diminuição de salários, o combate à pejotização, a luta contra o feminicídio, a defesa da paz e o direito à negociação coletiva para servidores públicos. Também integra a agenda a valorização dos trabalhadores, incluindo os assalariados rurais.
O contexto da mobilização é marcado por debates intensos sobre direitos trabalhistas, especialmente em relação à redução da jornada. Segundo Adilson Araújo, a resistência de setores empresariais não deve impedir o avanço dessas propostas. “Transformar esse anseio em lei vai demandar muita mobilização”, declarou.
Na reta final de organização, sindicatos e entidades ampliam esforços para garantir ampla participação no ato. A expectativa é que a marcha consolide a unidade entre as centrais sindicais e pressione por respostas concretas às demandas apresentadas pela classe trabalhadora.
Fonte: Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário