sábado, 9 de maio de 2026

Ciro Nogueira intensifica ataques a Lula após virar alvo de operação da PF

Presidente do PP voltou a atacar Lula em meio ao avanço da investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master

        Ciro Nogueira (Foto: Andressa Anholete / Agência Senado)

O acordo informal de não agressão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), perdeu força poucos meses após ter sido firmado. Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a relação entre os dois voltou a se deteriorar diante do avanço das investigações da Polícia Federal envolvendo o parlamentar.

As apurações da PF sobre a atuação de Ciro Nogueira como suposto “braço político” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master passaram a ter impacto direto no cenário político nacional. Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o episódio favorece Lula, já que o senador é um dos principais nomes ligados à ala bolsonarista no Congresso.

◉ Ataques de Ciro marcaram ruptura política
A ruptura ficou evidente em 7 de março, quando Ciro Nogueira retomou ataques públicos ao presidente Lula em publicação feita na rede social X. Ao comentar dados de uma pesquisa Quaest, o senador afirmou que o PT estaria próximo de sofrer desgaste eleitoral em 2026.

“O povo não mudou, Lula não mudou. O que mudou foi a consciência de que promessa de campanha, quando não muda a realidade, vira decepção”, escreveu o senador.

Na mesma publicação, Ciro declarou ainda que o “PT está com os dias contados” e que o partido seria “demitido no primeiro turno de 2026”.

◉ Investigação da PF muda cenário no Centrão
Depois da manifestação nas redes sociais, Ciro Nogueira ampliou as críticas ao governo federal. O senador passou a atacar temas considerados estratégicos pelo Planalto, como o aumento da conta de luz, a crise nos Correios e o programa Desenrola 2.0, tratado pelo governo como uma das principais vitrines econômicas para a eleição presidencial de 2026.

O avanço da Operação Compliance Zero também passou a provocar efeitos políticos no campo bolsonarista. Até mesmo o senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência, passou a manter distância pública de Ciro Nogueira após os recentes desdobramentos da investigação.

Enquanto o senador intensifica os ataques, integrantes do governo Lula têm evitado confrontos públicos com Ciro Nogueira visando evitar que a oposição utilize o episódio para acusar o governo de promover retaliações políticas.

◉ Operação Compliance Zero
Por meio da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal identificou indícios de que o senador Ciro Nogueira teria recebido valores mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As investigações também apontam possíveis vantagens adicionais, como viagens internacionais, hospedagens, uso de aeronaves particulares e acesso a imóveis de alto padrão.

As suspeitas aparecem em representação enviada pela PF ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator responsável por autorizar a quinta etapa da Operação Compliance Zero.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo

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