Lula e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução Alvo de prisão na Operação Sem Refino, da Polícia Federal, nesta sexta-feira (15), o empresário Ricardo Magro, dono da Refit foi pauta da conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump na Casa Branca. A ação da PF mira o escândalo envolvendo a Refinaria de Manguinhos, a Refit, de Magro. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também foi alvo de buscas.
Magro é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. Empresas ligadas ao grupo são investigadas por suspeita de movimentar recursos em esquemas de fraude tributária monitorados há anos por autoridades federais.
Magro vive em Miami e já era alvo de mandados no Rio de Janeiro. Após o encontro, Lula afirmou em coletiva que havia pedido ajuda para prisão e deportação de brasileiros investigados que vivem nos Estados Unidos.
Em entrevista anterior à TV Record Bahia, Lula citou diretamente o dono da Refit e o classificou como um dos chefes do crime organizado no país. O presidente disse que o governo quer mirar o “andar de cima” da corrupção.
“Mas o que nós queremos, na verdade, é chegar no andar de cima da corrupção. O que nós queremos é chegar aos magnatas da corrupção que não moram na favela. Eu disse para o Trump: se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder jogar para combater”, disse o presidente.
“E você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí. Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles”.