Ex-ministro afirma que irregularidades cresceram entre 2019 e 2024, diz que Galípolo conteve crise e critica PowerPoint que tentou envolver o presidente
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a expansão do Banco Master — investigado por uma das maiores fraudes financeiras da história do país — ocorreu durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. Em entrevista ao programa Boa Noite 247, exibido na última terça-feira (24), Haddad também denunciou tentativas de uso político do caso e classificou como “indefensável” o PowerPoint da Globonews que tentou associar o presidente Lula e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao escândalo.
Haddad explicou que, após uma negativa inicial no início de 2019, o Banco Master passou a receber autorizações que permitiram sua rápida expansão no mercado financeiro ainda naquele ano, já sob a presidência de Roberto Campos Neto. “Começa uma escalada do Banco Master a partir de uma série de autorizações para atuar de forma mais ampla e adquirir instituições financeiras, o que fez o banco dobrar de tamanho até atingir um passivo de R$ 80 bilhões”, declarou.

