quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VÍDEO – Médico detalha estado de saúde de Bolsonaro após exames


O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de policial durante ida ao hospital DF Star nesta quarta (7). Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e não sofreu apenas uma queda da cama, segundo o médico cardiologista Brasil Caiado. Ele retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após realizar exames no hospital DF Star nesta quarta (7).

“Não foi apenas uma queda da cama. Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, explicou.

O profissional disse que o ex-presidente tem apresentado quadros de “tontura, desequilíbrio e oscilação da memória” nos últimos dias. “Penso, neste momento, que temos que fazer um acompanhamento juntos, compartilhado”, prosseguiu.

De acordo com o cardiologista, os exames realizados apontaram lesões compatíveis com traumatismo craniano leve. “Em relação aos exames feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando um traumatismo craniano leve”, disse.


Na véspera, o médico Claudio Birolini já havia relatado um “traumatismo cranioencefálico leve”.

A ida de Bolsonaro ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório da Polícia Federal enviado à Corte havia indicado que o ex-presidente estava orientado e sem sinais de déficit neurológico após a queda ocorrida na unidade prisional.

Segundo os médicos, as quedas são motivo de preocupação em razão da idade de Bolsonaro, que tem 70 anos. “Alertamos quanto a esse risco de queda”, afirmou Birolini.

A Polícia Federal informou que Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após bater a cabeça durante a madrugada. A lesão só foi identificada horas depois, durante a checagem de rotina feita por policiais penais, quando foi notado um arranhão na testa. Mesmo dispensando atendimento, a equipe médica da PF foi acionada por procedimento padrão e recomendou apenas observação.

Fonte: DCM

PF diz ao STF que barulho na prisão de Bolsonaro não pode ser resolvido pontualmente

A defesa do ex-mandatário reclamou do ruído no sistema de ar-condicionado onde ele está preso

O senador Flávio Bolsonaro observa o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Aeroporto Internacional de Brasília - 25/11/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Federal (PF) prestou esclarecimentos nesta quarta-feira (7) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para informar que não é possível "reduzir significativamente", com "medidas simples ou pontuais" o ruído no sistema de ar-condicionado do local em que Jair Bolsonaro (PL) está preso por tentativa de golpe.

O magistrado havia fixado, na última segunda (5), um prazo de cinco dias para que a corporação apresentasse um relatório sobre a situação. O relato foi publicado no Portal G1.

O STF condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. Em pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-mandatário disse que, por conta dos ruídos, o local da prisão "não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde".

O delegado federal Maurício Rocha da Silva assinou o pedido encaminhado ao STF. O investigador afirmou que a sala de Estado-Maior – onde está o político do PL – fica perto de áreas técnicas usadas para a instalação e para o funcionamento do sistema de climatização do edifício.

"Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional", afirmou a PF.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Regional de Saúde inicia campanha para prevenir diarreia aguda no verão


     Higiene das mãos é indispensável para evitar a diarreia aguda no verão (Foto: Divulgação)

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana iniciou hoje (7) uma campanha de orientação e prevenção em relação aos casos de doença diarreica aguda, que apresenta um número maior de casos no verão. O diretor da RS, Paulo Vital, informa que estão sendo entregues folders com orientações pontuais às secretarias de saúde dos 17 municípios da região.

“O foco da Secretaria de Estado da Saúde é levar informações precisas para orientação e prevenção de casos de diarreia aguda, que são mais comuns no verão. E, ao mesmo tempo, como deve ser o tratamento, principalmente, dos casos mais graves”, explica Vital.

A diarreia é a diminuição da consistência das fezes e aumento do número de evacuações. Pode ter muco e sangue nas fezes, acompanhado de náusea, vômito, febre e dor abdominal. A principal via de transmissão é a fecal-oral, ou seja, os microrganismos das fezes vão para a boca. Acontece quando as mãos não são higienizadas após evacuação e contaminam alimentos, objetos e outras pessoas.

Cacilda Maria do Prado, chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica da 16ª Regional de Saúde, informa que a contaminação também pode ser transmitida quando uma pessoa que está com diarreia e prepara os alimentos sem os devidos cuidados com a higiene das mãos e dos alimentos, ou ainda, usando água não potável (imprópria para consumo humano).

“Caso tenha diarreia, vômito, náuseas, dor abdominal, febre, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde. Também é preciso ficar atento aos sinais ou sintomas mais graves, tais como pele e boca secas, muita sede ou se não consegue beber líquidos e apresentar mal-estar intenso. A atenção deve ser mais rigorosa com as crianças, idosos, gestantes e imunocomprometidos”, alerta Cacilda.

COMO SE PREVENIR

Para evitar a diarreia aguda é indispensável lavar frequentemente as mãos com água e sabão e manter limpos
objetos de uso pessoal. Certifique-se também de lavar as mãos das crianças e idosos sempre antes das refeições e após usar o banheiro.

• Mantenha cuidado no preparo de alimentos e higienize os alimentos crus.

• Evite a contaminação cruzada, que ocorre quando microrganismos são transferidos para o alimento por meio das mãos ou superfícies contaminadas ou ainda, de um alimento cru para outro pronto para consumo (cozidos, por exemplo).

• Use apenas água potável ou tratada para consumo e na preparação de refeições.

• Evite contato com outras pessoas, caso apresente sintomas de diarreia. Fique em casa, faça repouso e siga as orientações do profissional de saúde.

Fonte: Assessoria

Brasil não se furtará a apoiar saúde da Venezuela, diz Padilha

Ministro da Saúde afirma que ajuda não compromete o SUS e descarta hospital de campanha em Roraima

O ministro Alexandre Padilha (Saúde), durante entrevista para falar sobre os casos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, agora concentradas no estado de São Paulo, devem transcender os limites do estado (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil prestará apoio ao sistema de saúde da Venezuela diante da crise resultante do ataque estadunidense que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, a ajuda será feita com o envio de insumos e medicamentos, sem prejuízo ao atendimento da população brasileira pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha também descartou a instalação de hospitais de campanha na região de fronteira com Roraima, avaliando que a estrutura atual é suficiente para atender eventuais demandas adicionais. As informações são da Folha de São Paulo.

⊛ Ajuda humanitária sem impacto no SUS

Padilha ressaltou que o apoio brasileiro não comprometerá os serviços de saúde no país. “A gente não vai se furtar enquanto Ministério da Saúde em ajudar um país vizinho, o povo de um país vizinho numa situação como essa, ainda mais quando essa ajuda, que é com insumos e produtos, não afeta em nada o atendimento no SUS aqui no nosso país”, afirmou. Segundo o ministro, a cooperação humanitária ocorre em um contexto de responsabilidade regional e solidariedade, sem comprometer os recursos destinados à população brasileira.

⊛ Fronteira preparada, sem hospital de campanha

O ministro explicou que, até o momento, não houve aumento significativo no fluxo migratório que justificasse medidas emergenciais mais amplas. Ainda assim, o Ministério da Saúde mantém planos de contingência prontos para serem acionados, caso necessário.

“Identificamos que se for necessário qualquer tipo de ampliação da estrutura é possível fazer nessa estrutura do hospital de Pacaraima (RR). A gente não precisaria montar um hospital de campanha adicional lá, em Pacaraima. É possível só levar equipamentos, ampliação. Então tem esse diagnóstico que tá feito. Fizemos todo o plano de contingência, estamos preparados”, declarou Padilha.

⊛ Apoio internacional e envio de medicamentos

De acordo com o ministro, as operações militares recentes dos Estados Unidos contra a Venezuela resultaram na destruição de um centro de distribuição de medicamentos e de uma unidade de tratamento de pacientes renais. Diante desse cenário, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) solicitou apoio ao governo brasileiro.

Padilha confirmou que o Brasil enviará insumos e medicamentos, especialmente para pacientes que necessitam de diálise, tratamento essencial para pessoas com comprometimento da função renal.

⊛ Críticas aos ataques e defesa da paz

No sábado (3), data dos ataques estadunidenses ao território venezuelano, o ministro manifestou repúdio às ações militares e alertou para os impactos diretos sobre os sistemas de saúde da região. Em publicação nas redes sociais, Padilha destacou os efeitos humanitários dos conflitos armados.

“Sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, escreveu. “Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde.”

Segundo o Ministério da Saúde, estados brasileiros que fazem fronteira com a Venezuela, como Amazonas e Roraima, já sentem reflexos da crise, o que reforça a importância da cooperação regional e da atuação preventiva do SUS.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Itaipu reforça modicidade tarifária com investimento de R$ 1,5 bilhão em 2026

Investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão busca preservar modicidade tarifária e reforça competitividade da usina no mercado regulado

       Usina de Itaipu (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

A Itaipu Binacional anunciou que realizará, ao longo de 2026, um aporte de aproximadamente US$ 285 milhões — o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão — com o objetivo de manter inalterado o valor da tarifa de repasse de energia aos consumidores do mercado regulado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A medida assegura a continuidade do preço praticado desde 2024.

Com a decisão, a tarifa de repasse seguirá fixada em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026. O valor consolida a usina como uma das fontes de energia mais competitivas do país e reforça seu papel na política de modicidade tarifária, com impacto direto na redução dos custos para os consumidores.

Até 2021, a tarifa da energia de Itaipu manteve-se estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, possibilitou uma redução significativa do valor cobrado, inicialmente de 27,4%. No período entre 2024 e 2026, a tarifa foi estabelecida em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de aproximadamente 36,6% em relação ao patamar anterior.

O diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone, destacou o caráter estratégico da empresa para o país. “Os resultados demonstram que Itaipu é muito mais do que uma usina: é um instrumento estratégico do Estado brasileiro para garantir energia limpa, segurança operativa, tarifas justas e alívio concreto no bolso do cidadão”, afirmou.

Em 2025, o custo da energia fornecida por Itaipu alcançou R$ 221,30 por megawatt-hora (MWh), posicionando-se abaixo do valor das usinas enquadradas no regime de cotas definido pela Lei nº 12.783/2013, fixado em R$ 222,59 por MWh. O preço também ficou significativamente inferior ao custo médio do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) no mesmo ano, de R$ 307,29 por MWh, e ao valor médio projetado para 2026, estimado em R$ 342,71 por MWh.

A competitividade é ainda mais evidente quando comparada aos contratos firmados em leilões de energia realizados na última década. Em 2025, o custo da energia de Itaipu ficou 33,5% abaixo da média desses leilões, que atingiu R$ 362,20 por MWh, reforçando a previsibilidade e a estabilidade do portfólio das distribuidoras.

Além do fator preço, Itaipu exerce papel central na estabilidade do Sistema Elétrico Brasileiro. A usina gera energia próxima ao principal centro consumidor do país, o Sudeste, contribuindo para o equilíbrio do sistema em um cenário de forte expansão das fontes solar e eólica, mais concentradas nas regiões Norte e Nordeste.

Com o crescimento dessas fontes intermitentes, Itaipu passou a ter função ainda mais relevante na garantia da segurança energética. A usina consegue elevar rapidamente sua geração nos horários de maior demanda, especialmente no fim da tarde, quando a produção solar diminui, evitando oscilações e assegurando o fornecimento contínuo de energia para residências, comércio e indústria.

A definição da tarifa a partir de 2027 dependerá de entendimento entre Brasil e Paraguai, conforme previsto no Tratado de Itaipu. As negociações para a revisão do Anexo C do acordo estão em andamento, e qualquer alteração futura somente poderá ser implementada mediante consenso entre os dois governos.

Reconhecida como líder mundial em geração de energia limpa e renovável, a Itaipu Binacional acumula uma produção de 3,1 bilhões de megawatts-hora. Atualmente, responde por cerca de 7% da eletricidade consumida no Brasil e por aproximadamente 78% do consumo total do Paraguai.

Fonte: Brasil 247

Dilma diz que ‘SUS Inteligente’ é marco histórico para o Brasil e para o Banco dos BRICS

“Esse hospital inteligente é uma parceria Brasil-BRICS”, destacou Dilma Rousseff

      Dilma Rousseff (Foto: Brasil 247)

 A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (7), em Brasília, que a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS) representa um marco histórico tanto para o Brasil quanto para o Banco dos BRICS. A declaração foi feita durante o evento oficial de anúncio da iniciativa, que prevê a incorporação intensiva de inteligência artificial, tecnologias digitais e medicina de alta precisão na rede pública de saúde.

No discurso, Dilma destacou que o projeto simboliza uma mudança profunda na atuação do banco multilateral em relação ao Brasil. Segundo ela, o país passou a ocupar um papel central na estratégia do NDB, tanto em volume de recursos quanto na relevância dos projetos financiados. As declarações foram feitas durante a cerimônia de lançamento da rede de hospitais inteligentes do SUS, realizada pelo governo federal.

“É uma grande honra participar dessa cerimônia. Ela marca um momento histórico para o banco e para o Brasil. O banco não tinha a prática de financiar projetos no Brasil. O Brasil não era o país que recebia o maior número de recursos”, afirmou Dilma Rousseff. A presidente do NDB ressaltou que, nos últimos três anos, houve um esforço deliberado para elevar a qualidade e o impacto dos projetos financiados no país. “Fizemos um grande esforço para mudar a qualidade dos projetos financiados no Brasil”, disse.

Dilma também enfatizou o alcance internacional da iniciativa, que, segundo ela, vai além do território brasileiro. “Acredito que vamos dar uma contribuição, não só para o Brasil, com esse projeto do hospital inteligente, mas para todos os países BRICS e da América Latina. E para todos os países do mundo que se interessarem por esse projeto”, declarou.

O financiamento anunciado para o projeto inclui um aporte de US$ 320 milhões, com prazo de pagamento de 30 anos, destinado à implantação do hospital inteligente que integra a rede. Dilma destacou ainda que o banco atuou para viabilizar recursos adicionais a fundo perdido, obtidos junto a instituições financeiras dos BRICS, com destaque para a cooperação com a China.

No discurso, a presidente do NDB ressaltou a importância estratégica da parceria internacional, especialmente com China e Índia. “Quero destacar que dois países são muito importantes para a estruturação desse projeto: China e Índia. Cada um pela sua capacitação e pela sua generosidade em compartilhar essas tecnologias conosco”, afirmou. Para Dilma, a experiência desses países na área da saúde foi decisiva para o desenho do modelo adotado. “São países que têm grandes experiências na área da saúde e, por isso, esse hospital inteligente é uma parceria Brasil-BRICS, Brasil-China-Índia, fundamentalmente”, acrescentou.

Ao contextualizar a iniciativa, Dilma Rousseff destacou que o projeto ultrapassa o investimento em infraestrutura hospitalar e se insere no papel estratégico do banco como agente de desenvolvimento. “Nosso banco é um banco multilateral, que tem por objetivo o desenvolvimento. Desenvolvimento hoje significa necessariamente acesso à tecnologia”, afirmou. Segundo ela, a proposta dialoga diretamente com as transformações tecnológicas globais, especialmente nas áreas de inteligência artificial, biotecnologia, saúde de precisão e digitalização.

“Como vamos participar dessa nova onda tecnológico-industrial que se caracteriza fundamentalmente pela inteligência artificial de um lado e pela saúde de outro?”, questionou Dilma, ao defender a integração entre inovação tecnológica e políticas públicas de saúde. “É combinar a vida e a inteligência, como as duas forças que mudarão a estrutura tecnológica do mundo”, disse.

A presidente do NDB também alertou para os riscos de o país ficar para trás na corrida tecnológica global e destacou a importância da cooperação internacional para reduzir essa distância. “Sem cooperação internacional é muito difícil fazer o que se chama de catch-up, de como você chega no mesmo momento dos países avançados”, afirmou. Segundo ela, o hospital inteligente cumpre justamente essa função estratégica de inserção do Brasil nas fronteiras mais avançadas da tecnologia em saúde.

A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS foi anunciada pelo governo federal com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. A iniciativa prevê o uso de inteligência artificial desde a triagem de pacientes, com o objetivo de acelerar diagnósticos e tornar os atendimentos mais precisos. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em emergências, com base em protocolos digitais e monitoramento contínuo.

O projeto inclui ainda a ampliação da telemedicina, ambulâncias equipadas com tecnologia 5G para transmissão em tempo real de dados clínicos, cirurgias robóticas e sistemas de apoio à decisão médica capazes de prever o agravamento de quadros clínicos. A proposta também aposta em uma estrutura totalmente digital, integrando equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados, além de promover a troca permanente de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões do país.

Na primeira fase, a rede contará com 14 Unidades de Terapia Intensiva automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil, com início de operação previsto ainda para este ano. O centro do projeto será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com início das operações programado para 2027.

O ITMI-Brasil deverá atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com 800 leitos, incluindo emergências, UTIs, enfermarias e 25 salas cirúrgicas. O financiamento do instituto envolve um aporte de R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Novo Banco de Desenvolvimento, além de um investimento adicional de R$ 1,1 bilhão do governo federal para a modernização de hospitais do SUS, reforçando a cooperação internacional e a aposta do país em inovação tecnológica na saúde pública.

Fonte: Brasil 247

Wajngarten demonstra entusiasmo com convite para vice de Aldo Rebelo

Ex-ministro afirma estar disposto a integrar chapa presidencial e destaca experiência política de Aldo Rebelo

        Fabio Wajngarten (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro das Comunicações Fábio Wajngarten reagiu de forma positiva ao convite para compor, como vice-presidente, a possível candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República neste ano. Em entrevista a Paulo Cappelli, do Metrópoles, Wajngarten afirmou estar motivado para assumir o desafio e ressaltou afinidade com o projeto apresentado. “Entusiasmado e disposto, com foco absoluto em recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento. Aldo tem vasta experiência política, presidiu a Câmara, conhece valores conservadores e é completamente promotor e protetor de um Brasil forte e para frente”, declarou.

A iniciativa de convidar Wajngarten partiu, segundo Aldo Rebelo, de conversas com um grupo de empresários que enxergou no ex-ministro um nome capaz de fortalecer a candidatura junto ao eleitorado conservador. O ex-ministro da Defesa contou que recebeu a sugestão de forma favorável e decidiu comunicá-la diretamente ao possível companheiro de chapa. “Depois dessas conversas, informei ao Fábio que tinha recebido com simpatia essas sugestões. Alguns amigos são comuns, e ele recebeu com muito entusiasmo”, relatou Aldo.

De acordo com Rebelo, a proposta política da campanha será organizada em torno de quatro eixos centrais, chamados de “Rs”: retomada do desenvolvimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de segurança pública e de defesa nacional. A estratégia busca apresentar uma plataforma estruturada e com foco em temas considerados prioritários para o país.

Aldo Rebelo pretende lançar oficialmente sua candidatura pelo Partido Democracia Cristo. A filiação à legenda está marcada para 31 de janeiro, em um evento previsto para ocorrer na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, passo que deve consolidar sua entrada na disputa presidencial.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Alessandro Vieira aciona PGR contra ministro do TCU por decisões sobre Banco Master

Senador aponta possível abuso de autoridade em decisões do ministro do TCU Jhonatan de Jesus sobre a liquidação do Banco Master

      O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - 17/12/2025 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quarta-feira (7) uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de investigação contra o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido se baseia em suspeitas de abuso de autoridade na condução de atos relacionados ao processo que envolveu o Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central. Além da apuração, o parlamentar requer que sejam suspensas de forma imediata as determinações do TCU relacionadas ao caso. As informações são do Estadão Conteúdo.

◎ Pedido à PGR mira atuação do TCU

Na representação, Alessandro Vieira questiona a legitimidade da atuação do Tribunal de Contas no episódio. Segundo o senador, as medidas adotadas pelo TCU interferem em atribuições que seriam exclusivas do Banco Central (BC), responsável pela supervisão e pela eventual liquidação de instituições financeiras.

◎ Despacho do TCU levantou suspeitas sobre decisão do BC

O caso ganhou novo capítulo em dezembro do ano passado, quando o ministro Jhonatan de Jesus expediu um despacho no qual levantou dúvidas sobre a decisão do BC de liquidar o Banco Master. No documento, o ministro indicou que a medida poderia ter sido precipitada, apesar das acusações de fraude que envolvem o controlador do banco, Daniel Vorcaro.

Na mesma decisão, Jhonatan de Jesus determinou a realização de uma inspeção presencial por auditores do TCU, com o objetivo de avaliar os critérios adotados pelo Banco Central. O despacho também apontou para a possibilidade de adoção de medidas cautelares que poderiam impedir a venda de ativos do Banco Master.

◎ Senador aponta invasão de competência do Banco Central

Para Alessandro Vieira, a fiscalização exercida pelo Tribunal de Contas nesse contexto é inconstitucional. O senador sustenta que o Banco Central detém “competência técnica exclusiva” para decretar a liquidação de entidades financeiras.

No caso do Banco Master, a autoridade monetária justificou a medida com base na inviabilidade econômico-financeira da instituição, na existência de gestão temerária e em passivos sem cobertura, fatores que, segundo o Banco Central, comprometiam a segurança dos depositantes e a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Lula veta projeto de Derrite sobre idade em concursos policiais

A proposta, de autoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), foi considerada inconstitucional e contrária ao interesse público

Brasília (DF) - 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei que unificaria o limite de idade para as carreiras de policial e bombeiro militar em 35 anos, ou 40 para oficiais especializados. A proposta, de autoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), foi considerada inconstitucional e contrária ao interesse público. A Justiça e a Advocacia-Geral da União (AGU) aconselharam o veto. Aprovada pelo Senado, a proposta aguarda análise do Congresso.

De acordo com o projeto, 35 anos seria a idade máxima para ingresso de oficiais e praças, e em 40 anos para oficiais médicos, de saúde ou com outras especializações. O critério etário atualmente em vigor varia conforme a legislação de cada estado, geralmente dentro da faixa entre 25 e 35 anos.

O Planalto afirmou, no Diário Oficial da União (DOU), que a decisão pelo veto foi consequência das manifestações feitas pelo Ministério da Justiça e pela AGU.

Senadores e deputados federais analisarão o tema em sessão conjunta.

Fonte: Brasil 247

Após exames, Bolsonaro deixa hospital e retorna à cela na PF

Ex-mandatário realizou exames de tomografia e ressonância após queda e voltou à custódia por decisão do STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Jair Bolsonaro (PL) deixou no início da tarde desta quarta-feira (7) o hospital DF Star, em Brasília, após ser submetido a uma série de exames médicos, e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde permanece preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os exames foram autorizados judicialmente após a apresentação de documentação médica pela defesa do ex-mandatário ao ministro do STF Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Globo.

◎ Exames médicos após queda na prisão

Bolsonaro permaneceu cerca de cinco horas no hospital, onde realizou tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e um eletroencefalograma. Os exames foram solicitados após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira, ocorrida dentro das instalações da Polícia Federal em Brasília.

De acordo com informações da própria corporação, um relatório médico elaborado anteriormente indicava que o ex-mandatário estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O documento apontava apenas lesões superficiais e leve desequilíbrio ao permanecer em pé.

◎ Autorização judicial para deslocamento hospitalar

A realização dos exames fora da unidade prisional foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido formal da defesa e a entrega de laudos médicos ao Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, o magistrado avaliou que não havia necessidade de remoção imediata, mas liberou o deslocamento após a análise da documentação apresentada. Todo o transporte e o esquema de segurança foram executados pela Polícia Federal, conforme estabelecido na decisão judicial.

◎ Retorno à custódia da Polícia Federal

Durante a permanência no hospital, Bolsonaro esteve acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Parlamentares aliados, como os deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF), além de apoiadores, também estiveram no local.

Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A condenação foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, conforme decisão da Corte.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Michelle quer esclarecimentos da PF sobre queda de Bolsonaro em cela


    O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta terça (6) que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitará à Polícia Federal um relatório detalhado sobre o acidente ocorrido em sua cela. Segundo ela, o objetivo é entender por quanto tempo ele permaneceu desacordado após a queda, antes de ser encontrado por agentes da PF.

Michelle afirmou à imprensa que deseja saber a hora exata em que o quarto foi aberto e o ex-presidente foi localizado caído no chão, após o traumatismo leve que ele sofreu. “Não sabemos por quanto tempo ele ficou desacordado. Estamos solicitando o relatório para saber que horas o quarto foi aberto”, disse.

De acordo com o médico da Polícia Federal, Bolsonaro sofreu ferimentos leves, incluindo um pequeno corte na região da bochecha, mas não houve necessidade de atendimento hospitalar. O laudo da corporação indicou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficits neurológicos, com a motricidade e sensibilidade preservadas.

“Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”, diz o documento.

Michelle Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília. Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles
O médico confirmou que o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve estava correto. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a remoção imediata de Bolsonaro para o hospital DF Star, com base no relatório da PF, que não indicava a necessidade de internação.

Moraes também determinou que fosse anexado ao processo o laudo médico da Polícia Federal e que a defesa do ex-presidente indicasse quais exames julgava necessários, para que fossem realizados no sistema penitenciário, onde Bolsonaro se encontra preso.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pela Primeira Turma do STF, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula em 2022. A sentença foi proferida após o ex-presidente já ter sido preso por descumprir cautelares. Bolsonaro começou a cumprir sua pena definitiva em 25 de novembro de 2025, quando a condenação transitou em julgado.

Durante o final do ano, Bolsonaro foi internado no hospital DF Star para tratar de hérnias e soluços, passando por procedimentos cirúrgicos. Após o tratamento, ele retornou à prisão em regime fechado, onde permanece sob vigilância.

Fonte: DCM

Hacker Delgatti é transferido do “presídio dos famosos” para outra prisão


                     O hacker Walter Delgatti Neto. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Walter Delgatti Neto, o hacker condenado pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ambas localizadas no interior de São Paulo. Ele cumpria pena há quase 3 anos e chegou ao local em fevereiro do ano passado.

Sua transferência ocorreu em dezembro, juntamente com outros detentos. A Penitenciária II de Potim, onde ele foi realocado, já havia registrado um motim no ano anterior, que resultou em ferimentos em três presos. O hacker, que cumpre pena em regime fechado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ em janeiro de 2023.

O objetivo da invasão, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), era desestabilizar o Judiciário e questionar a legitimidade das eleições de 2022. Além de inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, Delgatti foi condenado também por outros crimes relacionados à operação de hackeamento.

Antes de ser condenado pela invasão do CNJ, Delgatti já enfrentava uma condenação de 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas, uma sentença vinculada à Operação Spoofing. Ele ainda responde em liberdade a este caso, já que recursos estão pendentes na Justiça Federal de Brasília, na segunda instância.

Por sua atuação como hacker, Delgatti foi considerado um dos principais responsáveis por vazar informações de investigações da Operação Lava Jato.

Walter Delgatti Neto e Carla Zambelli. Foto: Reprodução
Além de Delgatti, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi condenada pela mesma invasão ao sistema do CNJ. Ela foi considerada pela PGR a mentora do crime e, como resultado, perdeu o mandato e recebeu uma sentença de 10 anos de prisão.

O nome de Zambelli foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol, o que facilita sua busca internacional. Sua condenação foi reforçada pelos argumentos da PGR, que alegaram que ela desempenhou um papel fundamental na articulação do ataque ao CNJ.

Fonte: DCM

Lula, Dilma e Padilha anunciam Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS

Projeto prevê UTIs automatizadas, telemedicina e investimentos bilionários para modernizar o SUS em todas as regiões do país

         Padilha, Dilma e Lula (Foto: Reprodução Canal Gov)

O governo federal anunciou a criação de uma Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em medicina de alta precisão, uso intensivo de inteligência artificial e incorporação de tecnologias avançadas para acelerar diagnósticos e atendimentos. A iniciativa é apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff. As informações são do G1.

A proposta prevê a adoção de inteligência artificial já na triagem dos pacientes, tornando o processo mais rápido e preciso, além da ampliação do uso da telemedicina para facilitar o acesso a especialistas. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em atendimentos emergenciais, com base em protocolos digitais e monitoramento contínuo dos pacientes.

A rede também incluirá ambulâncias equipadas com tecnologia 5G, capazes de transmitir em tempo real dados como batimentos cardíacos, pressão arterial e outros sinais vitais. Esses recursos permitirão que as equipes médicas iniciem a avaliação clínica ainda durante o deslocamento do paciente, integrando informações entre unidades de saúde e centros de referência. O projeto contempla ainda cirurgias robóticas, medicina de precisão e sistemas capazes de apoiar a tomada de decisões clínicas e a previsão de agravamento de quadros médicos.

Outro eixo central da iniciativa é a criação de uma estrutura totalmente digital, com integração entre equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados. A proposta também prevê a troca permanente de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões do país, conectados a uma central nacional de pesquisa e inovação voltada ao desenvolvimento de novas soluções para o SUS.

A Rede Nacional de Serviços Inteligentes contará, em sua primeira fase, com 14 Unidades de Terapia Intensiva automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil. As UTIs funcionarão em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde em parceria com gestores estaduais, nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A previsão é que os primeiros serviços comecem a operar ainda neste ano.

No centro do projeto está o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A unidade deverá atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com uma estrutura robusta, incluindo 800 leitos destinados a emergências de adultos e crianças, nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. Do total, estão previstos 250 leitos de emergência, 350 de UTI, 200 de enfermaria e 25 salas cirúrgicas. O início das operações do instituto está programado para 2027.

O financiamento do ITMI-Brasil será viabilizado por meio de uma articulação do Ministério da Saúde com países do Brics. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do bloco, aprovou um aporte de R$ 1,7 bilhão para a implantação do instituto, reforçando a cooperação internacional em projetos estratégicos para o sistema público de saúde brasileiro.

Além desse investimento, o governo federal anunciou um recurso adicional de R$ 1,1 bilhão destinado à compra de equipamentos e ao custeio de unidades hospitalares do SUS. O montante será utilizado na modernização de oito hospitais de excelência, com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores. Entre as unidades contempladas estão os Hospitais Federais do Rio de Janeiro ligados à UFRJ e à UniRio, o Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, e o novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Brasil supera os EUA e se torna maior produtor de carne bovina

Avanços em produtividade, confinamento e genética impulsionam o país e mudam o equilíbrio do mercado mundial de carne

Funcionário carrega pedaços de carne em açougue de São Paulo 10/10/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Marcos Brindicci - Reuters)

O Brasil alcançou uma posição inédita no mercado global de proteínas animais ao ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. Estimativas de mercado indicam que o desempenho brasileiro em 2025 superou as projeções iniciais em centenas de milhares de toneladas, contribuindo para aliviar a oferta global e conter pressões mais intensas sobre os preços internacionais da carne. As informações são da Folha de São Paulo.

O país já ocupava a liderança nas exportações do setor. Dados oficiais do governo mostram que os embarques brasileiros de carne bovina alcançaram quase US$ 17 bilhões em 2025, consolidando o Brasil como principal fornecedor global, mesmo antes da divulgação oficial dos números finais de produção, prevista apenas para fevereiro.

O avanço brasileiro ocorre em um contexto de forte demanda externa, especialmente de mercados como China e Estados Unidos, onde a oferta restrita elevou os preços a patamares recordes. Diante desse cenário, produtores nacionais intensificaram o envio de animais para abate. Tradicionalmente, ciclos de abate elevados levam a períodos posteriores de retração produtiva, mas especialistas avaliam que ganhos estruturais no Brasil podem evitar esse movimento.

Um dos fatores centrais é a aceleração da produtividade nas fazendas. Técnicas mais eficientes de inseminação, engorda intensiva e redução da idade de abate vêm transformando o sistema produtivo. “Há dez anos, a idade média do gado abatido no Brasil era de cinco anos. Agora é de 36 meses e está indo rapidamente para 24 [meses]”, afirmou Vinicius Barbosa, gerente comercial responsável por dezenas de milhares de cabeças de gado no confinamento da CMA, em Barretos, no interior de São Paulo.

Segundo Mauricio Nogueira, diretor da consultoria pecuária Athenagro, a produção brasileira em 2025 cresceu 4%, contrariando sua projeção inicial de queda de 2,7%. O aumento, estimado em cerca de 800 mil toneladas, equivale aproximadamente a todo o volume exportado anualmente pela Argentina, o quinto maior exportador mundial de carne bovina. O Rabobank, que previa retração, passou a projetar crescimento de 0,5%, elevando a produção brasileira para 12,5 milhões de toneladas em peso equivalente em carcaça.

Revisões semelhantes foram feitas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que em dezembro ampliou sua estimativa para a produção brasileira em 450 mil toneladas, alcançando 12,35 milhões. Caso os números de mercado se confirmem, 2025 marcará o primeiro ano em que o Brasil superará os Estados Unidos, cuja produção recuou 3,9%, para 11,8 milhões de toneladas, após sucessivos anos de seca.

Enquanto o USDA projeta nova queda da produção norte-americana em 2026, para 11,7 milhões de toneladas, o debate no Brasil gira em torno da capacidade de sustentar ou até ampliar o volume produzido. Nogueira avalia que os ganhos de eficiência podem adicionar cerca de 300 mil toneladas extras à produção nacional, mesmo diante de previsões oficiais mais conservadoras.

O crescimento do confinamento é outro vetor relevante. De acordo com a Scot Consultoria, quase 28% do gado abatido no Brasil será engordado em confinamento até 2027, ante 22% em 2025. “O confinamento faz em 100 dias o que levaria 18 a 24 meses a pasto”, explicou Barbosa, ao destacar que a unidade da CMA em Barretos deve processar 80 mil bovinos em 2026, acima dos 65 mil do ano anterior.

A expansão do etanol de milho também tem impacto direto na pecuária. O setor gera grãos secos de destilaria, um subproduto com maior teor proteico que acelera a engorda dos animais. Paralelamente, a adoção de técnicas reprodutivas mais eficientes vem elevando a taxa de prenhez. A Scot Consultoria projeta que esse índice alcance 54% em 2027, frente aos 50% esperados para 2026.

Analistas ressaltam ainda o papel do aprimoramento genético, que contribui para maior ganho de peso e melhora da qualidade da carne. Apesar dos avanços, o Brasil ainda está distante de padrões observados em outros países: cerca de 90% do gado passa por confinamento nos Estados Unidos, enquanto na Austrália o índice é de 40%.

Com um rebanho estimado em 238 milhões de cabeças, mais que o dobro dos 94 milhões dos Estados Unidos, o Brasil tem espaço para expandir a produção sem necessidade de ampliar áreas de pastagem. Esse fator é visto como estratégico para reduzir pressões econômicas associadas ao desmatamento. Projeções da Abiec indicam que, entre 2024 e 2034, o rebanho brasileiro deve crescer apenas 4%, enquanto a produção de carne pode avançar 24%.

No cenário internacional, a capacidade brasileira de manter sua produção será determinante para os preços globais. O USDA prevê que, em 2026, a produção combinada dos seis maiores produtores —Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Austrália— caia 2,4%, a maior retração anual em décadas. Caso as estimativas mais otimistas para o Brasil se confirmem, essa queda poderia ser quase neutralizada.

A demanda internacional segue aquecida. “Nunca houve tanta demanda internacional por carne bovina brasileira”, afirmou Guilherme Jank, analista da Datagro. Segundo ele, frigoríficos ampliaram a capacidade produtiva para atender ao mercado. “Estamos testemunhando em primeira mão uma mudança significativa na forma como o sistema de fornecimento de carne bovina funciona no Brasil, em termos de qualidade, escala, eficiência e produtividade”, disse.

Fonte: Brasil 247