quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VÍDEO – Médico detalha estado de saúde de Bolsonaro após exames


O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de policial durante ida ao hospital DF Star nesta quarta (7). Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e não sofreu apenas uma queda da cama, segundo o médico cardiologista Brasil Caiado. Ele retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após realizar exames no hospital DF Star nesta quarta (7).

“Não foi apenas uma queda da cama. Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, explicou.

O profissional disse que o ex-presidente tem apresentado quadros de “tontura, desequilíbrio e oscilação da memória” nos últimos dias. “Penso, neste momento, que temos que fazer um acompanhamento juntos, compartilhado”, prosseguiu.

De acordo com o cardiologista, os exames realizados apontaram lesões compatíveis com traumatismo craniano leve. “Em relação aos exames feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando um traumatismo craniano leve”, disse.


Na véspera, o médico Claudio Birolini já havia relatado um “traumatismo cranioencefálico leve”.

A ida de Bolsonaro ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório da Polícia Federal enviado à Corte havia indicado que o ex-presidente estava orientado e sem sinais de déficit neurológico após a queda ocorrida na unidade prisional.

Segundo os médicos, as quedas são motivo de preocupação em razão da idade de Bolsonaro, que tem 70 anos. “Alertamos quanto a esse risco de queda”, afirmou Birolini.

A Polícia Federal informou que Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após bater a cabeça durante a madrugada. A lesão só foi identificada horas depois, durante a checagem de rotina feita por policiais penais, quando foi notado um arranhão na testa. Mesmo dispensando atendimento, a equipe médica da PF foi acionada por procedimento padrão e recomendou apenas observação.

Fonte: DCM

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