quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Hacker Delgatti é transferido do “presídio dos famosos” para outra prisão


                     O hacker Walter Delgatti Neto. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Walter Delgatti Neto, o hacker condenado pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ambas localizadas no interior de São Paulo. Ele cumpria pena há quase 3 anos e chegou ao local em fevereiro do ano passado.

Sua transferência ocorreu em dezembro, juntamente com outros detentos. A Penitenciária II de Potim, onde ele foi realocado, já havia registrado um motim no ano anterior, que resultou em ferimentos em três presos. O hacker, que cumpre pena em regime fechado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ em janeiro de 2023.

O objetivo da invasão, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), era desestabilizar o Judiciário e questionar a legitimidade das eleições de 2022. Além de inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, Delgatti foi condenado também por outros crimes relacionados à operação de hackeamento.

Antes de ser condenado pela invasão do CNJ, Delgatti já enfrentava uma condenação de 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas, uma sentença vinculada à Operação Spoofing. Ele ainda responde em liberdade a este caso, já que recursos estão pendentes na Justiça Federal de Brasília, na segunda instância.

Por sua atuação como hacker, Delgatti foi considerado um dos principais responsáveis por vazar informações de investigações da Operação Lava Jato.

Walter Delgatti Neto e Carla Zambelli. Foto: Reprodução
Além de Delgatti, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi condenada pela mesma invasão ao sistema do CNJ. Ela foi considerada pela PGR a mentora do crime e, como resultado, perdeu o mandato e recebeu uma sentença de 10 anos de prisão.

O nome de Zambelli foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol, o que facilita sua busca internacional. Sua condenação foi reforçada pelos argumentos da PGR, que alegaram que ela desempenhou um papel fundamental na articulação do ataque ao CNJ.

Fonte: DCM

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