terça-feira, 23 de abril de 2024

Recessão na Argentina chega a 10% na venda de produtos essenciais e alcança todos os setores (Veja vídeo)

 Alimentos e medicamentos estão entre os setores mais afetados nos três primeiros meses do ano

A crise de consumo na Argentina está atingindo todos os setores do mercado interno. Desde supermercados até itens dependentes de crédito, como eletrodomésticos e automóveis, e até mesmo restaurantes e farmácias, estão enfrentando dificuldades. Mesmo com a redução da inflação nos últimos meses, a recessão persiste, especialmente nos setores ligados aos salários e ao emprego.


— Estamos diante de um processo inédito que está levando todas as empresas a redefinir suas estratégias de negócios — explica Guillermo Oliveto, titular da consultoria W.


A consultoria MAP relata que o consumo teve queda acumulada de 10% nos primeiros três meses de 2024, com projeções de recuo de 6% para o ano, e uma recuperação esperada apenas em 2025.


Alimentos e medicamentos estão entre os setores mais afetados, com uma queda de 10% nas vendas de produtos essenciais. Os consumidores estão recorrendo a marcas mais acessíveis, e até mesmo as farmácias estão observando uma redução nas vendas de tratamentos prolongados.


Mesmo o comércio eletrônico, que antes parecia imune à crise, agora está enfrentando desafios, com uma queda de 5% nas vendas no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o ano anterior.


— Há uma migração do consumo para itens de menor valor, por um lado impulsionado pela mudança no mix de categorias e, por outro lado, por maior participação de produtos mais baratos nas vendas de uma mesma categoria. Também vemos um crescimento no número de visitas à plataforma. Só que hoje os usuários são mais cautelosos na hora de fazer a compra, reduzindo a despesa e gastando mais tempo comparando opções — observou Adrián Ecker, presidente do Mercado Livre na Argentina.


Os setores de construção e venda de eletrodomésticos também estão sendo afetados. As vendas de insumos para construção tiveram uma queda de 32%, enquanto as vendas de eletrodomésticos estão em média 40% abaixo de 2023.


Diante desse cenário, as empresas estão implementando estratégias como descontos e parcelamentos sem juros para atrair consumidores.



Fonte: Agenda do Poder com informações de O Globo.

Senador Portinho sobre reunião de CPI com John Textor: “Há elementos técnicos, há conteúdo nas denúncias”

 Dono da SAF do Botafogo apresentou relatório em sessão secreta com senadores

O sócio majoritário da SAF do Botafogo, John Textor, foi ouvido, hoje (22), na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) para explicar suas declarações sobre a manipulação de resultados em jogos da série A e que teriam beneficiado o Palmeiras. Textor trouxe informações sobre relatório da empresa “Good Game!” que aponta comportamentos inesperados de atletas baseados em análise de Inteligência artificial, mas foi apresentado em sessão secreta com os senadores.


O Senador Carlos Portinho (PL) avaliou a participação de John Textor na comissão. “Ele é o mensageiro. Há elementos técnicos, há conteúdo nas denúncias, há razões para investigar. Podem não ser provas concretas, mas não tenho a menor dúvidas que são fundamentais para a preservação da integridade. Hoje, com o que traz a inteligência artificial, deve ser dado crédito a todo material produzido. O que me espanta mais são os órgãos que deveriam ser os mais interessados, CBF e STJD, não terem ido a fundo”, afirma.


Portinho citou, além de comportamento de jogadores, problemas também na edição das imagens do VAR. “Além dos indícios fortes, eu destaquei uma materialidade em um deles. Que foi a edição de imagens do VAR. Ou seja, a cabine do VAR, em determinada partida, em um lance capital, determinante para o campeonato, ela ao analisar o lance, editou, manipulando o vídeo, ou seja, suprimindo do vídeo algo fundamental e o que foi levado ao arbitro, foram fragmentos para o arbitro analisar fragmentos do lance e isso foi determinante para uma decisão errada do árbitro de campo”, finaliza o senador.


Presidente da CPI, Jorge Kajuru (PSB/GO), afirmou que vai respeitar o segredo de justiça em, “Tivemos acesso a indícios importantíssimos. Não queremos falar ainda sem provas” disse o senador goiano que ainda fez questão de frisar, “dizer que temos indícios, não significa que não temos provas”.


Fonte: Agenda do Poder

Invasores do sistema financeiro do governo transferiram verba destinada a pagamento de servidores

 Os primeiros indícios dessa ação criminosa remontam a 5 de abril, quando a PF iniciou uma investigação sobre o caso

Após a invasão bem-sucedida de um sistema financeiro do governo, os invasores fizeram transferências dos recursos que seriam destinados ao pagamento da folha de servidores. Uma parte dos fundos transferidos foi bloqueada a tempo, após a detecção da fraude. No entanto, os detalhes específicos sobre os valores em questão ainda não foram divulgados.


O jornal Folha de S.Paulo trouxe a revelação do ataque hacker, confirmado pela TV Globo nesta segunda-feira (22). Segundo informações da Polícia Federal (PF), os invasores conseguiram acesso ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), utilizado para os pagamentos do governo federal.


Os primeiros indícios dessa ação criminosa remontam a 5 de abril, quando a PF iniciou uma investigação sobre o caso. Posteriormente, foram identificadas mais duas tentativas de acesso nos dias seguintes.


Fontes da PF, ao g1, indicaram que os invasores utilizaram credenciais de servidores para efetuar os acessos, levantando suspeitas sobre a possível fraude ou clonagem das chaves de acesso. Os funcionários públicos envolvidos serão submetidos a interrogatórios, embora a polícia acredite que sejam vítimas, não participantes ativos da fraude.


Diante desse cenário, a PF contatou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a equipe do Tesouro Nacional, propondo medidas para prevenir futuras ocorrências, como a adoção de autenticação em duas etapas.


Em nota oficial, o Ministério da Gestão e da Inovação esclareceu que o incidente não foi resultado de uma falha de segurança do sistema, mas sim do uso indevido de credenciais obtidas de forma irregular pelos invasores.


Fonte: Agenda Poder com informações do g1

PL e PT entram no TSE com recursos pela cassação de Moro

 

Os partidos tinham até as 23h59 desta segunda-feira (22) para recorrer contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)

Sergio Moro
Sergio Moro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O PL e a da Federação Brasil da Esperança — formada pelo PT, PCdoB e PV- entraram com recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela cassação do mandato do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União-PR).

De acordo com a CNN Brasil, os partidos tinham até as 23h59 desta segunda-feira (22) para recorrer contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que absolveu Moro da acusação de abuso de poder econômico na eleição de 2022.

Traição - O recurso do PL foi visto como uma “traição” por Moro, tendo em vista que Jair Bolsonaro prometeu que tal movimentação estaria fora de cogitação. No entanto, venceu a palavra do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.  

Saiba mais - No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve "desvantagem ilícita" em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos "altos investimentos financeiros" realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo União.

Para o Ministério Público, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões, oriundos do Fundo Partidário, com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais. O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões.

Advogados de Moro defendem a manutenção do mandato e negam irregularidades na pré-campanha. De acordo com o advogado Gustavo Guedes, Moro não se elegeu no Paraná pela suposta pré-campanha “mais robusta”, conforme acusam as legendas.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

 

Em CPI, dono do Botafogo fala sobre supostas manipulações de jogos


John Textor depôs em CPI do Senado que investiga apostas esportivas


O empresário John Textor, norte-americano que é o sócio-majoritário do Botafogo SAF, depôs nesta segunda-feira (22) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, que investiga manipulação de resultados do futebol e fraudes de apostas esportivas. Ele apresentou um relatório com cerca de 180 páginas com dados sobre irregularidades, de forma sigilosa.

"Nós chegamos a uma conclusão simples. Tivemos conhecimento de diversos indícios. Não queremos falar, ainda, em provas. Não podemos dizer que participamos de uma conversa de mais de uma hora sem conteúdo. Teve conteúdo", afirmou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), presidente da CPI, ao final da reunião.

Segundo o parlamentar, a ideia é trazer a público, "o mais rápido possível", os dados apresentados. O relatório ficará à disposição dos senadores do colegiado e suas assessorias e deverá basear futuros depoimentos à comissão.

A sessão foi dividida em duas partes. Na primeira, com transmissão ao vivo e presença da imprensa, Textor reiterou aos parlamentares de que possui provas sobre manipulação de partidas do Campeonato Brasileiro de futebol de 2022 e 2023. As denúncias constam, segundo Textor, em análises de jogos da Good Game!, empresa francesa que avalia arbitragem com ajuda de inteligência artificial.

Já a segunda parte da reunião, com nomes de possíveis envolvidos, entre jogadores, árbitros e dirigentes, foram apresentados, ocorreu em uma sessão secreta com presença exclusiva dos senadores do colegiado.

"Não venho com evidências de pagamentos em dinheiro. A nossa evidência diz como os jogos são manipulados e não o porquê, a motivação", afirmou Textor sobre o tipo de denúncia.

"Não venho aqui para ganhar um troféu ou ser congratulado. O que nós descobrimos não é nada diferente do restante do mundo, Bélgica, França, toda a Europa. A manipulação de resultados [no esporte] é uma realidade, e devemos deixar nossa paixão de lado e o que ocorreu no ano passado pode ter ocorrido outras vezes", acrescentou.

Textor também falou sobre a existência de um áudio que comprometeria um árbitro. O dono da SAF do Botafogo já havia declarado que clubes como São Paulo e Palmeiras teriam sido beneficiados, mas reforçou que não fazia acusação aos times nem aos seus dirigentes.

O investidor do clube carioca teve o convite aprovado na semana passada, na primeira reunião de trabalho da comissão, instalada no último dia 11 de abril, na condição de testemunha. Segundo o senador Romário (PL-RJ), relator da CPI, o motivo para o convite foram as declarações de Textor à imprensa de que possui provas sobre casos de manipulação de resultados envolvendo diversas partidas de futebol das séries A e B do campeonato brasileiro, de de que estaria disposto a compartilhá-las com autoridades competentes.

Na próxima sexta-feira (26), o pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deverá iniciar o julgamento de Textor pelas declarações contra a arbitragem e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) feitas após a derrota, de virada, por 4x3 diante do Palmeiras, em novembro de 2023, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Botafogo, que era líder com vantagem da competição, iniciou um ciclo derrotas e viu a disputa pelo título escapar das mãos. Se condenado, ele pode pagar multa e ainda ser suspenso do futebol brasileiro por um a dois anos.    

Contexto

Na justificativa para a criação da CPI, o senador Romário argumentou que as apostas esportivas pela internet passaram a movimentar muito dinheiro no país, incluindo o patrocínio de clubes e competições, possibilitando aliciamento de jogadores e dirigentes. Ele ainda fez denúncias recentes. A empresa SportRadar, disse o senador, divulgou um relatório que coloca sob suspeita a manipulação de 109 jogos de futebol no ano passado.

No final de 2023, a regulamentação das bets, como são chamadas essas apostas esportivas, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de janeiro deste ano, o Ministério da Fazenda criou uma secretaria para fiscalizar essas apostas.

Fonte: Agência Brasil

Governo adiará um dos projetos da regulamentação da reforma tributária


Projeto sobre comitê gestor ficará para próxima semana


O governo adiará o envio ao Congresso de um dos projetos de lei complementar (PLC) que regulamentam a reforma tributária, anunciou na noite dessa segunda-feira (22) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Por falta de tempo, o PLC que trata do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e de questões administrativas deverá ser enviado na próxima semana.

O Comitê Gestor será um órgão com representação dos estados e municípios que se encarregará de fixar as alíquotas do IBS, imposto a ser administrado pelos governos locais. O projeto que trata do assunto é mais simples que o texto a ser enviado nesta semana, que abrangerá toda a regulamentação de todos os tributos sobre o consumo, informou Haddad, terá quase 200 páginas e deverá ser enviado nesta quarta-feira (24).

Originalmente, os dois projetos tinham previsão de ser enviados nesta segunda. No entanto, a Casa Civil, disse Haddad, pediu ajustes de última hora em dois pontos que foram discutidos no fim da tarde dessa segunda entre os ministro da Fazenda e da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Fechamos com o presidente [Lula]. Não tem mais pendência com ele, agora é um trabalho braçal para fechar o texto com mais de 150 páginas, quase 200. Agora está indo o projeto mais robusto”, declarou Haddad. O ministro não detalhou os dois últimos pontos que teriam ajuste. Apenas disse que seriam “detalhes” sobre os produtos com alíquota zero, alíquota reduzida (para 40% da alíquota cheia) e alíquota cheia.

O projeto a ser enviado amanhã inclui a regulamentação do IBS; da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal sobre o consumo; o Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos com risco à saúde e ao meio ambiente; e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incidirá sobre mercadorias concorrentes das produzidas na Zona Franca de Manaus.

Os temas mais polêmicos são a desoneração da cesta básica e a lista de produtos que terão a cobrança do Imposto Seletivo. A reforma aprovada no ano passado deixou para o projeto de lei complementar decidir se, por exemplo, alimentos processados e ricos em açúcar sofrerão a cobrança do imposto.

Relatoria

Sobre a relatoria do texto, Haddad disse ter recebido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a indicação que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) relatará o primeiro projeto de lei complementar da reforma tributária. Braga foi relator da proposta de emenda à Constituição no Senado.

Haddad afirmou que só não enviou o projeto de lei complementar principal na semana passada por causa da viagem aos Estados Unidos. Na semana passada, o ministro foi a Washington para as reuniões do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Segundo Haddad, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pediu a entrega do primeiro projeto de lei complementar nesta quarta-feira. O ministro se disse otimista quanto à regulamentação da reforma tributária ainda este ano.

“Não acredito que não vote [a regulamentação] neste ano. Seria até injusto com os presidentes Lira e Pacheco que essa reforma não terminasse no mandato deles [como presidentes das duas casas legislativas]”, destacou.

Perse

Após retornar do Palácio do Planalto, Haddad reuniu-se com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei que restringe o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Serviços (Perse). Segundo o ministro, a proposta pode ser votada nesta terça-feira (23), se a reunião de líderes na Câmara, prevista para as 12h, der certo.

Segundo o ministro, há consenso sobre os pontos principais do projeto de lei do Perse: a limitação da renúncia fiscal em R$ 15 bilhões até 2026 e um pente-fino na habilitação das empresas a receberem o benefício. O Perse foi criado para socorrer empresas do setor de eventos afetadas pela pandemia de covid-19.

“Nós temos de ter clareza de que estamos beneficiando quem precisa, porque, do jeito que está aberto, está dando margem [para desvios]. Não é para isso que o Perse deveria servir, abrir a porta para o crime organizado ou para quem não foi prejudicado pela pandemia”, ressaltou Haddad.

O ministro disse que, se não houver impedimento por parte dos deputados, pretende participar da reunião de líderes na Câmara. Em referência a um discurso do presidente Lula, que nesta segunda disse para Haddad ler menos livros e conversar com parlamentares, o ministro brincou: "Esqueci meus livros em São Paulo e estou liberado [para negociar com os líderes]".

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Oposição encaminha candidatura única contra Nicolás Maduro na Venezuela

 

O atual presidente buscará o terceiro mandato

Nicolás Maduro
Nicolás Maduro (Foto: Presidência Venezuela/Telesur)

 A oposição venezuelana majoritária encaminha uma candidatura única à eleição presidencial, marcada para o dia 28 de julho. De acordo com o partido Um Novo Tempo, os integrantes da legenda avançarão "para o segundo passo nas gestões pertinentes para aderirmos à candidatura de Edmundo González, da Mesa da Unidade Democrática".

O presidente Nicolás Maduro buscará o terceiro mandato consecutivo contra 12 candidaturas.

O prazo para mudança ou substituição de candidaturas terminaria nesta segunda-feira (22), mas o Conselho Nacional Eleitoral deu mais três dias de prazo.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO: “Não vão nos intimidar”, diz Glauber Braga sobre pedido de sua cassação


Deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Letícia Almeida/Câmara dos Deputados

 O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), encaminhou nesta segunda-feira (22) o pedido de cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ao Conselho de Ética da Casa. O pedido foi protocolado pelo Novo após o parlamentar expulsar a pontapés o influenciador Gabriel Costenaro, membro do Movimento Brasil Livre (MBL), da Câmara.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o psolista destacou que não será intimidado pelo pedido do Novo. “O partido Novo entrou com uma representação pedindo a cassação do nosso mandato, mas não vão nos intimidar”, iniciou o parlamentar.

Na sequência, Glauber leu o texto do pedido de cassação. Para Braga, o MBL, o Novo e o PL tentam “constranger seus inimigos políticos”.

“Não vamos retroceder nas nossas posições, se tem alguém que tem que ser responsabilizado é esse marginal [Costenaro]”, afirmou.

Fonte: DCM

Vaias, calor intenso e briga por pulseiras: os bastidores do ato de Bolsonaro


Cláudio Castro ao lado de Jair Bolsonaro e Michelle — Foto: Mauro Pimentel/AFP

 No último domingo, a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi o cenário de uma manifestação convocada por Jair Bolsonaro (PL), que reuniu quase 33 mil apoiadores do ex-presidente, de acordo com o grupo de pesquisa “Monitor do debate político” da USP.

Durante o pronunciamento do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, algumas figuras da política fluminense foram citadas, incluindo o senador Romário (PL), que, mesmo ausente, foi vaiado pelo público. “O PL mais forte do Brasil é no Rio de Janeiro, Bolsonaro vota no Rio de Janeiro, Michelle, Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro. Romário, esse grande jogador”, disse Valdemar.

A reação negativa está relacionada à postura do ex-jogador no Congresso Nacional, nem sempre alinhada ao núcleo duro do bolsonarismo.

A presença de autoridades na manifestação também foi marcada por tumultos, especialmente na barreira montada para credenciamento de autoridades, onde faltaram pulseiras.

O calor intenso acabou encurtando o evento, que teve início formal por volta das 10h e conclusão por volta das 12h30, após o discurso de Bolsonaro. O ato contou com discursos de diversas personalidades da extrema-direita, incluindo o próprio Bolsonaro, sua esposa Michelle Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, entre outros.

Embora estivessem inicialmente previstos 12 discursos, apenas sete foram realizados, devido às condições climáticas adversas. Segundo Malafaia, principal organizador do evento, a decisão de encerrar mais cedo partiu de Bolsonaro, diante do calor intenso e pessoas passando mal.

Entre os “vetados”, estavam o “filho 01”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério marinho (PL-RN).

Entre os nomes lembrados durante a manifestação, destaca-se o bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), que tem feito ataques frequentes ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em sua homenagem, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) fez um discurso em inglês e Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu aplausos ao bilionário.


Nos bastidores do encontro, chamou atenção a estratégia adotada para evitar o contato entre investigados por investidas antidemocráticas.

Por determinação de Moraes, o general Walter Braga Netto, Bolsonaro e o dirigente do PL, Valdemar Costa Neto, estão proibidos de manter qualquer tipo de contato. Braga Netto, que já reside no Rio, passou pelo local antes mesmo do início formal do evento, enquanto Bolsonaro e Valdemar optaram por se hospedar em hotéis diferentes para evitar qualquer risco de contato.

Os únicos governadores presentes foram Cláudio Castro (PL), do Rio, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. Destacou-se também a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que recebeu elogios de Bolsonaro durante o evento.

“Quem é Tarcísio de freitas? Um jovem militar formado na mesma academia que a minha, a das Agulhas Negras. E o Tarcísio de Freitas carioca, torcendo para o Flamengo, se candidatou em São Paulo e ganhou”, disse o ex-presidente.

Apesar de Alexandre Ramagem, pré-candidato do PL à prefeitura do Rio, ter subido ao palanque ao lado de Bolsonaro, sua participação foi limitada para evitar problemas legais. Ramagem é investigado por espionagem ilegal enquanto chefiava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo Bolsonaro.

Segundo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um dos organizadores do evento, a decisão foi tomada por advogados eleitorais para evitar possíveis acusações de campanha antecipada.

Fonte: DCM

Lira aciona Conselho de Ética contra Glauber Braga por “agressão” a membro do MBL


Glauber Braga expulsa militante do MBL do Congresso. Foto: Reprodução

 O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, enviou um pedido de cassação ao Conselho de Ética contra o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), pela confusão com membros do Movimento Brasil Livre (MBL), na última semana. É a segunda representação contra Glauber em 2024 e a quinta nos últimos seis anos.

Um dos processos contra o psolista diz respeito a um pedido de cassação do PL por ter empurrado e dado puxões no bolsonarista Abílio Brunini (PL-MT), durante uma discussão sobre a guerra entre Israel e a Faixa de Gaza no ano passado.

Além disso, Braga se envolveu em polêmicas em anos anteriores, incluindo confrontos com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre remessas de joias dadas pelo governo da Arábia Saudita e farpas trocadas com o próprio Arthur Lira.

No episódio mais recente, Braga foi filmado expulsando o influenciador Gabriel Costenaro, ligado ao MBL, da Câmara dos Deputados. O deputado confrontou o influenciador sobre acusações de violência doméstica e agressão a uma funcionária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2023.

No mesmo dia, o parlamentar carioca também foi visto em uma discussão acalorada com o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que também é integrante do MBL.

Parlamentares de extrema-direita, como Carla Zambelli (PL-SP), acusam Braga de uso de drogas e têm tratado Costenaro como vítima do deputado. Além de confrontos anteriores entre Braga e membros do MBL, bolsonaristas continuam a denunciar o parlamentar do PSOL como “alterado” e “desequilibrado”.

Fonte: DCM