O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a escolha do vice em sua chapa à reeleição será uma decisão pessoal, sem interferência de partidos ou aliados. A sinalização, feita em conversa recente, reduz o espaço do PL na definição da composição majoritária no estado.
Na prática, segundo o Estadão, o posicionamento esvazia a possibilidade de a legenda bolsonarista indicar o vice. Tarcísio tem reiterado a aliados a preferência por manter Felício Ramuth (PSD) no posto. Ao mesmo tempo, indicou que não pretende interferir diretamente na escolha da segunda vaga ao Senado, embora discorde da estratégia adotada por setores da direita paulista.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenta emplacar André do Prado como vice. Diante da resistência do governador, passou a ser considerada a alternativa de lançá-lo ao Senado, hipótese que enfrenta rejeição dentro do bolsonarismo. Tarcísio, por sua vez, avalia positivamente o nome do deputado para a disputa senatorial.
No campo bolsonarista, a disputa pela vaga ao Senado permanece indefinida. Um dos nomes cotados é o deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do estado. A outra vaga opõe preferências do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

Bolsonaro defende o vice-prefeito paulistano Ricardo Mello Araújo, enquanto Eduardo apoia Mario Frias e Gil Diniz. Há ainda a possibilidade de o próprio Eduardo disputar, cenário que não conta com o apoio de Flávio. Tarcísio, por sua vez, tem defendido um perfil mais moderado para a composição.
O cenário eleitoral ganhou novos contornos com a entrada de nomes da esquerda. A ministra Simone Tebet lançou pré-candidatura ao Senado e pode compor chapa com Marina Silva ou Márcio França.
Nos bastidores, André do Prado e Valdemar chegaram a viajar aos Estados Unidos para buscar apoio de Eduardo Bolsonaro à indicação para vice. Segundo aliados, houve sinalização positiva, mas interlocutores do deputado avaliam que ele não deve se empenhar pela escolha. Entre bolsonaristas, pesa contra o nome de André a ausência de alinhamento histórico com pautas do grupo.
O PL argumenta que, pelo tamanho de sua bancada em São Paulo, deveria ter maior protagonismo na chapa. Integrantes da legenda afirmam que, sem o partido, o governo enfrentaria dificuldades para aprovar projetos relevantes, como a privatização da Sabesp. Tarcísio, contudo, entende que o PL já está contemplado com espaço no Senado e na disputa presidencial.
Enquanto isso, Ramuth mantém postura discreta e aguarda definições internas do PSD, liderado por Gilberto Kassab, que também é cogitado como opção para vice. Segundo aliados, Tarcísio não pretende escolhê-lo, mas Kassab ainda não descartou a disputa.
Fonte: DCM
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