terça-feira, 5 de maio de 2026

PF prende deputado Thiago Rangel em operação contra fraudes na Educação

A nova etapa da investigação tem como foco um suposto esquema de direcionamento de contratações dentro da rede estadual de ensino

Segundo as investigações, o parlamentar está ligado a um núcleo que atuava no direcionamento de contratações dentro da rede estadual de ensino (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (5), o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos ligados à Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, e os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro; as informações são do Metrópoles.

A nova etapa da investigação tem como foco um suposto esquema de direcionamento de contratações dentro da rede estadual de ensino. Segundo a apuração, o parlamentar estaria ligado a um núcleo que atuava em contratos envolvendo escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste, apontada como área de influência política de Rangel.

Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em municípios como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

✱ Esquema teria favorecido empresas escolhidas previamente
De acordo com as investigações, unidades escolares da Diretoria Regional Noroeste realizavam contratações que teriam favorecido empresas previamente selecionadas e conectadas ao grupo investigado.

Os contratos sob suspeita envolviam fornecimento de materiais e prestação de serviços, incluindo obras e reformas em escolas estaduais.

A Polícia Federal afirma que, depois dos pagamentos feitos com recursos públicos, os valores eram sacados ou transferidos por intermediários. Em seguida, segundo os investigadores, o dinheiro era redistribuído para empresas ligadas à suposta organização criminosa.

Parte dos recursos teria sido misturada a valores lícitos em contas associadas a uma rede de postos de combustíveis administrada pelo apontado líder do esquema.

✱ PF mira engrenagem financeira da operação
Nesta fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal concentra a apuração na estrutura financeira que teria sustentado o esquema. A investigação busca identificar o caminho percorrido pelos recursos públicos, os intermediários envolvidos e as empresas que teriam sido beneficiadas.

A corporação apura indícios de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Outros crimes, segundo a investigação, ainda não estão descartados.

A prisão de Thiago Rangel ocorre em um contexto de aprofundamento das apurações sobre contratos públicos no setor de Educação do Rio. A PF investiga se a influência política do deputado teria sido usada para direcionar contratações e beneficiar empresas vinculadas ao grupo.

✱ Operação começou com apuração sobre vazamentos
A atual fase é um desdobramento das etapas anteriores da Operação Unha e Carne, iniciada em 2025. Originalmente, a investigação apurava o vazamento de informações sigilosas de operações policiais que tinham como alvo o Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Federal, esses vazamentos teriam comprometido ações contra a facção e beneficiado investigados ligados ao grupo criminoso.

Com o avanço das apurações, a operação passou a alcançar outros núcleos investigados. Em fases anteriores, a ação atingiu nomes de maior projeção pública, entre eles o ex-deputado Rodrigo Bacellar e um desembargador federal, suspeitos de participação em uma cadeia de repasse de informações sensíveis.

A quarta fase amplia o alcance da investigação e volta a atenção para contratos da Educação no Rio de Janeiro, com a apuração de possível desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro por meio de empresas e intermediários ligados ao esquema.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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