Senadora afirma que presidente escalou principais lideranças do campo progressista para reduzir diferença eleitoral no maior colégio eleitoral do País
03.03.2026 - Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante a abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado. São Paulo - SP.
Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)
A senadora Simone Tebet afirmou, em entrevista à TV 247, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu um “time de excelência” para fortalecer o campo governista em São Paulo nas eleições de 2026. Segundo ela, o estado será decisivo para o resultado nacional por concentrar cerca de um quarto do eleitorado brasileiro.
Ao comentar o cenário eleitoral, Tebet destacou que Lula mobilizou lideranças de peso para a disputa paulista e demonstrou confiança na capacidade do grupo de enfrentar a direita no maior colégio eleitoral do País. “Não é à toa que o presidente Lula escalou um time de excelência para vir para cá”, afirmou.
A senadora citou nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, o ministro Márcio França, o ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo estadual, e ela própria, que concorrerá ao Senado, como integrantes desse grupo político. “Nós estamos falando de cinco pessoas compromissadas com o país, que visam o bem comum, que têm experiência, têm história, têm ficha limpa e têm um processo de serviços prestados”, declarou.
Segundo Tebet, São Paulo terá papel central na disputa presidencial devido ao peso eleitoral. Ela lembrou que, em 2022, a diferença obtida pela direita no estado foi determinante no resultado nacional e afirmou que a prioridade agora é reduzir essa distância. “São Paulo tem praticamente um quarto do eleitorado do Brasil. Não é pouca coisa”, disse.
Resultados concretos
A senadora também ressaltou que o governo Lula possui resultados concretos para apresentar durante a campanha. Entre eles, citou a retirada de milhões de brasileiros do mapa da fome, o controle da inflação e a recuperação do mercado de trabalho.
"Nós estamos falando de tirar 20 milhões de pessoas do mapa da fome. Nós estamos falando da era do pleno emprego, nós estamos falando em processos de avanço, nós estamos avançando em tecnologia, em educação e em saúde", afirmou.
Ao defender as políticas econômicas e sociais do governo, Tebet destacou ainda o programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas. Ela rebateu críticas da oposição e classificou como injusta a acusação de que o programa teria caráter eleitoral.
"Só quem sabe o que é dever sabe a angústia que tem no peito. Não dá para esperar sete meses para lançar um projeto como o Desenrola", afirmou. Segundo ela, a nova etapa do programa será mais abrangente e atenderá jovens, trabalhadores, agricultura familiar, pequenos e médios empreendedores.
Durante a entrevista, Tebet também avaliou a disputa pelo governo paulista e afirmou que Fernando Haddad tem condições reais de enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas. “Tarcísio não é imbatível, tem telhado de vidro”, declarou.
Ela criticou a política de segurança pública do governo paulista e disse que existe uma “falácia” em torno da suposta eficiência administrativa da atual gestão. “Nós vamos mostrar que há muita falácia em cima dessa dita competência do governo”, afirmou.
A senadora demonstrou otimismo em relação ao ambiente eleitoral e disse perceber um interesse crescente da população pela política. Segundo ela, esse movimento também alcança a eleição para o Congresso Nacional, tema que, em sua avaliação, nunca despertou tanta atenção do eleitorado.
"Pela primeira vez em muito tempo eu estou vendo que há um interesse com as vagas no Congresso Nacional", afirmou. Tebet argumentou que a população começa a compreender a importância do Legislativo em temas ligados ao Supremo Tribunal Federal, direitos humanos, pauta de costumes e soberania nacional.
Na reta final da entrevista, a senadora voltou a comparar os governos Lula e Jair Bolsonaro, afirmando que o atual presidente representa um projeto humanista e voltado à população mais pobre. “A gente tem um presidente que olha no olho, um presidente humano, um presidente que se importa com as pessoas”, disse.
Ela também criticou a condução da pandemia no governo Bolsonaro. “Do lado de lá deixaram 700 mil irmãos e irmãs morrerem por atraso da vacina da Covid”, declarou.
Fonte: Brasil 247
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