Senador admite que mentiu sobre relação com dono do Banco Master por “cláusula de confidencialidade” ligada ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta quinta-feira (14) que mentiu ao negar qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista ao programa GloboNews Mais, da GloboNews.
Segundo o parlamentar, a omissão ocorreu por causa de um contrato de confidencialidade ligado ao financiamento do filme biográfico sobre Jair Bolsonaro (PL). Flávio afirmou que o acordo previa cláusulas de sigilo envolvendo investidores da produção audiovisual.
● Flávio Bolsonaro admite que mentiu
Durante a entrevista, o senador reconheceu que mentiu ao afirmar anteriormente que nem ele nem integrantes da família Bolsonaro mantinham contato com Vorcaro. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, declarou.
Flávio Bolsonaro também afirmou que decidiu comentar o caso porque as informações já haviam se tornado públicas. “Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse.
● Senador cita contrato de confidencialidade
Segundo Flávio Bolsonaro, o relacionamento com Daniel Vorcaro era “exclusivamente” voltado ao projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro. O senador negou qualquer irregularidade na relação.
“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, afirmou.
O parlamentar, contudo, não detalhou os termos do suposto contrato de confidencialidade. De acordo com ele, a divulgação do documento dependeria da autorização dos investidores e do gestor do fundo envolvido. “Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, afirmou.
● Relação envolvia filme sobre Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que outros empresários participaram do financiamento do longa-metragem e exigiram cláusulas de sigilo. “É óbvio que os empresários, quem quer investir dinheiro privado no filme, vai ter medo. Vai que não quer aparecer. Como ninguém quer. Os outros dez investidores, ninguém quer aparecer. Todos têm contrato de confidencialidade, porque têm medo”, disse.
As declarações ocorrem após reportagens do Intercept Brasil apontarem que Daniel Vorcaro teria pago R$ 61 milhões para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Áudios e mensagens divulgados pelo veículo mostram Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos do banqueiro e pedindo recursos para o projeto.
● Flávio diz que Vorcaro descumpriu acordo
Na entrevista à GloboNews, o senador confirmou que pediu dinheiro a Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade. Ele também rejeitou acusações de que os recursos teriam beneficiado o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.
Segundo Flávio Bolsonaro, os valores foram usados “integralmente” na produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. O senador também afirmou que Daniel Vorcaro deixou de cumprir o contrato firmado para financiar o filme. “Ele parou de honrar o contrato que ele tinha conosco. Graças a Deus o filme foi concluído, está ali nos retoques finais, graças a outros investidores”, disse.
Fonte: Brasil 247 com informações da GloboNews
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