sexta-feira, 15 de maio de 2026

Prerrogativas estuda medidas jurídicas para rastrear dinheiro que financiaria filme sobre Jair Bolsonaro

Grupo quer prestação de contas da produtora de "Dark Horse", apura possível lavagem de dinheiro e vê risco de uso eleitoral do longa às vésperas da eleição

                Marco Aurélio de Carvalho (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Grupo Prerrogativas estuda medidas jurídicas contra o filme "Dark Horse", produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. O foco principal do grupo é acompanhar o fluxo do dinheiro que teria sido usado para financiar a produção cinematográfica. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O grupo pretende solicitar prestação de contas da empresa responsável pela obra e de outros envolvidos na realização do longa. O objetivo é apurar possíveis irregularidades, entre elas lavagem de dinheiro, desvio de recursos e eventual desvio de finalidade.

As investigações apontam que mais de R$ 60 milhões teriam sido pagos por Daniel Vorcaro, embora a produtora negue que o empresário tenha financiado o filme. A Polícia Federal também apura se recursos ligados ao Banco Master foram utilizados para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, comentou o caso ao defender a apuração da movimentação financeira ligada ao projeto audiovisual. "Flávio foi o único que conseguiu enganar um banqueiro que já tinha enganado milhares de pessoas. Ele merece um Oscar", afirmou.

Impacto eleitoral
Integrantes do grupo avaliam que o filme pode ter utilização política durante o período eleitoral. O longa tem estreia prevista para setembro, às vésperas das eleições. Existe a possibilidade de discussão sobre eventual responsabilização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposto abuso de poder político e econômico.

Marco Aurélio Carvalho também levantou suspeitas sobre o possível uso dos recursos em atividades ilegais. "Quem não garante, por exemplo, que esses recursos foram usados para irrigar fake news? Isso é coisa de milícia", declarou.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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