Batalhão da Polícia Militar desocupa reitoria da USP na madrugada deste domingo (10) – Foto: Reprodução
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) afirmou neste domingo (10) que acionará a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Polícia Militar e a reitoria da USP. A medida ocorre após a desocupação da reitoria da universidade durante a madrugada.
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) também anunciou providências. Ela disse que acionará a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a “conduta ilegal e truculenta” da operação. “Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada, quando a tropa de choque agiu com violência ao entrar na USP e agredir estudantes”, afirmou.
A reitoria estava ocupada desde quinta-feira (7) por estudantes que reivindicavam melhorias nas políticas de permanência estudantil, como moradia e alimentação. Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 agentes participaram da ação, e quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde prestaram depoimento e depois foram liberadas.
O DCE Livre da USP afirmou que a operação começou por volta das 4h15 e envolveu bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. A entidade também declarou que houve estudantes feridos e acusou a PM de agir sem decisão judicial de reintegração de posse.
Erika classificou o protesto como “legítimo” e criticou a falta de negociação. “É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto”, escreveu.
A parlamentar também questionou a versão da USP de que não teria sido avisada previamente sobre a ação e citou “evidências” de articulação entre a universidade e a PM desde sexta-feira (9), incluindo o corte de água e energia usados pelos estudantes.
Em nota, a USP afirmou que informou a ocupação à Secretaria de Segurança Pública em 7 de maio, mas disse que não foi comunicada previamente pela PM sobre a desocupação. A reitoria declarou que manteve diálogo com os estudantes, mas que as negociações chegaram “a um limite” diante de reivindicações consideradas fora do alcance administrativo da universidade. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”.
Fonte: DCM
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