segunda-feira, 11 de maio de 2026

6 a cada 10 brasileiros têm medo de sofrer agressões por opção política

Medo de violência política atinge maioria dos brasileiros

Atos Golpistas de 8 de janeiro de 2023 (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

Às vésperas da eleição, a maioria dos brasileiros afirma ter medo de sofrer agressão física por causa de sua opção política. O dado, de 67,5%, revela o impacto da violência política sobre o cotidiano dos eleitores e expõe um ambiente de tensão em meio à reta final da disputa eleitoral.

As informações são de levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), com dados coletados pelo Instituto Datafolha, segundo publicações do jornal O Globo.

O percentual indica que mais de seis em cada dez brasileiros receiam ser vítimas de agressões em razão de suas escolhas políticas ou partidárias. A pesquisa foi divulgada em setembro de 2022, quando faltavam 17 dias para as eleições presidenciais daquele ano, em um contexto de forte polarização no país.

O temor não se limita à possibilidade de conflitos entre militantes ou apoiadores de candidatos. Ele também reflete a percepção de que opiniões políticas, preferências eleitorais e manifestações públicas de apoio a candidatos passaram a representar risco de exposição a hostilidade, intimidação ou violência física.

A pesquisa também apontou que milhões de brasileiros relataram ter sido vítimas recentes de ameaças por causa de suas posições políticas. Reportagem do SBT News, com base no mesmo levantamento, informou que cerca de 5,3 milhões de pessoas disseram ter sofrido ameaças relacionadas a suas escolhas políticas.

O cenário de intimidação preocupa porque a liberdade de manifestação política é parte central do processo democrático. Quando eleitores passam a esconder preferências, evitar conversas públicas ou deixar de participar de atos por medo de retaliação, o debate eleitoral tende a se empobrecer e a participação política pode ser afetada.

A preocupação ganhou força em meio a episódios de violência política registrados durante o período eleitoral. Casos de agressões, ameaças e conflitos motivados por divergências partidárias passaram a ser tratados como alertas para instituições públicas, autoridades eleitorais e entidades da sociedade civil.

O levantamento também reforça a percepção de que a polarização política no Brasil ultrapassou o campo do debate de ideias e passou a interferir diretamente nas relações sociais. Em muitos casos, divergências eleitorais se transformaram em motivo de ruptura familiar, afastamento entre amigos e conflitos em ambientes de trabalho.

Fonte: Brasil 247 com infoprmações do jornal O Globo

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