quarta-feira, 1 de abril de 2026

Requião Filho afirma que eleição no Paraná será disputa contra “desmonte do Estado”

Ao lado de Gleisi Hoffmann, pré-candidato ao governo associa pleito à defesa do emprego, da renda e dos serviços públicos


O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, afirmou que a eleição de 2026 será definida por um embate sobre o papel do Estado e as condições de vida da população.

Em discurso durante encontro político em Foz do Iguaçu no último sábado (28), o parlamentar disse que a disputa será travada “contra o desmonte do Estado e da democracia”.

Requião Filho vinculou sua candidatura à defesa de políticas públicas voltadas ao trabalho e à renda e afirmou que o crescimento econômico deve estar associado à valorização do trabalhador e à atuação do poder público. “O empresário precisa ter condições de manter suas portas abertas, mas isso tem que garantir um bom salário para o trabalhador”, destacou.

O deputado defendeu um modelo que reconheça a importância do agro, das empresas e da indústria sem dissociar esse crescimento da valorização do trabalhador e da renda.

Ao lado da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), Requião Filho associou a disputa estadual ao projeto político nacional liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a formação de uma frente entre partidos de esquerda e centro-esquerda.

Gleisi afirmou que o desempenho eleitoral no Paraná será decisivo para a sustentação do governo federal e defendeu a ampliação da base política no estado. “Nossa responsabilidade é trabalhar o Lula no Paraná e eleger um time que dê sustentação”, disse. Em razão do calendário eleitoral, a ministra deixa o governo federal nesta quarta-feira (01) para disputar uma vaga ao Senado.

Segundo Gleisi, o campo da esquerda no Paraná passa por um processo de reconstrução desde 2018, com articulação entre partidos e reorganização da base política no estado.

Durante o evento, o deputado Requião Filho afirmou que a viabilidade de sua candidatura depende da construção de uma base política ampla e da participação social. “São as pessoas que estão nas ruas, vivendo e trabalhando, que dão sentido a esse projeto”.

O encontro reuniu lideranças de PT, PDT, PV, PCdoB, PSOL e Rede. Também participaram os deputados federais Zeca Dirceu e Elton Welter, além dos deputados estaduais Arilson Chioratto, presidente do PT no Paraná, e Ana Júlia.

Disputa pelo Estado
A movimentação ocorre em meio à indefinição sobre a sucessão no grupo do governador Ratinho Junior (PSD) e a sinais de fragmentação no campo adversário.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 12 de março aponta o senador Sergio Moro na liderança em todos os cenários, com Requião Filho acima de 20% das intenções de voto e como principal nome na disputa por uma vaga no segundo turno.

A pesquisa também indica risco de divisão na base governista, com possíveis candidaturas concorrentes dentro do próprio PSD e baixo desempenho do nome apoiado pelo governador.

O cenário inclui ainda a crise no PL após a filiação de Moro, que levou cerca de 50 prefeitos eleitos pela legenda a anunciarem saída do partido em 26 de março, durante reunião em Curitiba, em movimento associado à rejeição ao nome do senador e ao alinhamento ao grupo do governador.

Para Requião Filho, esse ambiente reforça a necessidade de consolidar uma candidatura apoiada em unidade política e mobilização social. “A gente só chega lá com unidade e com o povo participando desse processo”, finalizou.

Fonte: Jornal Plural

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