Defesa afirma que não há qualquer vínculo com investigações do INSS e destaca colaboração voluntária com o STF
Marco Aurélio de Carvalho e Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha" (Foto: Reprodução | Joédson Alves/Agência Brasil)
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), afirmou que ele está à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações que apuram fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o advogado Marco Aurélio Carvalho, não há qualquer elemento que comprometa seu cliente, e a colaboração com as autoridades tem sido espontânea e contínua.
Em declarações ao Brasil 247, o advogado sustentou que a quebra de sigilo conduzida pela Polícia Federal reforça a inocência de Fábio Luís. “A quebra de sigilo dele [Fábio Luís] revelou que não tem absolutamente nada que possa comprometê-lo, sob nenhuma perspectiva”, afirmou. Ele acrescentou: “Estamos esclarecendo tudo, ponto a ponto. Uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva. E já nos colocamos à disposição do ministro André Mendonça para prestar, inclusive, esclarecimentos presenciais”.
● Viagem a Portugal não tem relação com investigações
Em entrevista ao SBT News, a defesa também abordou a viagem realizada por Fábio Luís a Portugal ao lado de Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. De acordo com Marco Aurélio Carvalho, não há qualquer relação entre o deslocamento e os fatos investigados pelo STF.
Segundo o advogado, a viagem ocorreu após um convite para conhecer uma fazenda de extração de canabidiol, motivado por interesse pessoal de Fábio Luís no tema. “O Fábio foi, portanto, essa viagem foi a única e exclusiva viagem que ele realizou ao lado do Antônio Camilo”, declarou. Ele ressaltou ainda que não houve qualquer desdobramento profissional: “Dessa viagem não teve nenhuma consequência. [...] nunca prestou nenhum serviço pro Antônio Camilo ou para qualquer uma das empresas”.
A defesa também negou a existência de amizade entre os dois, afirmando que os encontros foram pontuais e intermediados por terceiros. “Não são amigos”, pontuou.
● Encontros foram casuais, diz advogado
Marco Aurélio Carvalho destacou que os contatos entre Fábio Luís e Antônio Camilo foram esporádicos e sem qualquer vínculo comercial. “Esses encontros foram casuais [...] não tem absolutamente nada de constrangedor, nada de preocupante”, afirmou.
● Defesa rebate suspeitas sobre movimentações financeiras
O advogado também contestou informações sobre uma suposta movimentação financeira de R$ 19 milhões atribuída a Fábio Luís. Segundo ele, os dados foram interpretados de forma equivocada.
“Isso é uma mentira, uma falácia, que induz a erro”, disse. Ele explicou que registros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) podem somar entradas e saídas de recursos, elevando artificialmente os valores totais. De acordo com a defesa, todas as operações são lícitas e devidamente comprovadas.
● Mensagens interceptadas não se referem a Lulinha
Sobre mensagens interceptadas que mencionariam pagamento ao “filho do rapaz”, Marco Aurélio Carvalho negou qualquer relação com seu cliente. “O Fábio Luís não é o filho do rapaz. [...] Se há um filho do rapaz, seguramente não é o Fábio Luís, é outro”, afirmou. Ele acrescentou que não há evidências de que Fábio Luís tenha recebido recursos de Antônio Camilo.
● Custeio da viagem não indica irregularidade
Questionado sobre quem teria arcado com os custos da viagem a Portugal, o advogado afirmou não ter essa informação, mas ressaltou que isso não configuraria irregularidade. “Mesmo que tenha sido o careca, [...] ele foi convidado para conhecer uma fazenda de extração de canabidiol, uma visita institucional”, declarou. Segundo ele, à época, Antônio Camilo era visto como empresário do setor farmacêutico, sem suspeitas públicas.
● Defesa reforça disposição para colaborar
A defesa reiterou que Fábio Luís está disposto a colaborar com o STF e prestar todos os esclarecimentos necessários ao ministro André Mendonça, relator do caso. “Ele se colocou à disposição para apresentar os dados. [...] Não tem absolutamente nada a temer”, afirmou o advogado.
Por outro lado, Marco Aurélio Carvalho criticou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmando que o colegiado não seria um ambiente adequado para esclarecimentos. “Aquilo lá virou um circo”, declarou.
● Lula orientou filho a colaborar
O advogado também comentou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das acusações. Segundo ele, o presidente orientou o filho a cooperar com as investigações. “Quero aqui reconhecer [...] a decisão do presidente Lula de conversar com o seu filho e pedir para ele se colocar à disposição”, afirmou.
A defesa sustenta que, com os dados já apresentados, não há elementos que vinculem Fábio Luís às investigações em curso sobre o INSS.
Fonte: Brasil 247
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