Ao menos oito governadores em fim de segundo mandato decidiram permanecer no cargo até o fim de suas gestões e devem disputar as eleições deste ano, em um movimento que revela impasses políticos, rupturas locais e dificuldades para organizar a própria sucessão nos estados.
O cenário reúne nomes que chegaram a ser cotados para a Presidência, gestores que romperam com vices e governadores que preferiram não entregar o comando a possíveis adversários em meio a ambientes políticos conturbados.
Segundo o levantamento da Folha, dez governadores renunciam até o próximo sábado (4), prazo-limite de desincompatibilização previsto em lei. Outros nove vão disputar a reeleição, mas um grupo de ao menos oito chefes de Executivo estadual optou por não entrar na corrida eleitoral e seguir no cargo até o encerramento do mandato. Em 2022, apenas cinco dos 27 governadores ficaram fora das urnas. Em 2018, esse número foi ainda menor: apenas quatro.
