terça-feira, 2 de dezembro de 2025

"Ultimato" de Trump exigia que Maduro deixasse a Venezuela até 28 de novembro

Presidente venezuelano não acatou a 'ordem' da Casa Branca e segue no poder; governo dos Estados Unidos mira petróleo do país sul-americano

  Donald Trump e Nicolás Maduro (Foto: Manaure Quintero/Reuters I Piroschka Van De Wouw/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou forçar uma ruptura imediata na Venezuela ao exigir que Nicolás Maduro deixasse o país em apenas uma semana. A pressão ocorreu durante um telefonema em 21 de novembro, revelado por fontes da agência Reuters e reproduzido pela TASS.

Segundo a Reuters, a conversa durou menos de 15 minutos. Durante a ligação, Trump “disse a Maduro que ele tinha uma semana para deixar a Venezuela, com destino de sua escolha, ao lado de seus familiares”. O ultimato expirou em 28 de novembro — sem qualquer movimento de saída por parte do presidente venezuelano.

No dia seguinte, em 29 de novembro, Trump escreveu na rede Truth Social que havia fechado o espaço aéreo da Venezuela, alegando que todas as “companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas” deveriam considerar o espaço aéreo “totalmente fechado”.

◉ Pressão crescente dos EUA ocorre em meio ao interesse pelo petróleo venezuelano

A ofensiva diplomática e militar de Washington acontece em um contexto no qual os Estados Unidos buscam ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, uma das maiores reservas do mundo. Nas últimas décadas, a política externa norte-americana manteve foco permanente nas riquezas energéticas da Venezuela, e a escalada recente reforça essa disputa estratégica.

A própria tentativa de arrancar Maduro do poder em prazo relâmpago é vista por analistas como parte desse tabuleiro energético. O governo Trump reafirma seu discurso contra o narcotráfico, mas, paralelamente, mobiliza esforços que pressionam diretamente a soberania de um país chave para o mercado global de petróleo.

◉ Trump confirma telefonema, mas recua sobre interpretação de ataque

Em 30 de novembro, Trump confirmou publicamente que conversou com Maduro. Um dia antes, ao declarar o fechamento do espaço aéreo, ele afirmou depois que a medida não deveria ser entendida como um sinal de ataque iminente ao território do país sul-americano.

Washington sustenta que Caracas não combate o narcotráfico de forma adequada. Com base nesse argumento, os Estados Unidos deslocaram grande contingente militar para o Caribe, incluindo um grupo liderado pelo porta-aviões Gerald R. Ford, um submarino nuclear e mais de 16 mil soldados.

◉ Movimentação militar reforça disputa pelo controle de recursos estratégicos

Desde setembro, os Estados Unidos afirmam ter destruído pelo menos 20 embarcações e eliminado mais de 80 pessoas supostamente envolvidas no tráfico a partir da Venezuela.

A mídia norte-americana tem reiterado a possibilidade de operações militares no país, e Trump chegou a dizer, em 27 de novembro, que Washington passaria “muito em breve” a combater o narcotráfico “em terra” dentro da Venezuela — sem detalhar como ou quando.

Esse movimento ocorre em paralelo ao interesse histórico dos EUA pelas reservas de petróleo venezuelano, que seguem no centro das tensões geopolíticas. Para Caracas, a pressão norte-americana tem menos relação com segurança e mais com o controle das riquezas energéticas que moldam o poder global.

Fonte: Brasil 247

Lula convoca reunião ministerial para fazer balanço do governo e preparar 2026

Encontro deve ter forte carga política, por ocorrer às vésperas do ano eleitoral

        Lula, na abertura da reunião ministerial (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou a auxiliares que pretende realizar, em dezembro, a terceira e última reunião ministerial de 2025. A expectativa no Planalto é de que o encontro reúna todos os ministros para uma avaliação política e administrativa da gestão antes da virada do ano, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

A reunião está sendo desenhada para ocorrer na terceira semana de dezembro, com duas datas colocadas como possibilidades principais: 17 ou 18. A ideia, segundo integrantes do governo, é que o encontro sirva para fazer um balanço do ano e traçar as principais linhas de ação para 2026, quando o país terá eleições gerais.

Auxiliares de Lula avaliam que a reunião ministerial de dezembro terá forte carga política, por ocorrer às vésperas do ano eleitoral. O presidente deve cobrar de cada pasta uma apresentação dos resultados de 2025 e das prioridades para o próximo ano, com foco na execução de programas considerados estratégicos para o Planalto.

Será a primeira grande reunião de todo o ministério desde o último encontro comandado por Lula, realizado em agosto deste ano. Naquela ocasião, o presidente da República reforçou a orientação para que os ministros defendessem publicamente as ações e programas do governo, reagindo a críticas e disputando a narrativa em diferentes frentes.

Durante a mesma reunião de agosto, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, apresentou o novo slogan do governo federal. A frase escolhida, “Do lado do povo brasileiro”, passou a sintetizar, na comunicação oficial, o discurso de aproximação do governo com a população e tem sido usada em campanhas e peças institucionais desde então.

A definição de uma nova reunião ministerial para dezembro é vista no governo como um momento para alinhar discurso, ajustar estratégias de comunicação e reforçar o engajamento da Esplanada na defesa das políticas da gestão Lula, em um contexto em que 2026 já começa a influenciar movimentos e decisões dentro e fora de Brasília.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

VÍDEO: Allan dos Santos diz que Michelle “está cagando para Bolsonaro”


       O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Foto: reprodução

O blogueiro de extrema-direita Allan dos Santos viralizou nas redes sociais após subir o tom contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), em que ele a acusou de estar “cagando” para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O foragido, que vive nos Estados Unidos e é alvo de mandado de prisão no Brasil, atacou diretamente Michelle ao comentar a crise aberta no domingo (30), quando ela criticou a articulação do PL no Ceará para apoiar Ciro Gomes (PSDB).

“Michelle não tem nenhum aval dos filhos pra tá falando o que ela tá falando… Ela não estava quando o Bolsonaro foi preso, ela está viajando o Brasil inteiro como se o Bolsonaro já estivesse morto, ela tá cagando pro Bolsonaro”, disse o fugitivo.

“Se eu falasse algo, estragaria o velório”, afirmou, sugerindo que o movimento da ex-primeira-dama representaria, na prática, um deslocamento do núcleo familiar tradicional.

Allan prosseguiu com ataques pessoais, dizendo que nem mesmo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e nome favorito da ala pragmática do PL para 2026, teria interesse em manter Michelle por perto.



Crise no PL

O estopim da crise ocorreu quando Michelle, em evento em Fortaleza, disse que a articulação feita pelo deputado André Fernandes (PL-CE) com Ciro Gomes “não dá” e que a aliança seria uma precipitação. A fala contraria um acordo costurado previamente pelo próprio Jair Bolsonaro antes de ser preso pela trama golpista.

Fernandes reagiu publicamente e afirmou que o ex-presidente havia autorizado a aproximação com Ciro por telefone, em viva-voz, na presença de parlamentares.

A partir daí, os filhos de Bolsonaro, Flávio, Eduardo e Carlos, entraram em campo para desautorizar Michelle, argumentando que decisões estratégicas do bolsonarismo devem seguir a vontade direta do ex-presidente. Em nota, aliados reforçaram que ela não poderia “invalidar” acertos feitos por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena na PF.

A cúpula do PL, alarmada com a repercussão, convocou uma reunião emergencial para terça-feira (2), com Michelle, Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho.

O encontro tenta conter o desgaste causado não apenas pela fala da ex-primeira-dama, mas também pelo repercussão do vídeo de Allan dos Santos, considerado politicamente tóxico por integrantes da legenda.

Apesar do impacto, aliados próximos afirmam que a presença de Allan no debate público cria um constrangimento adicional: suas falas extremadas são vistas como contraproducentes e podem enfraquecer a tentativa do PL de reorganizar a narrativa enquanto Bolsonaro permanece preso.

Fonte: DCM

CCJ da Câmara pode votar cassação de Zambelli nesta terça

deputada federal Carla Zambelli chora em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Foto: Kevin Lima

A cassação da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) pode avançar já nesta terça-feira (2), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve analisar o caso e ouvir o parecer do relator.

A reunião está marcada tendo como base a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou a parlamentar a 10 anos de prisão por comandar a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pela condenação criminal definitiva, cabe à Câmara decidir se ela perde o mandato.

O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) deve apresentar o parecer sobre a cassação, mas um eventual pedido de vista pode adiar a votação. A direção da Casa enviou a decisão do STF à CCJ, e o colegiado precisa se manifestar antes que o assunto siga ao plenário — onde são necessários, no mínimo, 257 votos para que a cassação seja confirmada.

Condenação no STF e fuga para a Itália

Zambelli foi condenada por participar da invasão aos sistemas do CNJ ao lado do hacker Walter Delgatti, também condenado. Antes do trânsito em julgado, a deputada fugiu para a Itália, foi incluída na difusão vermelha da Interpol e acabou presa em Roma em julho deste ano.

Embora o STF tenha determinado a perda imediata do mandato, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu submeter o caso ao rito político tradicional para cassações.

Apesar de estar detida, a deputada participou por videoconferência de uma audiência da CCJ em setembro. Na ocasião, trocou acusações com Delgatti, chamou o hacker de “mitomaníaco” e até questionou sua saúde mental, mencionando o uso de medicamentos para tratar TDAH.


Fonte: DCM

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Lindbergh comemora fracasso de ato por anistia em Brasília: 'democracia venceu'

Deputado afirma que mobilização reuniu pouco mais de 100 pessoas e reflete rejeição popular a tentativas de anular crimes contra a democracia

  Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O deputado Lindbergh Farias afirmou, em publicação no X nesta segunda-feira (1), que o ato bolsonarista pela anistia realizado em Brasília evidenciou o isolamento político da pauta entre seus apoiadores.

O parlamentar ressaltou que pouco mais de cem pessoas participaram da mobilização, número que, em sua visão, confirma a falta de respaldo político para iniciativas que tentam anular crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito.


Lindbergh recorda que o país testemunhou ataques graves às instituições — da tentativa de deslegitimar o processo eleitoral ao ataque de 8 de janeiro, passando pelo Plano Punhal Verde e Amarelo e pela bomba no Aeroporto de Brasília —, episódios que ele afirma não poderem ser tratados como simples divergência política.

O deputado sustenta que qualquer anistia violaria princípios centrais da Constituição, além de interferir no Judiciário e beneficiar crimes que a Carta Magna considera intoleráveis. Ele afirma ainda que pesquisas de opinião têm mostrado crescente rejeição da população a essa proposta.

Fonte: Brasil 247

PL tem reunião de emergência para "enquadrar" Michelle após interferência em palanques estaduais

Reunião tenta conter crise após críticas da ex-primeira-dama à aliança com Ciro Gomes, no Ceará

Michelle Bolsonaro segura batom em ato pró-anistia em São Paulo-SP, 6 de abril de 2025 (Foto: Reprodução/YT)

O PL convocou uma reunião de emergência para tentar conter o desgaste causado pelas críticas de Michelle Bolsonaro à articulação da legenda no Ceará. De acordo com a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, o encontro ocorrerá na tarde desta terça-feira (2), na sede nacional do PL, reunindo Michelle, o presidente Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). De acordo com um dirigente ouvido pela reportagem, o objetivo é conter a crise interna após o discurso da ex-primeira-dama no Ceará.

● Reação imediata após discurso no Ceará

Michelle participou, no domingo (30), do lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará e criticou publicamente a aliança firmada por André Fernandes (PL-CE) com o ex-governador Ciro Gomes, hoje filiado ao PSDB.

No palco, ela afirmou que “adoro o André, passei em todos os estados falando dele, do [deputado estadual] Carmelo Neto e da esposa dele, que foi eleita. Tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá. Nós vamos nos levantar e trabalhar para eleger o Girão”. “Essa aliança vocês se precipitaram em fazer”, disse ela mais à frente.

A fala provocou forte incômodo interno. Um integrante da sigla afirmou que Michelle “provocou uma hecatombe no partido e virou um agente de desestabilização”, acrescentando que o PL nacional apoia André Fernandes e está “de saco cheio das maluquices dela”.

● Mágoas antigas e disputas internas

Segundo André Fernandes, a aproximação com Ciro teve o aval de Jair Bolsonaro (PL). Michelle, porém, mantém ressentimentos do ex-governador, que, quando ainda era filiado ao PDT, apoiou a ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que levou Bolsonaro à condenação e à declaração de inelegibilidade por oito anos. À época, Ciro celebrou a decisão nas redes sociais, afirmando que “fez-se justiça! Quando nós do PDT pedimos providências ao TSE, queríamos proteger a democracia e punir o abuso de poder político praticado por Bolsonaro. Bolsonaro inelegível por império da lei”.

● Flávio Bolsonaro expõe desconforto

O clima de tensão se agravou após Flávio Bolsonaro comentar o episódio em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. O senador classificou a atitude de Michelle como "autoritária". “A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo 

Caminhoneiros preparam paralisação nacional por melhores condições

Movimento reivindica remuneração justa, segurança nas rodovias e mudanças no marco regulatório do transporte de cargas

Caminhoneiros preparam paralisação nacional por melhores condições (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil articulam uma paralisação nacional para a próxima quinta-feira (4), com atos previstos em vários estados. Lideranças da categoria afirmam que a mobilização não tem caráter partidário nem está ligada a qualquer sigla política, mas é impulsionada por reivindicações econômicas e trabalhistas diante do agravamento das condições de trabalho nas estradas.

De acordo com reportagem do portal Metrópoles, representantes de caminhoneiros voltam a tentar organizar um movimento de alcance nacional após uma tentativa frustrada de greve, na semana anterior, que tinha como mote a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e acabou esvaziada por falta de adesão. Agora, o discurso das lideranças se concentra em pautas específicas da categoria, como remuneração, segurança e regras para o transporte de cargas.

Um dos articuladores da nova mobilização é o caminhoneiro Daniel Souza, influenciador digital com quase 100 mil seguidores no TikTok e que teve atuação destacada na greve de 2018. Ele afirma que a classe vive uma situação de deterioração contínua. “O Brasil ficou parado por 3 anos por conta dessa situação e, como já acabou a questão do Bolsonaro, vamos voltar à realidade do país. A realidade dos caminhoneiros está precária: baixa remuneração, leis que não conseguimos cumprir por falta de estrutura, falta de segurança nas rodovias, o respeito com a nossa classe acabou”, enumera o caminhoneiro Daniel Souza.

Entre as principais demandas, as lideranças falam em estabilidade contratual para o caminhoneiro e garantia de cumprimento das leis que regulam a atividade. Também cobram a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e defendem uma aposentadoria especial após 25 anos de trabalho, comprovada por recolhimento previdenciário ou emissão de documento fiscal. Para os organizadores, essas medidas seriam fundamentais para reduzir a insegurança jurídica, melhorar o rendimento e dar condições mínimas de planejamento de vida à categoria.

No Sul do país, a mobilização também ganha eco. O presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola, avalia que o movimento tem potencial para ganhar corpo. “Eu acredito muito no movimento forte porque tem muita gente envolvida e há muitos descontentes”, afirma, ao associar a força da paralisação ao crescente descontentamento com a situação nas estradas, nos contratos e na remuneração dos fretes.

Entidades representativas, porém, destacam que a decisão de cruzar os braços parte dos próprios motoristas. O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) ressaltou que não é o responsável direto por convocar a greve, mas admite que pode dar suporte ao movimento caso haja adesão espontânea. Segundo a entidade, “quem faz a greve são os caminhoneiros, não é o sindicato quem faz greve, mas, se eles decidirem parar, serão apoiados”.

Apesar da movimentação em torno da data, não há consenso entre sindicatos, associações e cooperativas de caminhoneiros. Na Baixada Santista, em São Paulo, parte dos autônomos se coloca contra a paralisação, sob a avaliação de que haveria interesses políticos por trás do chamado. Marcelo Paz, presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), uma das maiores da região, afirma que não houve qualquer deliberação formal para um ato no complexo portuário. “Não chamaram assembleia, não houve votação […] Para se ter uma movimentação dessas, precisa haver diálogo, assembleia e votação”, pontua.

A falta de alinhamento entre lideranças regionais e nacionais expõe divergências sobre a melhor estratégia de pressão e sobre o risco de desgaste com uma nova paralisação de grande porte. Enquanto parte da categoria quer aproveitar o momento para recolocar na agenda temas como remuneração do frete, segurança nas rodovias e aposentadoria especial, outros caminhoneiros temem que a greve seja capturada por disputas políticas e acabe sem resultados concretos.

A memória da greve de 2018 segue presente nas discussões. Naquele ano, caminhoneiros de todo o país paralisaram as estradas em um movimento que durou dez dias, com foco nos reajustes constantes dos combustíveis, em especial do óleo diesel. A paralisação provocou desabastecimento de combustíveis e alimentos em várias regiões e pressionou o governo federal. O movimento só foi encerrado após o acolhimento de parte das reivindicações apresentadas pela categoria, o que consolidou o peso político dos caminhoneiros na agenda nacional.

Agora, diante da convocação para 4 de dezembro, líderes e entidades do setor voltam a medir forças e a testar o grau de insatisfação da categoria. A adesão efetiva dos motoristas nas estradas e nos principais corredores de escoamento de cargas deve definir se o novo chamado resultará em uma paralisação de grande impacto ou se ficará restrito a pontos isolados de mobilização pelo país.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ex-chefe da Receita é demitido pela CGU após tentativa de liberar joias de Bolsonaro

O órgão aplicou a penalidade máxima após analisar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apontou graves violações funcionais

    Jair Bolsonaro e Julio Cesar Vieira Gomes (Foto: Reuters | Reprodução)

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou, nesta segunda-feira (1º/12), a demissão de Julio Cesar Vieira Gomes, ex-chefe da Receita Federal, após concluir que ele tentou interferir na liberação das joias sauditas apreendidas no fim do governo Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

O órgão aplicou a penalidade máxima após analisar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apontou graves violações funcionais cometidas por Gomes enquanto comandava a Receita. Ele já era alvo de outro procedimento interno e teve mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) em 2024, que fortaleceram as suspeitas de atuação indevida para favorecer o ex-presidente.

Segundo as investigações, Gomes tentou liberar ilegalmente o conjunto de joias trazidas por representantes sauditas e retidas no aeroporto de Guarulhos. Em dezembro de 2022, ele enviou mensagem ao então ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, questionando: “Avisou o presidente que vamos recuperar os bens?”. Cid respondeu: “Avisei!”.

A CGU concluiu que o ex-chefe da Receita violou o “art. 117, inciso IX” e desrespeitou deveres previstos no “art. 116, incisos II e III, da Lei nº 8.112/1990”. Por isso, determinou a demissão e também aplicou punição adicional: ele está proibido de assumir cargos públicos federais pelos próximos cinco anos, conforme o art. 137 da mesma lei, conforme registrado no DOU.

As comunicações interceptadas pela PF revelam novas tentativas de atuar para liberar as joias mesmo após a mudança de governo. Em fevereiro de 2023, já durante a gestão Lula, Gomes voltou a procurar Cid: “Vai precisar de procuração do Bento Albuquerque. É viável?”. Cid respondeu: “Acho que sim”.

O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque também foi indiciado pela PF sob suspeita de envolvimento no esquema, já que recebeu uma das joias para repassar ao então presidente. O relatório da Polícia Federal atribuiu a Bolsonaro e a outros 11 investigados crimes como peculato, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e associação criminosa.

Gomes chegou a pedir demissão da carreira de auditor fiscal em 2023, mas o desligamento foi suspenso quando a CGU identificou que havia investigação preliminar aberta contra ele.

O caso das joias sauditas se tornou um dos principais inquéritos envolvendo o ex-presidente Bolsonaro, com revelações de que itens de alto valor teriam sido vendidos no exterior e que parte dos recursos retornava ao Brasil em espécie.

A CGU afirma que o processo disciplinar contra Gomes reforça a necessidade de preservar a integridade das instituições de controle, especialmente diante de tentativas de interferência política em procedimentos legais.

Fonte: Brasil 247

Ramagem, Zambelli e Eduardo têm salários suspensos, mas gabinetes seguem ativos e somam R$ 400 mil por mês

Os cerca de R$ 400 mil mensais são destinados exclusivamente à folha de pagamento de servidores,

   Hugo Motta e Guilherme Derrite (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Mesmo com salários e cotas parlamentares suspensos, os deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ), Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) continuam com seus gabinetes em funcionamento na Câmara dos Deputados, acumulando cerca de R$ 400 mil mensais em gastos com pessoal. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

Segundo a Câmara, cada deputado pode contratar até 25 funcionários, com orçamento mensal de R$ 133.170,54 para pagar salários que podem chegar a R$ 18.179,88. No total, Ramagem, Zambelli e Eduardo mantêm 27 servidores ativos, mesmo sem receber os próprios vencimentos.Salários e cotas cortados, mas despesas seguem
O último salário de Alexandre Ramagem registrado no sistema da Câmara foi pago em setembro, no valor de R$ 46.366,19. Mesmo após a condenação a 16 anos e um mês de prisão pela Primeira Turma do STF, o deputado ainda recebeu verba de cota parlamentar em outubro (R$ 20.848,29) e em novembro (R$ 230). A cota cobre despesas típicas da atividade legislativa: aluguel de escritório político, passagens aéreas, alimentação, transporte e combustível.Carla Zambelli, por sua vez, teve salários pagos até maio.

A deputada foi presa na Itália após fugir pelos Estados Unidos e teve a prisão definitiva decretada pelo STF em junho pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema do CNJ. Desde então, o gabinete segue ativo, apesar de a parlamentar não desempenhar suas funções.Já Eduardo Bolsonaro recebeu salário até julho. Neste ano, ele só recebeu vencimento integral até março, pois ficou licenciado por 120 dias — período que terminou em 20 de julho. A partir daí, os valores da cota parlamentar recebidos foram residuais: R$ 0,03 em julho e R$ 1 em agosto. Embora não seja condenado, Eduardo tornou-se réu no STF na última semana, acusado de articular sanções internacionais contra o Brasil e autoridades brasileiras.

◉ Mandatos continuam até limite de faltas

Apesar da situação judicial e das ausências, os três parlamentares só devem perder o mandato caso atinjam o limite de faltas estabelecido pelo regimento. Eles precisam comparecer a pelo menos 1/3 das sessões do plenário, o que só deve ser verificado com maior clareza ao longo de 2026.Esse tipo de perda automática ocorreu no caso do deputado Chiquinho Brazão, cassado em abril após atingir o limite de ausências.
A Câmara costuma seguir o rito previsto na Constituição, diferente do entendimento do Supremo. Nesse modelo, a perda de mandato exige análise prévia da CCJ e aprovação do plenário — o que tende a tornar o processo mais demorado.

◉ Custo permanece elevado

Enquanto decisões judiciais e procedimentos internos avançam lentamente, os gabinetes de Ramagem, Zambelli e Eduardo Bolsonaro seguem produzindo despesas significativas. Os cerca de R$ 400 mil mensais são destinados exclusivamente à folha de pagamento de servidores, reforçando o debate sobre controle, transparência e critérios para manutenção de estruturas parlamentares em casos de afastamento ou ausência prolongada.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Bolsonarista que tentou explodir bomba em aeroporto de Brasília pede absolvição

George Washington pede absolvição ao STF alegando que bomba não tinha capacidade de explosão segundo laudo pericial: “crime impossível”

     George Washington de Oliveira Sousa (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Acusado de instalar um artefato explosivo em um caminhão-tanque estacionado próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022, George Washington de Oliveira Sousa busca no Supremo Tribunal Federal (STF) a absolvição das acusações que pesam contra ele. A defesa sustenta que o episódio se enquadra na tese de “crime impossível”, pois o dispositivo seria incapaz de provocar explosão. As informações são da coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

No documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, os advogados afirmam que o artefato descrito na denúncia — composto por emulsão explosiva, fios, iniciador e garrafas plásticas — não possuía condições técnicas de detonar.

⊛ Artefato "ineficaz"

A defesa cita trecho do laudo que apontou “ineficácia para acionamento/ativação da carga explosiva”, reforçando que não haveria risco concreto e, por consequência, não se configuraria tentativa de crime. O argumento central é que a incapacidade funcional do dispositivo tornaria impossível qualquer resultado danoso.

⊛ Defesa nega alvo no aeroporto

Os advogados sustentam ainda que George Washington não pretendia atingir o aeroporto. Segundo a petição, ele teria considerado derrubar um poste de iluminação pública, mas acabou desistindo. Para a defesa, não houve intenção de atacar instalações aeroportuárias nem de atentar contra a aviação civil.

⊛ Contestação das acusações mais graves

Ainda de acordo com a reportagem, a peça da defesa também rejeita imputações de tentativa de golpe de Estado ou de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os advogados argumentam que não existe qualquer elemento que indique participação do réu em articulações com esse objetivo. Para eles, a narrativa da denúncia “é dissociada da realidade fática” e não demonstra formação de associação criminosa entre os investigados.

⊛ Armas registradas e pedido de restituição

Quanto às armas apreendidas na residência do acusado, a defesa afirma que todas estavam legalmente registradas e solicita sua restituição. Paralelamente, pede que eventuais imputações relacionadas ao artefato explosivo sejam desclassificadas para tipos penais menos graves, como posse ou transporte.

⊛ Pedidos de oitiva e novos esclarecimentos

A defesa arrolou delegados, um agente de polícia e o motorista do caminhão-tanque como testemunhas. Também solicitou a oitiva do perito responsável pelo laudo técnico, buscando reforçar — de forma presencial — que o artefato não apresentava condições reais de explosão.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO – Patrícia Abravanel abaixa as calças ao vivo no SBT


     Patrícia Abravanel abaixa as calças durante programa no SBT. Foto: Reprodução

Patrícia Abravanel surpreendeu o público ao abaixar as calças durante a edição do Programa Silvio Santos exibida no domingo (30). A apresentadora participou de uma brincadeira no quadro Show de Calouros ao lado do convidado Lord Vinheteiro, que tocava piano sem usar as mãos.

Ao se aproximar do pianista, Patrícia disse que precisava entender como ele executava a performance. Em tom bem-humorado, afirmou estarcom medo” e, logo depois, imitou o convidado, tirando as calças diante da plateia.

“Com todo o respeito, mas eu preciso ver como ele está tocando. (…) Assim eu também toco. Vou tirar até as calças”, brincou. A cena gerou risos no estúdio e repercussão nas redes sociais.

Fonte: DCM

Michelle peita aliança do PL com Ciro, irrita filhos de Bolsonaro e expõe ruptura na família


O ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A investida de Michelle Bolsonaro contra a articulação do PL cearense com Ciro Gomes detonou uma crise aberta entre ela e os três filhos mais velhos de Jair Bolsonaro. A ex-primeira-dama foi ao Ceará depois de um pedido direto do ex-presidente para marcar presença no lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo estadual. No palco, porém, ela confrontou o acordo costurado pelo deputado André Fernandes, responsável por aproximar o PL local de Ciro.

Fontes próximas a Michelle afirmam que ela foi ao evento para atender a Bolsonaro. Alegam ainda que a crítica expressa por ela não tinha o objetivo de enfraquecer o ex-presidente. Mesmo assim, a fala caiu como uma afronta para Flávio, Eduardo e Carlos, que entenderam o discurso como intromissão numa negociação que, segundo eles, já tinha sido chancelada pelo próprio pai.

No evento, Michelle disparou: “É sobre essa aliança que vocês precipitaram a fazer. Fazer aliança com quem ataca o maior líder da direita não dá. A pessoa continua dizendo que a família é de ladrão, de bandido. Compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinha. Então, não tem como”.

Flávio Bolsonaro foi o primeiro a reagir. Disse ao Metrópoles que Michelle “atropelou” a orientação do pai e acusou a postura dela de ser “autoritária” e “constrangedora”. Eduardo Bolsonaro reforçou a crítica e afirmou nas redes sociais que o acordo com Ciro foi definido por Bolsonaro. Carlos seguiu os irmãos e cobrou respeito às decisões do ex-presidente.

A rusga trouxe à tona tensões acumuladas desde a prisão de Jair Bolsonaro. Com o ex-presidente distante do comando diário, aliados relatam desgaste crescente entre Michelle e os filhos, especialmente Flávio, que assumiu o papel de voz principal da família e diverge da ex-primeira-dama sobre as articulações para 2026.

Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Centrão reage com irritação

Integrantes do centrão classificaram a atitude de Michelle como “erro gravíssimo”. Para esse grupo, ela atacou publicamente um movimento que já estava costurado e que contava com aval de Bolsonaro. Pesquisas internas sustentavam o gesto: Ciro aparece à frente no estado, enquanto Girão não demonstra força eleitoral — em Fortaleza, na disputa municipal passada, teve pouco mais de 1%.

A confusão ampliou a percepção de que, sem Bolsonaro atuando diretamente, os atritos internos deixaram de ser abafados e se tornaram recorrentes.

Fonte: DCM

As 100 melhores comidas do Brasil; veja o ranking


Picanha cortada. Foto: Divulgação

Agora existe uma lista completa para quem gosta de comida brasileira, graças a um levantamento divulgado pelo TesteAtlas. Conhecida como “enciclopédia dos sabores”, a plataforma reuniu as 100 melhores comidas do Brasil a partir de avaliações feitas por usuários de vários países.

O ranking mostra pratos de todas as regiões, da picanha campeã ao tacacá amazônico, passando pelo cuscuz nordestino, o barreado do Sul e o virado à paulista. Chamou atenção a feijoada aparecer apenas em 21º lugar. A picanha não só lidera entre as comidas brasileiras como também ficou em terceiro lugar no ranking mundial, reforçando o peso cultural do churrasco e dos encontros de fim de semana que ele representa.

Os doces também tiveram espaço garantido. Aparecem nomes que atravessam gerações, como doce de leite, pudim, pavê, brigadeiro, quindim e baba de moça. Segundo o TesteAtlas, a variedade reflete a combinação de influências indígenas, africanas e europeias que moldaram a doçaria brasileira.

Na parte salgada, o levantamento valorizou pratos típicos como moqueca baiana, acarajé, tambaqui na brasa, baião de dois, arroz carreteiro, galinhada, barreado e pato no tucupi, reforçando a diversidade culinária do país.

Confira a lista:

1. Picanha
2. Bife à parmegiana
3. Pão de queijo
4. Costela
5. Contrafilé
6. Doce de leite
7. Pudim de leite condensado
8. Coxinha
9. Escondidinho
10. Pastel
11. Mousse de maracujá
12. Feijão tropeiro
13. Bobó de camarão
14. Vaca atolada
15. Queijo coalho
16. Filé mignon
17. Pavê
18. Tacacá
19. Moqueca baiana
20. Queijo canastra
21. Feijoada
22. Bolo de brigadeiro
23. Beijinho
24. Brigadeiro
25. Queijo minas
26. Baião de dois
27. Estrogonofe
28. Arrumadinho
29. Bombocado
30. Tutu de feijão
31. Tambaqui na brasa
32. Acarajé
33. Bolo de rolo
34. Açaí na tigela
35. Vatapá
36. Cartola
37. Farofa
38. Carne de sol
39. Arroz carreteiro
40. Cachorro-quente
41. Romeu e Julieta
42. Casquinhas de siri
43. Carne de sol
44. Cuscuz nordestino
45. Abará
46. Filé de costela
47. Filé Oswaldo Aranha
48. Rabanada
49. Bolinho de bacalhau
50. Quindim
51. Galinhada
52. Pirão
53. Bolinho de chuva
54. Bauru
55. Creme de papaia
56. Beirute
57. Pamonha
58. Curau
59. Virado paulista
60. Barreado
61. Baba de moça
62. X-tudo
63. Canjica
64. Cajuzinho
65. Caruru
66. Casadinho
67. Coxão mole
68. Patinho
69. Biscoito de polvilho
70. Salpicão de frango
71. Queijo prato
72. Sanduíche de mortadela
73. Bolo formigueiro
74. Quibebe
75. Salada de maionese
76. Peito
77. Paleta
78. Músculo
79. Sequilhos
80. Mocotó
81. Sagu
82. Tareco
83. Lagarto
84. Acém
85. Pato no tucupi
86. Maria mole
87. Arroz com pequi
88. Cuscuz paulista
89. Bolo de bruxa
90. Bolo de mandioca
91. Chambari
92. Sopa Leão Veloso
93. Panelada
94. Aba de filé
95. Capa de filé
96. Ponta de agulha
97. Olho de sogra
98. Caldo de piranha
99. Acaçá
100. Baixaria

Fonte: DCM