Saída de Walfrido Warde ocorre diante de avaliações de que dono do Banco Master pode aderir à colaboração premiada
A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passou por uma forte mudança nesta quinta-feira (21), com a saída do advogado Walfrido Warde. O movimento ocorre em um momento de agravamento da situação do empresário, diante do avanço das investigações que o envolvem e de avaliações de bastidores sobre uma possível mudança de estratégia jurídica.
Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1, a decisão está relacionada à divergência em torno da adoção de uma eventual colaboração premiada, mecanismo ao qual Warde se opõe de forma consistente ao longo de sua trajetória profissional.
☉ Racha na defesa ocorre em meio a pressão por delação
Nos bastidores de Brasília, cresce a avaliação de que a intensificação das investigações pode levar Vorcaro a reconsiderar sua estratégia jurídica. A discordância em relação a essa possibilidade teria sido determinante para a saída de Warde, conhecido por se posicionar contra a adoção de acordos de delação premiada.
O caso do Banco Master transformou-se em um dos principais escândalos financeiros do país, com forte repercussão política e institucional. A eventual colaboração de Vorcaro passou a ser vista como um fator capaz de ampliar ainda mais os desdobramentos do episódio.
☉ Fraude bilionária e liquidação do Banco Master
Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB). As operações sob investigação somam R$ 12,2 bilhões e colocaram a atuação da instituição financeira no centro das apurações.
Diante da gravidade do caso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o episódio como a “maior fraude bancária” já registrada no país. A declaração reforçou a dimensão do escândalo e a pressão sobre os envolvidos.
☉ Disputa institucional e investigação sobre ataques digitais
Apesar disso, a decisão do Banco Central passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União determinou uma inspeção em documentos relacionados ao processo de liquidação, abrindo uma frente de análise sobre os procedimentos adotados pela autoridade monetária.
Paralelamente, o Banco Central tornou-se alvo de ataques digitais com o objetivo de desacreditar sua atuação. A Polícia Federal apura pagamentos milionários a influenciadores envolvidos nessas ações. Ainda assim, diante das fraudes já detectadas, a expectativa é de que o parecer técnico confirme a correção da decisão do BC.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
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