quarta-feira, 6 de maio de 2026

VÍDEO: Suspenso e desesperado, Zé Trovão cai no choro após decisão do Conselho de Ética


        Zé Trovão chorando no Conselho de Ética. Foto: reprodução

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chorou na última terça-feira (5) durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que aprovou a suspensão de seu mandato por 60 dias. Ele foi um dos três parlamentares bolsonaristas punidos pelo colegiado por participação no motim golpista que interrompeu os trabalhos da Casa em agosto de 2025.

A sessão durou cerca de 9 horas e foi marcada por bate-boca entre deputados governistas e da oposição. Ao se manifestar, Zé Trovão demonstrou preocupação com a possibilidade de afastamento do mandato e foi às lágrimas. “São 20 assessores que ficarão sem comida na mesa”, disse.

Além dele, o Conselho de Ética aprovou a suspensão dos mandatos de Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), também por 60 dias. Os três foram punidos pela ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante a mobilização bolsonarista que pressionava pela votação da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A decisão ainda não é definitiva. Os pareceres aprovados pelo Conselho de Ética precisam passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, pelo plenário da Câmara. Para que a punição seja confirmada, será necessário o apoio de ao menos 257 deputados.




O relatório foi elaborado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), que aumentou a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora, de 30 para 60 dias de suspensão. Para o relator, o episódio exigia uma resposta institucional mais dura diante da tentativa de impedir o funcionamento normal do Parlamento.

“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou Rodrigues no relatório.

O caso remete ao motim realizado por deputados bolsonaristas em agosto de 2025. Na ocasião, parlamentares ocuparam o plenário da Câmara e impediram o presidente da Casa, Hugo Motta, de reassumir o comando da sessão. A ação fazia parte da ofensiva pela aprovação de um projeto de anistia que poderia beneficiar investigados e condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as representações analisadas pelo Conselho de Ética, Marcos Pollon chegou a se sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta. Marcel Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora. Já Zé Trovão teria usado o corpo para barrar fisicamente o acesso do presidente da Casa.

As representações foram votadas separadamente. Pollon e Van Hattem tiveram os pareceres aprovados por 13 votos a 4. No caso de Zé Trovão, a punição foi aprovada por 15 votos a 4. A palavra final caberá ao plenário da Câmara.

Fonte: DCM

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