segunda-feira, 4 de maio de 2026

Messias retorna à AGU e aguarda decisão de Lula

A expectativa entre interlocutores é que a conversa ocorra ao longo desta semana

Jorge Messias e Presidente Lula (Foto: Ton Molina/Agência SenadoFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O advogado-geral da União, Jorge Messias, retoma as atividades nesta segunda-feira (4) ainda com o futuro indefinido no governo, após ter sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado.

As informações foram publicadas pela CNN Brasil, em reportagem de Fernanda Fonseca e Jussara Soares. Segundo a emissora, Messias voltou de férias sem agenda pública definida e aguarda uma reunião com o presidente Lula para decidir se permanecerá ou não no comando da Advocacia-Geral da União.

A expectativa entre interlocutores é que a conversa ocorra ao longo desta semana. O encontro é tratado como decisivo para o encaminhamento da situação do ministro, que manifestou ao presidente a intenção de deixar o cargo depois da derrota no Senado.

Após a votação, ocorrida na quarta-feira (29), Messias esteve com Lula no Palácio da Alvorada. Na reunião, o presidente pediu que o advogado-geral evitasse uma decisão precipitada e recomendou que ele tirasse alguns dias para descansar antes de definir os próximos passos.

⊛ Retorno ocorre após período de afastamento

Messias esteve de férias entre os dias 8 e 30 de abril. O afastamento ocorreu em meio à preparação para a sabatina de sua indicação ao STF na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A rejeição no plenário abriu uma crise política em torno do futuro do ministro. Embora interlocutores afirmem que Messias esteja inclinado a deixar a AGU, há também a avaliação de que ele pode atender a um eventual pedido de Lula para permanecer no cargo por mais tempo.

Auxiliares do presidente defendem que a continuidade de Messias na Advocacia-Geral da União ajudaria a transmitir uma mensagem de estabilidade política após a derrota no Senado. Para esse grupo, a permanência evitaria a ampliação do desgaste e preservaria uma peça considerada importante na estrutura jurídica do governo.

⊛ Planalto avalia alternativas

No Palácio do Planalto, outra possibilidade em análise é a transferência de Messias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Aliados avaliam que a mudança poderia funcionar como uma compensação política e reposicionar o ministro dentro do governo.

Essa hipótese também é vista como uma forma de reduzir os efeitos da rejeição no Senado, preservando Messias em uma posição de destaque na Esplanada. Até o momento, porém, não há definição sobre qual caminho será adotado.

A decisão final deve depender da conversa com Lula. O presidente tem buscado evitar uma saída imediata do advogado-geral, especialmente em um momento de tensão com o Congresso após a derrota de uma indicação feita pessoalmente por ele ao Supremo.

⊛ Derrota no Senado expôs articulação política

Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado por 42 votos a 34. A votação refletiu uma articulação da oposição com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e representou um revés relevante para o governo.

A indicação ao STF era uma das apostas de Lula para recompor a Corte, mas a resistência no Senado impôs ao Planalto a necessidade de reorganizar a estratégia política. O episódio também ampliou a atenção sobre os próximos movimentos do presidente em relação à AGU e à escolha de um novo nome para o Supremo.

Enquanto aguarda a definição, Messias reassume formalmente suas funções em meio a uma agenda ainda indefinida e a negociações internas sobre seu papel no governo.

Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela CNN Brasil

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